OOO setembro | 2016 | Cedasb

ASA-Bahia realiza Encontro Estadual rumo ao EnconAsa Potiguar

Em mais uma etapa realizada rumo ao EnconAsa Potiguar, a ASA-Bahia realizou em Feira de Santana-BA, nos dias 22 e 23 Setembro, o Encontro Estadual em preparação para a 9ª edição do Encontro Nacional da Asa Brasil, que será realizada em Mossoró-RN, dos dias 21 a 25 de Novembro 2016. O Encontro Estadual contou com a participação das diversas entidades que compõe a ASA Bahia, dentre as quais entidades que compõe a ASA Sudoeste: ISFA, CEDASB, ASAMIL, ASFAB, DIVINA PROVIDENCIA, CASA, e o Centro Comunitário de Aracatu, que além da participação das equipes técnicas, trouxeram de forma marcante agricultores e agricultoras, que com suas experiências e sabedoria contribuíram positivamente para a realização do Encontro Estadual.

Durante o encontro foi realizada uma exposição com diversos elementos que caracterizam e identificam as diversas regiões e territórios que compõe a ASA-Bahia. Boletins informativos, banners temáticos, fotografias, artesanatos, agricultores e agricultoras que trouxeram suas Sementes Crioulas e produtos resultados das variadas ações de convivência com o Semiárido, além de muita sabedoria e conhecimento que foi compartilhado entre uma proza no decorrer de todo o encontro. A exposição teve como principal objetivo apresentar e provocar para o debate da importância comunicação como direito e como estratégia de luta, frente ao sistema midiático excludente e golpista, que despreza aliena e desinforma as pessoas.

Foram dois dias de muitas cantorias, alegrias e trabalhos em conjunto, que sob a coordenação da CE da ASA-BA, importantes questões foram discutidas, socializadas e construídas coletivamente. Com o objetivo de desconstruir e reconstruir reflexões e conhecimentos, que tendem estrategicamente a fortalecer a rede ASA em todas suas dimensões. Conhecimentos esses, que serão levados e apresentados no EnconAsa Potiguar, somando-se ás diversas propostas construídas e elaboradas no demais estados que compõe a Asa Brasil. Outro momento importante do encontro estadual foi a escolha das delegações, que irão representar o estado da Bahia no EnconAsa de Mossoró-RN, com maioria de agricultores/as e representações das comunidades tradicionais, o restante das vagas foram preenchidas por pessoas de equipe técnicas das diversas entidades, fechando assim, a delegação oficial da Bahia que participará do EnconAsa Potiguar.

Na conclusão do Encontro, todos/as os/as participantes fizeram uma homenagem ao companheiro Naidison, que passa por complicações de saúde. Dirigiram uma prece mística e orante em vista do restabelecimento de sua saúde e pelo seu retorno junto às lutas dos povos do Semiárido. E ao som da canção: “pra não dizer que não falei das flores”, reafirmamos nossa luta contra o golpe e à favor do “Semiárido Vivo, nenhum direito à menos”. Assim, encerrou-se o Encontro Estadual da Asa Bahia Rumo ao IX EnconAsa Potiguar: “Povos e Territórios, resistindo e transformando o Semiárido”.

Texto e Imagens – Comunicação Cedasb

O ENCONASA POTIGUAR

O EnconAsa vem chegando e eu tou vendo

De resistência e convivência vai falar

A rede ASA vai fazendo o movimento

Pro Semiárido a vida melhorar!

Tu vens, tu vens!

O EnconAsa Potiguar!

Tu vens, tu vens:

Pode vir pode chegar!

Mossoró e regiões se preparando

Pra receber gente de todo lugar

A luta a força e a esperança semeando

Pro Semiárido a vida melhorar!

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Agricultores e Agricultoras de Cândido Sales e Anagé beneficiados pelo P1+2, participam da Visita Intermunicipal entre Agricultores e Agricultoras Familiares para Multiplicação de Experiências

Beneficiários do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), dos municípios de Cândido Sales e Anagé participaram nos dias 13 e 14 de setembro da Visita Intermunicipal entre Agricultores e Agricultoras Familiares para Multiplicação de Experiências.

Na visita à comunidade Poço Dantas em Planalto/ BA, os agricultores e agricultoras beneficiados puderam conhecer com o agricultor experimentador Cleiton e sua família o Sistema Bioágua Catingueiro. A tecnologia consiste na filtragem dos resíduos presentes na água cinza (água residual decorrente de processos domésticos como lavar roupa, lavar louças e tomar banho) e na digestão e absorção da matéria orgânica por população de microorganismos e minhocas que permitem a devolução da água ao meio ambiente sem prejudicá-lo. Com esse sistema a água de reuso pode ser destinada à produção alimentos para a agricultura familiar. O agricultor Otaviano, morador em Anagé, ao ver o sistema já foi logo perguntando sobre o modo de construção, custos e modos de comercialização.

A visita que começou pela manhã se estendeu durante todo o dia. E todo mundo participou. Debateram sobre convivência com o semiárido, o reuso da água e a importância dessa mudança para o meio ambiente, políticas públicas, soberania camponesa e conjuntura política. Foi seu Gilberto quem ressaltou a importância da troca de experiências “minha gente é em momentos assim que a gente se fortalece! Na atual situação política, nós que tivemos nosso voto deslegitimado temos que nos unir, valorizar nosso trabalho de agricultor e nos organizar, pois só assim não perderemos tudo o que conquistamos com muita luta e suor. Findada as discussões nesse primeiro momento os agricultores visitantes depois dos cânticos e oração se despediram da comunidade Poço Dantas e seguiram para o Sítio Sul em Vitória da Conquista.

No dia seguinte os agricultores visitantes conheceram o NUPEBEM (Núcleo de Permacultura do Bem) e as experiências que o equipe vem desenvolvendo. Divididos em grupos os agricultores e agricultoras foram ver de perto o cultivo em agrofloresta e o meliponário de abelhas sem ferrão. Assim, enquanto Milena e Ricardo explicavam sobre o manuseio e cuidado com as abelhas a um dos grupos, Elisa e Micael mostravam a qualidade e a diversidade dos alimentos, arvores nativas e frutíferas cultivadas em agrofloresta. Dona Maria ficou admirada com tanta beleza “quando a Elisa me falou como era o solo antes dele se tornar o que é hoje eu não acreditei. Principalmente porque a gente tem nossa rocinha e fica achando que a nossa é pior que a dos outro. E não é, só precisa de coragem pra pôr em prática e depois cuidado e isso eu tenho!”

A troca de saberes não parou por aí. Depois de conhecer cada uma das experiências os agricultores e agricultoras se reuniram na plenária para sistematizar o que haviam visto. Na conversa os agricultores e agricultoras viram que além do alimento de qualidade, proteção do solo, manejo responsável a agricultura familiar é sim um mercado promissor. A Visita Intermunicipal também possibilitou a todos verem o valor de seu trabalho e a importância de disseminar com os outros agricultores o que viram nos dois dias. Nesse sentido, a Visita Intermunicipal atingiu sua finalidade; contribuir com o processo de mobilização social para a convivência com o semiárido.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB

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I Encontro de Sementes Crioulas do Território do Vale do Jiquiriçá: “TERRA SEM SEMENTES NÃO É NADA, SEMENTES SEM TERRA SE PERDE”.

Foi realizado dia 13 Setembro na comunidade Candial região de Maracás o I encontro de Sementes Crioulas do Território do Vale do Jiquiriçá, promovido pela CAR, BAHIATER, SDR e SEDEAMA-Maracás, que também contou a participação de grupos de mulheres, entidades, associações, coletivo de jovens, comunidade e as guardiãs e os guardiões das sementes que são os motivadores que provocaram a realização deste encontro.

Este I encontro teve por objetivos fortalecer a rede de agricultores/as, tendo as guardiãs e os guardiões como protagonistas das sementes, tendo como princípio o resgate da agricultura camponesa/familiar. Como base à formação politica, a coletividade das comunidades, o resgate cultural, o pertencimento, a convivência com o semiárido e a segurança alimentar que garanta politicas publicas de direitos.

Segundo os organizadores o objetivo maior, além desse fortalecimento junto às comunidades, onde as casa de sementes foram feitas, é também se articular com os territórios e avançar nessa discursão. “a casa de sementes é o ponto de partida de se articular com o território, será nossa referencia”. Disse José Tosato da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Este I encontro já é resultado da casa de sementes da comunidade (Casa de Sementes Quatro Lagoas e Candial) que, foi inaugurada no dia 05 de Julho 2016 pelo o projeto SEMENTES DO SEMIARIDO que é executado pelo o CEDASB/ASA.

O Cedasb/Asa contribuiu na animação, mística e fazendo parte de uma mesa de debate, que teve como tema as organizações de campo e as politicas voltadas para as comunidades, que contou com vários representes como Bahiater, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Teia dos Povos.

Helena Paula coordenadora do projeto Sementes do Semiárido e representando o Cedasb/Asa, focou a importância da casa de sementes no processo de formação das comunidades (mulheres e jovens). Reiterando que este primeiro encontro já é um grande resultado da mobilização da comunidade de Candial, fruto da implantação da casa de sementes que tem por esses objetivos. Destacando também a necessidade de articular-se em redes, intercâmbios, promovendo a valorização das culturas, troca de experiências, priorizar as trocas de sementes entre as comunidades e resgatar todo um contexto de história das comunidades.

Logo após a mesa, os alunos do colégio Agrícola Edilson Freire, apresentaram um momento cultural de raiz, cantando os cantos da nossa gente da roça. A participação do colégio com os alunos já é uma mobilização do território com a juventude que, posteriormente, ficou das organizações presentes pensarem um intercambio entre as juventudes dos três territórios que estavam presente no evento, Baixo Sul, Sudoeste e Vale do Jiquiriçá.

A tarde houve um debate provocado por Joelson, da TEIA DOS POVOS, onde ele coloca as comunidades como força de resistência neste exato momento de regressão. É uma referencia às politicas que foram conquistadas nas regiões do semiárido e que agora se encontra sujeitas não ter continuidade. Para ele o momento é de luta, com mais intensidade, que, reivindicar politicas para o campo nunca foi fácil, sempre tivemos que “tá” nas trincheiras, fazendo com que os nossos direitos fossem ouvidos e conquistados.

Algumas provocações na fala de Joelson: “terra sem sementes não é nada, sementes sem terra se perde”.

“as elites do Brasil colocaram na nossa cabeça que tudo que é nosso é ruim, por isso vendemos tudo que é nosso para as multinacionais e estrangeiros”.

“precisamos empoderar nossas mulheres e para isso a casa de sementes e as sementes crioulas é uma referencia politica, ela não é somente sementes é formação”.

Joelson finalizou sua fala dizendo; “não tem sentido a terra, não tem sentido as sementes sem educação, o que também não teria sentido e que uma educação burguesa, mas que seja uma educação libertadora no campo e para o campo, onde todos, jovens, mulheres, possam permanecer com vida digna”.

As Sementes Crioulas tem essa função de empoderamento das guardiãs e dos guardiões, a casa de sementes tem como princípio para o semiárido: a convivência e a soberania, e dizer não as sementes transgênicas. Finalizamos com a mística, onde no centro da nossa vida como referência de luta e de conquistas está sempre a TERRA, SEMENTES e a ÁGUA.

NENHUM DIREITO A MENOS, SEMIÁRIDO VIVO e FORA TEMER!

Texto e Imagens: Núcleo de Comunicação CEDASB

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ASA Sudoeste realiza Encontro Regional preparatório para o IX Encontro Nacional da ASA (Enconasa)

Nos dias 13 e 14 Setembro a ASA Sudoeste realizou em Vitória da Conquista o Encontro Regional preparatório para o IX ENCONASA, que acontecerá em Novembro 2016 em Mossoró-RN. O encontro contou com a participação de agricultores/as e representações das diversas entidades que formam e compõe a região sudoeste da Asa Bahia: ASFAB, CEDASB, ISFA, CASA, ASAMIL, Divina Providência e o Centro Comunitário da Paróquia São Pedro de Aracatu.

Com a mística inicial, ao som da canção de preparação do IX Enconasa, os participantes foram apresentados e puderam dizer as diversas bandeiras de luta que trouxeram de suas localidades. Quatro questões importantes foram temáticas centrais de debates e discussões durante os dois dias de encontro. Foi discutida e apresentada uma linha do tempo conforme três perguntas que nortearam o debate. Ainda no primeiro dia, cada microrregião que compõe a ASA Sudoeste escolheram as delegações que irão participar no encontro estadual, que será realizado na próxima semana nos dias 22 e 23 (setembro) em Feira de Santana BA. A Comunicação como estratégia e instrumento de luta foi pauta do 2º dia de atividade, que trouxe o vídeo: “O Semiárido contado por sua gente”, ocorrendo em seguida uma roda de proza sobre as impressões sobre o vídeo, assim como a discussão sobre a importância de reanimar o processo de comunicação nas diversas regiões da Asa Sudoeste. Climério (Cedasb) e Caio (ASAMIL) conduziram o debate sobre alguns importantes pontos do estatuto da AP1MC, onde todos puderam conhecer um pouco mais da AP1MC e assim, derem importantes sugestões, contribuições e encaminhamentos que serão debatidos e apurados no encontro estadual de Feira de Santana. Ao final do encontro foram apresentados e acolhidos os nomes das delegações que irão participar do Encontro Estadual, tendo em vista o IX Enconasa de Mossoró-RN.

Entre uma discussão e outra a banda “Remela de Gato” do Cedasb animou e cantou as cantigas do Sertão. Dinâmicas, cordéis e poesias alegraram o encontro e revelou mais uma vez, a força da diversidade e as potencialidades de nossa região, tanto produtiva, quanto cultural. De braços e corações unidos, ao som de: “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, reforçamos nossa vontade de continuar nossa luta em favor do sertão e de sua gente, elevamos nossa prece pelo Semiárido Sem Nenhum Direito a Menos e como não poderíamos deixar de dizer, deixamos ecoar o nosso grito de ForaTemer pra todos os cantos de Vitória da Conquista e região. Que venha o Encontro Estadual e que venha o IX Enconasa nas terras potiguar.

O ENCONASA POTIGUAR

O Enconasa vem chegando e eu tou vendo

De resistência e convivência vai falar

A rede ASA vai fazendo o movimento

Pro Semiárido a vida melhorar

Tu vens, tu vens!

O Enconasa Potiguar!

Tu vens, tu vens:

Pode vir pode chegar!

Mossoró e regiões se preparando

Pra receber gente de todo lugar

A luta a força e a esperança semeando

Pro Semiárido a vida melhorar!

Texto e Imagens – Comunicação CEDASB

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Delegação que participará do Encontro Estadual em Feira de Santana BA

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P1+2 promove intercâmbio de experiências entre Agricultores/as do municípios de Anagé e Bom Jesus da Serra

Uma das principais atividades promovidas pelo Programa Uma Terra e duas Águas (P1+2) é a realização de intercâmbios de visitas e trocas de experiências entre agricultores e agricultoras. Atividade que permite e motiva os/as agricultores/as a visitarem experiências de convivência com o Semiárido e trocarem conhecimento entre si. Nos dias 30 e 31 de Agosto 2016, o P1+2 executado pelo CEDASB realizou um intercâmbio intermunicipal de experiências entre agricultores/as de diversas comunidades atendias pelo projeto dos municípios de Anagé e Bom Jesus da Serra.

No primeiro dia de visita (30), os/as agricultores/as visitaram e conheceram a experiência do “Bio Água Caatingueiro” da Comunidade de Poço D’anta no município de Planalto-BA. Muitos/as dos/as agricultores/as não tinham conhecimento ou nunca ouviram falar dessa tecnologia e ficaram encantados com a experiência de reaproveitamento da água, a produção do húmus e o minhocário. Como contou seu Juvenal, da comunidade de Bom Jesus de Cima (Bom Jesus da Serra-BA): “isso aqui que estamos vendo é de um aprendizado muito grande. É animador pra ‘nois’ agricultores, que não tínhamos o conhecimento desse Bio Água, ver a grande serventia que tem uma tecnologia dessa aqui. Quando eu voltar pra minha comunidade vou contar pros outros que não puderam vir pra esse intercambio”. Os/as agricultores/as visitantes passaram o dia todo na comunidade de Poço D’anta, onde os próprios agricultores da localidade os acolheram com muita fartura, alegria e disposição. Conversaram sobre o Bio Água, trocaram e produziram conhecimento e debateram outras maneiras de reaproveitamento da água e as diversas formas de produção de alimentos saudáveis. Na “boca da noite”, os agricultores visitantes se despediram da comunidade de Poço D’anta e seguiram para o Sítio Sul em Vitória da Conquista, local onde foram visitadas as experiências de permacultura e criação de abelhas.

Na quarta-feira (31), as atividades começaram bem cedinho, os/as agricultores/as tomaram um café reforçado e seguiram para as visitas das experiências de cultivo em agroflorestas e o meliponário do Sítio Sul. Divididos em grupos de visitas, os/as agricultores/as conheceram a criação de abelhas sem ferrão e puderam ver diversas formas de capturas sem agredir as abelhas, bem como a forma como que cada espécie de abelha trabalha em suas colmeias. Os/as agricultores/as contaram suas experiências de manuseio com abelhas e puderam ampliar os conhecimentos com as experiências contadas por Milena e Ricardo do meliponário do Sítio Sul.

Na visita à experiência de permacultura, os/as agricultores/as puderam conhecer o que significa esse conceito e viram na prática o seu funcionamento. Como disse dona Dagma da comunidade dos Poços (Anagé-BA): “é bom a gente conhecer essas técnicas e experiências, muito do que estamos vendo aqui, em partes já fazemos em nossas propriedades, e vendo aqui a gente aprende mais, e ganha mais conhecimento pra fortalecer nossas práticas lá na roça”. Puderam ver a experiência de cobertura de solo, o preparo das “camas” e “berços” para produção de hortaliças e o plantio de árvores nativas, tudo cultivado em um mesmo espaço. Conversaram e debateram sobre a importância das plantas e insetos amigos, que ajudam na produtividade e na saúde do solo e das plantas.

Retornando à plenária de debate e discussão, através de uma metodologia de roda de conversa, os/as agricultores/as sistematizaram todo o conhecimento a partir das experiências visitadas nos dois dias de atividades. Contaram e recontaram o que viram, sobre o funcionamento, as possibilidades de implementar nas comunidades locais e qual a relação de tudo o que foi visto e debatido, com a tecnologia de produção que cada agricultor e agricultora está recebendo via P1+2. A conversa rendeu e a proza foi boa, e a satisfação em participar dos dois dias de atividade estava exposta nos olhos e nas palavras das pessoa ali presentes. A atividade foi encerrada com uma oração pelo Semiárido e pelo seu povo, para que nunca desanimem, sempre resistam frente aos desafios e nunca desistam de lutar por um Semiárido mais justo e fraterno para todos os homens e mulheres do campo.

Imagens e Texto – Núcleo de Comunicação CEDASB

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