OOO março | 2016 | Cedasb

Posicionamento da ASA acerca da atual conjuntura brasileira

A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) é um fórum que reúne cerca de 3.000 (três mil) organizações da sociedade civil que há décadas atua no Semiárido Brasileiro. Desde 1999, de modo mais sistemático, sua atuação e presença se identificam com ações voltadas para a região, na perspectiva de reforçar o protagonismo de seu povo e a solução de seus problemas, com estratégias e ações direcionadas para a proposição, execução e/ou controle social de políticas de convivência com o Semiárido.
As ações e perspectivas da ASA têm alcançado muita ressonância, nacional e internacionalmente, e múltiplos são os seus parceiros. Seus resultados e impactos também são grandes. Parceira também do Governo Federal, especialmente por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ASA sempre se manteve autônoma e livre.
O Brasil vive, no atual momento, uma crise institucional, política e econômica que está impactando a vida de todas as pessoas, especialmente as mais excluídas, trazendo no seu bojo o desemprego, a volta da inflação, a diminuição de renda, a ameaça às conquistas sociais construídas pelos Governos e organizações sociais, de modo especial ameaça à convivência com o Semiárido e à segurança alimentar e nutricional. Crise esta de responsabilidade não apenas do executivo, mas também do legislativo e do judiciário.
Neste contexto acima descrito, preocupa-nos de modo especial:
 O surgimento de uma cultura de intransigência e ódio, com nuances fascistas, bastante apoiada e incentivada pela grande mídia, que vem destruindo a cultura do mútuo respeito, da pluralidade, do direito à diversidade, e que vêm marcando crescentemente o povo brasileiro.
 A leitura de que a saída para a crise estaria na deposição da atual Presidenta da República. Efetivamente, a Presidenta foi eleita pela maioria do povo brasileiro, em eleições regulares, sendo, assim, legítimo o seu mandato. Deste modo, o processo de impeachment, ainda que um expediente legal e constitucional, torna-se praticamente um golpe, quando levado a efeito sem efetivos crimes de responsabilidade que o fundamentem. Somos, desta forma, contra o impeachment.
Estar a favor do direito de governar da Presidenta Dilma Rousseff não significa concordar com sua política econômica, com a Reforma da Previdência, com as múltiplas ações que inviabilizam as políticas sociais, penalizam os/as trabalhadores e trabalhadoras e desrespeitam seus direitos. Acerca das políticas sociais, reconhecemos a importância e o significado da continuidade de políticas como o “Bolsa Família”, “Minha Casa Minha Vida”, “Programa Cisternas”, “Pronatec”, “Mais Médicos”, “PAA”, “PNAE”, “Assistência Técnica”, “Crédito” e muitas outras que vêm garantindo aos/às mais pobres o acesso a direitos fundamentais.
Estar a favor do direito de governar da Presidenta Dilma Rousseff não significa, também, apoiar a corrupção. Combater a corrupção, é verdade, significa grandepasso no aperfeiçoamento da Democracia e das instituições de Estado, garantindo que os recursos públicos cheguem à sua real finalidade. Somos favoráveis a estes processos, desde que andem rigorosamente dentro dos trâmites da lei e sejam investigados todos os suspeitos, quer sejam eles de qual partido for. E se julgue a todos e não apenas alguns hipoteticamente envolvidos, garantindo a cada cidadão o direito de defesa. Contudo, se o Brasil, especialmente suas lideranças, não tiver a coragem de fazer uma profunda e significativa reforma política, o combate à corrupção estará se dando nas folhas das árvores e não nas suas raízes.
Para nós da ASA, o que está em jogo na atual conjuntura não é apenas a manutenção ou substituição de uma Presidenta da República, não é a questão de eliminar ou de ter mais ou menos corrupção, mas sim um projeto de nação. Nesse sentido, colocamos nosso potencial à disposição e nos declaramos a favor de um projeto de nação que:
 inclua todos os/as cidadãos e cidadãs, criando efetivas oportunidades para que especialmente os/as mais pobres tenham acesso a direitos que sempre lhes foram negados: terra, água, educação, saúde, comunicação, alimento sadio, entre outros;
 que respeite as diferenças, a multiplicidade de povos, etnias, culturas e modos de ver e viver existentes no Brasil e incentive sua inter-relação;
 aplique os resultados da Petrobras, do Pré-Sal e do próprio Governo a serviço da população brasileira e não os entreguem ao capital internacional;
 que, olhando os ganhos que as políticas sociais trouxeram para a construção de um Brasil mais justo, possamos aumentá-las e ampliá-las, caminhando para perspectivas estruturantes que possam garantir sustentabilidade a um processo de transformação social.
Neste âmbito, somos contra a corrupção, somos contra o impeachment, somos pela Democracia, mas, sobretudo, somos a favor de um projeto de nação que inclua a todos e todas, especialmente os/as mais pobres, respeite a pluralidade, os direitos e a vida.

POR UM SEMIÁRIDO VIVO. NENHUM DIREITO A MENOS!!!
Semiárido Brasileiro, 30 de março de 2016
Articulação Semiárido Brasileiro

(Fonte: Site ASA Brasil)

CEDASBATER/BAHIATER REALIZA REUNIÃO COM PARCEIROS

O CEDASB ATER realizou na manhã de ontem (22), no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vitória da Conquista/BA, a reunião de articulação com os parceiros do município de Vitória da conquista. A reunião contou com a presença do coordenador do SETAF/BAHIATER que falou da importância dos parceiros para que a equipe do CEDASBATER/BAHIATER tenha um bom desenvolvimento e atue para fortalecer as famílias que serão atendidas. Ele ainda salientou sobre a preocupação que o governo e as organizações estão tendo quanto a este novo momento de atuação da assistência técnica e extensão rural que vem com uma proposta de transição agroecológica. Esse momento com os parceiros tem por objetivo, apresentar as propostas do projeto e definir estratégia de ações em conjunto e execução das atividades no município de Vitória da Conquista, que corresponde ao lote 39, e visa fortalecer as ações das ATER’s Cedasb com uma proposta de convivência com o semiárido.

Everaldo, presidente/diretor do Cedasb, fez uma apresentação do que é a instituição e como ela vem atuando dentro da região Sudoeste; comentou também sobre os projetos executados e os que estão em andamentos. Para Everaldo “os parceiros vêm fortalecer nossa atuação no campo, já que cada um que esteve presente tem suas especificidades de atuação”. Helena Paula, coordenadora do projeto, por sua vez afirmou que “os parceiros vêm para somar, já que é uma diversidade de gente com atuação em cada área especifica, desde especialistas em questões ambientais e pessoas que tem um olhar especial e cuidadoso na questão social com pessoas em situação de vulnerabilidade”.

Nesta reunião estiveram presentes agricultores/as, os parceiros (Sec. De Agricultura de Vitória da Conquista), (Sec. De Meio Ambiente), (Sindicato dos Trabalhadores Rurais), (Associação Poço Comprido), (Associação dos pequenos Produtores de Limeira), (Associação do distrito de Abelha), (Banco do Nordeste, agro amigo), (Car), (Fetag), (Conselho Tutelar Rural), (Nedet), (Consea de Vitória da Conquista) e (Inema), que durante o encontro fincaram um compromisso de atuar junto, visando estratégias de ação conjunta para a boa execução junto às comunidades e famílias que serão atendidas.

Por Equipe de Comunicação CEDASB

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CEDASB ATER (BahiAter) realiza mobilizações em comunidades dos municípios de Piripá e Cordeiros

Entre os dias 09, 10 e 11 de março a equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER do Cedasb iniciou nos municípios de Cordeiros e Piripá as reuniões para Mobilização e Seleção das famílias que serão atendidas pela Chamada Pública 001/2015 SDR/BAHIATER do governo do estado da Bahia. Essas atividades têm o objetivo de apresentar aos agricultores e agricultoras beneficiárias o Cedasb e a as atividades do contrato de ATER estabelecido com a BAHIATER que realizará durante os três anos, com vistas a promover a sensibilização e identificação das famílias que terão a continuidade do acompanhamento técnico.
As reuniões ocorreram nas comunidades de Pedra Branca, Água Branca e Campo Grande (município de Cordeiros BA) e nas Comunidades de Bonito, Laginha e Morrinhos (em Piripá BA). A atividade contou com a participação de organizações parceiras nos municípios, bem como, de representantes do poder público municipal que contribuíram na discussão acerca da importância do trabalho que se inicia, e da oportunidade que as famílias atendidas terão ao contar com orientações técnicas para fortalecer a sua prática no dia a dia.
Seguimos Mobilizando e construindo juntos uma proposta de ATER que dialogue com a realidade do nosso povo.

Texto: equipe Cedasb de ATER (BahiAter)

Imagens: Roberto (equipe de ATER/BahiAter)

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Ensilagem foi temática de “Dia de Campo” promovido pelo ATER (MDA) – CEDASB

O “Dia de Campo” aconteceu no dia 10 de Março na comunidade de Olho d’água da Serra, região situada no município de Bom Jesus da Serra BA. A atividade foi realizada com o objetivo de compartilhar conhecimento e intensificar ações de convivência com o Semiárido. A temática central da atividade trabalhou a confecção e estocagem de alimentação animal através do processo da ensilagem.

 

 

Confira as imagens da atividade acessando o link abaixo:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1178045045553835.1073741957.458317977526549&type=3

Dia internacional das mulheres: Dia de Consolidar conquistas e ampliar direitos!

A ideia de libertação da mulher surgiu no terreno fértil do movimento socialista no final do século XIX e começo do século XX. Nesse ambiente, milhares de ativistas entre elas Wilhem Reich, Simone de Beauvoir, Herbert Marcuse, Samora Machel, Betty Friedann, Rose Marie Muraro, desencadearam as mobilizações para transformação da sociedade, em especial a transformação/ libertação das mulheres que além de exploradas eram oprimidas. Por isso, nesta semana do 08 de março, mais que aplausos, presentes e declarações de amor e afeto, as mulheres querem consolidar as conquistas de outrora e ampliar os direitos.

Foi por este motivo que na última terça-feira, dia 08 de março e dia internacional da mulher, o CEDASB e o ISFA, juntamente com o  Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR, o LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, o Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos – MTD, a CONSULTA POPULAR e a MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES- Núcleo Maria Rogaciana, estiveram reunidas no Ginásio de Esporte Raul Ferraz, em Vitória da Conquista/BA para relembrar a história de luta das mulheres e discutir sobre Lei Maria de Penha, Lei do Feminicídio, bem como, as lutas LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros e a importância da mulher na agricultura familiar e na agroecologia.

Tais temáticas são relevantes porque mesmo depois de tanto tempo ainda é preciso levantar a bandeira de luta pela libertação que não é somente das mulheres, mas dos homens também. Tudo isso porque todos nós só queremos duas coisas: viver e sermos respeitados por nossas escolhas. O 08 de março já passou; mas a luta por dias mais justos e igualitários é para sempre!

Por: equipe de comunicação ISFA

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Capacitação de Pedreiros/as: “Construindo para além das Cisternas”

Dentre as diversas atividades realizadas no decorrer do projeto Cisternas, destaca-se a formação e capacitação de pedreiros e pedreiras. Que pretende despertar e intensificar, a consciência da importância do/a pedreiro/a no processo de chegada da cisterna de placa, que requer uma visão de construção que encontra seu real sentido para além da construção de uma estrutura física, como uma estrutura que verdadeiramente causa uma transformação social na vida das diversas famílias beneficiadas.

A Comunidade de Sossego, município de Barra do Choça (BA), recebeu uma dessas capacitações e contou com a participação de 20 pedreiros, dentre os quais, pedreiros já conhecedores do processo, onde puderam testemunhar sua experiência frente aos novos pedreiros. Que agora, passaram a conhecer e se tornaram de fato, parte de todo esse processo. Com destaque para a participação de mulheres pedreiras, que contribuíram na formação e troca de experiências com todos os participantes da atividade.

Na primeira parte da atividade foi realizada uma intensa troca de experiência e saberes que competem ao ofício de pedreiro. Numa perspectiva de integrar esses saberes em todo o processe de construção das tecnologias sociais. Foi um momento dinâmico e participativo, construído coletivamente pelos próprios pedreiros e pedreiras presentes. Nessa construção do conhecimento ficou claro que o/a pedreiro/a é agente integrante, que participa diretamente no processo de ampliação da convivência e fortalecimento da resistência no Semiárido.

Na segunda parte da capacitação, os participantes colocaram literalmente, a mão na massa. Puderam observar, fazer e montar cada parte da cisterna, desde as partes iniciais até os acabamentos finais. Puderam esclarecer dúvidas, aprender técnicas de construção e medidas para cada parte compõe da estrutura física da Cisterna.

Enfim, mais uma atividade que mostra na prática, que a cisterna antes mesmo de se encher de água, se enche de conhecimento. E quando se enche de água, promove a cidadania e a liberdade. Em todo esse processo de encontros e conquistas está a figura do pedreiro/a, companheiros e companheiras que ajudam a tornar realidade o sonho de se ter uma cisterna de placa. Alegria tamanha e muitas vezes indescritível, pra quem um dia penou com uma lata d’água na cabeça e hoje tem água no “pé de casa”.

Texto: Noel Coelho e Juliano Simões (Animadores Sociais/Projeto Cisternas-Barra do Choça BA)

Imagens: Equipe Técnica do Projeto/Acervo Cedasb

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