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ÁGUA, LIBERDADE E CIDADANIA – Projeto Cisternas CEDASB

      Só quem já acordou nas madrugadas e andou léguas e léguas pra conseguir uma lata d’água, sabe expressar a alegria que é, conquistar uma cisterna de placa 16 mil litros no “pé da casa”.
O Projeto Cisternas/CEDASB no período 2015/2016 em parceria com o governo do Estado (BA) está atuando nos municípios de Barra do Choça (onde 1500 cisternas serão construídas) e Vitória da Conquista (1335 cisternas). O vídeo traz alguns depoimentos que retratam a chegada da Cisterna, e destaca parte do processo de mobilização social que o projeto realizada nas diversas comunidades onde está atuando.

 

 

Semiárido Vivo, nenhum direito a menos!

No momento em que milhares de pessoas do Brasil e de outros países estão reunidas na capital federal discutindo a construção de políticas que garantam a Comida de Verdade no Campo e na Cidade, por ocasião da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, foi lançado o documento “Semiárido Vivo, nenhum direito a menos” assinado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE) e Levante Popular da Juventude.

O documento tem como principal foco a continuidade e ampliação das políticas públicas sociais que, nos últimos 12 anos, têm garantindo uma transformação na vida de milhares de pessoas e que estão comprometidas atualmente por conta da crise econômica e política. Entre essas ações, destaca-se o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que sofreu cortes de 65% do orçamento previsto para 2015 e o Programa Cisternas que também sofreu cortes severos este ano. Pra se ter uma ideia, o número de tecnologias de captação de água de chuva construídas até agora é o menor em 12 anos.

A diminuição destas e outras ações de convivência com o Semiárido, associadas a outros fatores como a possibilidade de mais três anos de seca, pode indicar a volta de uma realidade de miséria e fome que, por muitos anos, perdurou no Semiárido. “A paralisação dessas ações compromete os direitos dos mais pobres, entre eles, o direito à segurança alimentar”, alerta o documento.

De acordo com o coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e representante da ASA no Consea, Naidison Baptista, a expectativa é que o documento informe aos participantes a situação atual do Semiárido e que a Conferência possa contribuir na construção das políticas de convivência com a região. “A 5ª Conferência é um espaço de debate e construção de políticas e o processo de construção da política se faz na crítica e no elogio das iniciativas existentes”, afirma Naidison.

Como ação concreta, as organizações que assinam a carta defendem um conjunto de medidas distribuída em 4 linhas de ação tais como a intensificação das ações de cisternas de água para consumo humano e para produção, a revitalização do Rio São Francisco, o assentamento imediato de todas as famílias acampadas, a suspensão da PEC 215 – que transfere do Executivo para o Legislativo a definição da demarcação das terras indígenas- – a execução do Programa Camponês construído pela Via Campesina junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a execução do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO) e efetiva implementação do PLANAPO 2 e a implementação e dinamização dos quintais produtivos, conduzidos pelas mulheres, e na perspectiva da produção de alimentos saudáveis.

Por Gleiceani Nogueira

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=9121

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Sementes do Semiárido: A casa de Sementes que nasceu graças a um Intercâmbio

      Seu Francisco, ou simplesmente seu “Tico” como é mais conhecido em toda região, juntamente com sua família são da comunidade de Bom Jesus de Cima, município de Bom Jesus da serra BA. Nesse vídeo, ele conta sobre a sua experiencia com o armazenamento e zelo com as sementes crioulas. A Casa de Sementes em sua propriedade nasceu graças a um Intercambio em MG, que sua nora Jessí, participou durante a realização do P1+2 em 2012.

“Por um Sertão Justo”: MOC realiza evento de Lançamento de Peças de Comunicação

      Na última segunda feira, (19) o Movimento de Organização Comunitária, MOC, realizou o   evento de Lançamento de suas Peças de Comunicação. O evento aconteceu no CSU em Feira de Santana BA. Na oportunidade lançou oficialmente o novo site institucional, assim como banners, folders e pastas institucionais de uso pedagógico. O evento contou com uma participação em massa de Entidades (ONG’s) parceiras de caminhada e de missão, dentre as quais o CEDASB; assim como representes de organizações que apoiam o MOC na gestão dos diversos projetos sociais, agricultores e agricultoras da região de Feira de Santana, representantes de associações, sindicatos e organizações comunitárias dos diversos territórios onde o MOC atua.
O evento teve início com uma belíssima e animada apresentação cultural do grupo “Dança de Côco” da comunidade de Lagoa Grande, de Retirolândia. Seguindo com a realização de um seminário temático, que pôs em questão a Comunicação verdadeiramente Popular e alternativa ‘por um Sertão Justo’, como importante ferramenta em direção de oposição à forma, do que se denomina de “comunicação”, que se mostra claramente tendenciosa, mercantilizada, corrompida e alienante nos moldes convencionais. Para um dos componentes da mesa temática, professor Deoclécio (UNB), “a autêntica Comunicação Popular e comunitária que queremos, tem por principal objetivo e obrigação, fazer com que o cidadão descubra que ele tem opinião, e que assim feito, pode expressá-la de forma livre”. Para Mary Caldas (Sindicato dos Jornalistas), “a comunicação que construímos, e que estamos a construir deve contribuir diretamente, para que o cidadão do campo e da cidade pense por si próprio, e exerça de fato sua cidadania, em todas as suas dimensões”. Para Moisés, professor da UNEB, “buscar um Sertão Justo, numa perspectiva da autêntica Comunicação, significa prioritariamente, buscar/lutar pela justiça em todas as suas dimensões: econômica, social, educacional, e de acesso aos bens e políticas públicas que os povos do Semiárido têm direito…”.
A equipe colegiada de Coordenação do MOC fez a fala de encerramento do evento, memorando alguns importantes passos nesses 48 anos de caminhada, agradecendo a cada colaborador/a que ajudou direto ou indiretamente contribuiu para cada passo dado, principalmente os que contribuíram para a realização do evento. Tendo em vista, a caminhada rumo aos 50 anos do Movimento, que a cada dia ajuda a construir um Sertão que seja verdadeiramente de todas e todos.

Texto:
Comunicação CEDASB.

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