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“Edivera, a chuva das águas chegou!”

Aí a chuva das águas vai se achegando, ora no ‘morrer da tarde’, ora na “boca da noite”. E quando o dia amanhece é aquele esparramo de alegria, tudo florido, a sabiá puxa a cantoria no pé de quiabento junto com o restante da passarada e aquilo que parecia adormecido ou até mesmo “morto” ressuscita “ligerim” com as águas do céus! É preciso viver por aqui pelas bandas de cá, pra poder ver e sentir esse acordar da natureza!
Bem que dona cigarra tava avisando dias atras, naquela “quinturona”, dum calor abafado que chegava dá uma giriza na gente! Bem que dona Lió falava do varandal sobre uns raios de sol por entre umas barras de nuvens, que pra ela e sua sabedoria dizia de forma firme: “logo, logo chega a chuva das águas”!
“Edivera”, olha as chuvas das águas chegando aqui pelos lados de cá das caatingas e da mata. Matando a sede que mata e revelando o verde da vida. Os bichos do mato gritam nas serras e a gente escuta cá nos boqueirões baixadas, como se agradecessem a Deus pelas águas choradas em nosso sertão. E o povão dando e recebendo as noticias das quebradas do sertão: “e aí cumade, choveu aí? ahh cumpade, choveu que chega os tanque e cisternas sangrou” ! ! !
Ó Deus e divindades guardiãs da natureza, que essa nossa alegria pela caída da chuva que é o sangue da terra e gera vida, seja uma prece de agradecimento por dádiva tão graciosa! A natureza se alegra e nós, seres criados e ajuntados a essa criação nos alegramos e te pedimos todas as graças e Bênçãos dos céus!

Texto e imagens – comunicação CEDASB

CEDASB participa da 40ª Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa-BA – “Com o Bom Jesus reconstruir a esperança a partir dos pobres”

“Romaria da Terra faz o povo reunir, numa luta sem guerra nós lutaremos por ti”

De 07 a 09 de Julho 2017 foi realizada a 40ª Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa-BA. A Romaria reuniu romeiros e romeiras vindos/as de diversas localidades do nosso Brasil. Além de contar com a massiva participação de povos e comunidades tradicionais de diversas comunidades e regiões do país. E o CEDASB fez parte dessa peregrinação às terras do Bom Jesus da Lapa levando os anseios e desejos das conquistas e lutas junto aos povos do nosso querido Semiárido do sudoeste baiano.

A Romaria começou (sexta feira, 07) com uma caminhada rumo à gruta do Bom Jesus (esplanada do Santuário), uma grande procissão de romeiros e romeiras que tomou conta das ruas da cidade cantando e relembrando os temas das 39 edições da Romaria. Clamando como um brado de justiça, o tema dos 40 anos da 40ª Romaria: “Com o Bom Jesus reconstruir a esperança a partir dos pobres!”. Ao chegar à esplanada do Bom Jesus foi realizada uma celebração da partilha, onde a Palavra de Deus e o pão foram partilhados como sinal de esperança frente a um mundo de tanto egoísmo e concentração de poder.

No amanhecer do sábado, 08, foi celebrada uma Missa cantada e participada pelos romeiros/as da terra e das águas e logo em seguida foram realizados os chamados plenarinhos temáticos. Onde no Plenarinho: “Terra e Território”, o CEDASB através do jovem agricultor Kleiton, da comunidade Poço D’anta de Planalto-BA apresentou o “BioÁgua Catingueiro”, uma experiência de convivência com o semiárido desenvolvida em sua propriedade que vem dando ótimos resultados no processo de reutilização das águas de uso doméstico  e na produção de insumos agroecológicos, tendo em vista um cultivo livre de veneno gerando saúde e vida pra família de Kleiton e pra todos/as que estão reproduzindo essa bonita  experiência. Outros diversos plenarinhos aconteciam de forma simultânea abordando diversos temas pertinentes sobre as problemáticas que envolvem principalmente questões de fé e política, direitos dos povos e comunidades tradicionais e meio ambiente (Biomas: caatinga, cerrado e mata atlântica), entre outros.

No sábado à noite foi realizada a grande e animada noite cultural, que ficou por conta da animação do grupo musical do CEDASB: “Remela de Gato” e do compositor, poeta e cantor militante das causas sociais, Gogó (Roberto Malvezi – Juazeiro/BA). Foi uma verdadeira alegria e “esparramo” de gente com o forró e as cantorias que animaram os romeiros e romeiras. Sanfoneiros e tocadores se juntaram aos “cantadores” e animaram de forma marcante e muito especial a noite cultural dos 40 anos de Romaria.

Antes do despontar do sol de Domingo, 09, os/as romeiros/as seguiam em procissão de suas rancharias com suas cruzes e canções de luta em direção à gruta do Bom Jesus para celebrar a Missa da Ressurreição. Cantaram as alegrias e maravilhas que o Senhor fez e faz com seu povo e renovaram as forças para continuar as lutas e labutas nas diversas comunidades de origem década romeiro e romeira da terra e das águas. Após a Missa da Ressurreição foi realizado um grande plenário celebrativo. Que reuniu todas as discussões nos plenarinhos e as transformaram em prece de louvor e súplica, que foi celebrada de forma mística e devocional. Bispos, padres, religiosos/as e todo o povo romeiro reunidos na gruta da soledade celebraram e repartiram as sementes crioula, lembraram os irmãos e irmãs tombados pela ganancia e o poder, proclamaram e partilharam a Palavra de Deus, acenderam o círio da esperança, cataram as alegrias e tristezas das lutas das comunidades. Tudo e todos em volta do altar da liberdade e da partilha, da fraternidade e do amor divino, da unidade e da diversidade. Assim, com saudade e alegria se encerrou a 40ª Romaria da Terra e das Águas, firmando um compromisso de renovação das lutas nas comunidades e já se preparando para a 41ª Romaria em 2018 nas Terras do Bom Jesus da Lapa. ‘Pra’ o ano, com fé em Deus e firmes na luta estaremos juntos/as em mais uma romaria da Terra e das Águas!

Texto- Heber/Comunicação CEDASB     Imagens: CPT/BA e Comunicação CEDASB

 

CEDASB/ATER (SEAD) promove oficinas em Associativismo com representações de sócios e diretorias de associações dos municípios de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista.

Mais uma gama de atividades foi realizada pelo projeto de ATER (CEDASB) reunindo agricultores/as de diversas regiões assistidas pela ATER (SEAD). A temática da vez tratou do Associativismo e reuniu agricultores/as sócios e membros de diretoria de associações de comunidades de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista, realizadas em de Fevereiro e Março de 2017.

Em Barra do Choça a atividade aconteceu no salão paroquial da Igreja Senhor do Bonfim, localizada na sede do município, e contou com a participação de agricultores/as das comunidades de Salinas (I e II) e Muritiba. Associar é reunir-se, planejar e unir-se. Atitude que requer organização, entendimento, responsabilidade e autonomia. É a partir dessa premissa fundamental, que o curso se norteou visando o fortalecimento dessas instituições comunitárias, no intuito de viabilizar aos agricultores e agricultoras, a oportunidade de compreender nos meandres do associativismo a chance de garantir os seus direitos, assim como, a proporcionar uma evolução social (no sentido amplo da palavra) para as regiões as quais fazem parte.

Em Bom Jesus da Serra-BA a atividade também aconteceu na sede do município. Contou com a participação de agricultores/as de cinco associações de diversas regiões do município de Bom Jesus da Serra, dentre as quais: Mandacaru, Bengo, Quilombo de Mumbuca e Samambaia, Olho D’água e Pedra Branca. Segundo seu Valdemar, da associação do Bengo, a capacitação serviu pra revitalizar e fortalecer a caminhada das associações que ali estavam representadas: “com essa capacitação aqui, a gente retorna pra nossas comunidades, animados e esclarecidos da função que cada um deve exercer”. A agricultora Sheila, da associação quilombola de Mumbuca e Samambaia, expressou sua satisfação e alegria em participar da atividade: “esse curso de associativismo chegou na hora certa! Agora ficou claro sobre a importância do papel que cada um deve desempenhar em sua associação, desde os membros da diretoria até os sócios. Vimos aqui que tudo depende de planejamento e organização!”. Foram dois dias de muita troca de experiência e de conhecimento, planejamento e boas discussões. Formação que marcou e despertou nos participantes, o compromisso e a responsabilidade em construir um coletivo com a positiva participação e atitude de todos/as.

No distrito de Bate Pé, município de Vitória da Conquista, a capacitação aconteceu no espaço da Igreja local. Participaram da atividade representantes de associações de diversas regiões, entre as quais: Poço Comprido I e Matinha, Poço Comprido II, Amargoso, Farinha Molhada I e II, Lagoa de João Morais, Poço do Gato e Poço do Abílio; sendo todas as representações assistidas pela ATER/CEDASB em suas diversas atividades de produções e formação e construção do conhecimento. Segundo o agricultor Narciso, da associação de Poço Comprido II, o problema de muitas associações se resumem na falta de organização e planejamento, o que dificulta o bom andamento das ações e atividades e necessidades próprias de cada localidade. “O que muitas vezes falta em nossa associação é diálogo e organização, toda vez que tem reunião vira uma bagunça e ninguém entende nada”, afirmou Narciso. Questões essas, que foram profundamente trabalhadas com os/as participantes durante toda a realização da atividade. O que ao final resultou na satisfação e motivação de todos, em buscar construir uma caminhada frutuosa, baseada no diálogo, compromisso e o “querer” de todos/as.

A realização dessas atividades é uma das ações prevista no Planejamento Inicial realizado com as comunidades acompanhadas pelo Projeto de Ater em transição agroecológica em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), atual Secretaria Especial de Agricultura Familiar”, afirmou Eliane Almeida, coordenadora Técnica da ATER/Cedasb.

 Texto e imagens – Comunição CEDASB e equipe de ATER/CEDASB

 

Oficina em Associativismo em Barra do Choça-BA

 

Oficina em Associativismo em Bom Jesus da Serra-BA

 

Oficina em Associativismo na Comunidade de Bate Pé – Vit. da Conquista-BA

ATER/SEAD – CEDASB realiza Oficinas de Associativismo e Dia de Campo em comunidades dos municípios de Aracatu e Liv. de N. Senhora

Dando prosseguimento às diversas atividades de formação para a transição agroecológica e desenvolvimento social comunitário. A ATER/CEDASB realizou no mês de Março 2017, em comunidades assistidas pelo projeto situadas nos municípios de Aracatu e Livramento de Nossa Senhora, oficinas de associativismo e um dia de campo com agricultores e agricultoras das referidas localidades.

A temática principal abordada no Dia de Campo realizado em Tamboril (Aracatu-BA) tratou do cultivo e produção do tomate agroecológico. E reuniu 11 agricultores/as da localidade, que além de trocarem experiência sobre o tema principal, ainda puderam aprender um pouco mais sobre outras práticas que se fundamentam nos princípios da Agroecologia, dentre as quais: curva de nível, compostagem, produção e importância de biofertlizantes e defensivos naturais.

Nas comunidades de Baraúna (Aracatu-BA) e Jatobá (Liv. de N. Senhor-BA) aconteceram oficinas com a temática que trabalhou sobre o Associativismo. As atividades contaram com a participação de 30 agricultores/as em cada oficina. Dentre os quais representantes dos segmentos constitutivos (diretoria e sócios/as) das diversas associações existentes e atuantes em cada localidade. Segundo Daniel, técnico da ATER/CEDASB, “a oficina de associativismo, é de grande importância para as comunidades, principalmente para o fortalecimento da mesma. O curso proporcionou diálogo entre as famílias participantes, fazendo-as descobrir a importância da associação para a comunidade, aproximando as pessoas da localidade e proporcionando o fortalecendo do coletivo”.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto e imagem – equipe de ATER e Comunicação CEDASB.

Dia de Campo na Comunidade de Tamboril – Aracatu-BA

Oficina de Associativismo na Comunidade de Jatobá – Liv. de N. Senhora-BA

Oficina de Associativismo em Barauna – Aracatu-BA

ATER AGROECOLÓGICO/SEAD (CEDASB) realiza “Dias de Campo” com agricultores/as de comunidades de Encruzilhada e Cândido Sales

 

Além da troca de saberes, discussões e produção de conhecimento coletiva, o projeto ATER AGROECOLÓGICO realiza atividades coletivas de cunho prático-produtivo chamada de “Dias de Campo”. O Dia de Campo implica na realização de uma atividade temática que reúne agricultores/as de uma determinada região com o objetivo de trabalhar na prática uma determina técnica ou prática produtiva, seja esta de cultivo vegetal ou de manejo animal.

Sendo assim, nas comunidades assistidas pela ATER AGROECOLÓGICA dos municípios de Cândido Sales e Encruzilhada durante o mês de Fevereiro e Março de 2017 foram realizados uma variedade de Dias de Campo reunindo agricultores e agricultoras assistidos pela ATER AGROECOLÓGICA/CEDASB das respectivas localidades.

Em Cândido Sales, os dias de campo aconteceram nas comunidades de Lagoa Grande, Mumbuca e Bomba. Em Lagoa Grande, a atividade foi realizada na propriedade do agricultor Marcos, um dos assistidos pela ATER, e o tema trabalhado na atividade tratou da Silagem. Desde o cultivo, corte do material, preparo e armazenamento. Contou com a participação de cinco agricultores da localidade e três técnicos da ATER/CEDASB. Já no Dia de Campo realizado nas comunidades de Mumbuca e do Bomba, o tema da vez foi sobre a produção de Biofertilizantes. Em Mumbuca a atividade foi realizada na propriedade dos agricultores Wilson e Marialva e contou com a participação de onze agricultores/as da comunidade local e da comunidade do Papagaio. O enfoque principal da atividade foi o preparo do BioGeo, um poderoso biofertilizante na produção e cultivo vegetal. A atividade se norteou quanto ao preparo do biofertilizante, a partir de materiais encontrados nas próprias localidades dos agricultores/as participantes da atividade. Na comunidade do Bomba o tema trabalhado com os agricultores/as também foi sobre a produção de biofertilizantes com destaque para o preparo do BioGeo. A atividade aconteceu na propriedade do agricultor Miceno e contou com a participação de seis agricultores/as e dois técnicos da ATER/CEDASB. Seu Gilberto, um dos agricultores participantes e assistidos pela ATER destacou a importância de atividades dessa qualidade realizada pela Ater, como questão que faz despertar a consciência da permanência e valorização da mulher o homem do campo. “Essa atividade aqui valoriza o agricultor, e serve de tomada de consciência pra que não precise sair do lugar da gente, fazendo com que o homem e a mulher da roça não precisem sair daqui”, afirmou seu Gilberto.

No município de Encruzilhada, as atividades do Dia de Campo aconteceram nas comunidades de Lagoa de Inocêncio e Lagoa de Domingão. E abordou temas de relevância e de grande importância escolhidos pelos próprios agricultores/as durantes as reuniões de resgate e construção do conhecimento. Em Lagoa de Inocêncio, a atividade foi realizada na propriedade de dona Hilta e seu Márcio. Trabalhou o plantio de palma, cultivo de hortaliças e conservação de solos. Contou com a participação de técnicos da ATER/Cedasb e de agricultores/as da localidade assistidos pela Ater, bem como, outros agricultores/as interessados nos saberes resgatados e do conhecimento compartilhado na atividade. No momento da avaliação coletiva da atividade, a agricultora Viviane agradeceu ao ATER/Cedasb, pela intermediação da assistente social do projeto no seu processo de recebimento do auxilio doença. Na comunidade de Lagoa de Domingão, a atividade aconteceu na propriedade do agricultor Euzito e contou com a participação de agricultores/as da comunidade local e das comunidades vizinhas: Brejo e Sobrado. O tema trabalhado tratou do preparo da Silagem e sua importância na perspectiva do processo de produção de alimentação alternativa para a criação. Assim como destaca o próprio Euzito:

“O processo da silagem é um técnica que fortalece nossa resistência aqui no Sertão. Com isso, a gente aprende desde o cultivo, o corte do material, como preparar e armazenar, pra na hora do aperto e da falta do alimento, a gente utilizar e não deixar a criação passar aperto”.

Assim, os Dias de Campo realizados nas diversas comunidades de Encruzilhada e Cândido Sales foram realizados com pleno sucesso. Sucesso esse, resultado do empenho de todos os envolvidos: agricultores/as e equipe de ATER/Cedasb. Que se dedicaram a preparar cada atividade com amor e responsabilidade, e aos agricultores e agricultoras, que trouxeram suas experiências e boas práticas, que somadas às diversas formas de saberes, chegaram a resultados que agregaram conhecimento no que se refere à produção e desenvolvimento social a todos os envolvidos nesse processo.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD)

Texto e Imagens – Equipe de ATER (SEAD) e Comunicação/Cedasb

Dia de Campo na Comunidade Lagoa de Domingão – Encruzilhada-BA

 

Dia de campo em Lagoa de Inocêncio – Encruzilhada-BA

 

Dia de campo na comunidade de Bomba – Cândido Sales-BA

 

Dia de campo em Lagoa Grande – Cândido Sales – BA

Comunidade de Mumbuca – Cândido Sales-BA

Agricultores e Agricultoras de Cândido Sales e Anagé beneficiados pelo P1+2, participam da Visita Intermunicipal entre Agricultores e Agricultoras Familiares para Multiplicação de Experiências

Beneficiários do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), dos municípios de Cândido Sales e Anagé participaram nos dias 13 e 14 de setembro da Visita Intermunicipal entre Agricultores e Agricultoras Familiares para Multiplicação de Experiências.

Na visita à comunidade Poço Dantas em Planalto/ BA, os agricultores e agricultoras beneficiados puderam conhecer com o agricultor experimentador Cleiton e sua família o Sistema Bioágua Catingueiro. A tecnologia consiste na filtragem dos resíduos presentes na água cinza (água residual decorrente de processos domésticos como lavar roupa, lavar louças e tomar banho) e na digestão e absorção da matéria orgânica por população de microorganismos e minhocas que permitem a devolução da água ao meio ambiente sem prejudicá-lo. Com esse sistema a água de reuso pode ser destinada à produção alimentos para a agricultura familiar. O agricultor Otaviano, morador em Anagé, ao ver o sistema já foi logo perguntando sobre o modo de construção, custos e modos de comercialização.

A visita que começou pela manhã se estendeu durante todo o dia. E todo mundo participou. Debateram sobre convivência com o semiárido, o reuso da água e a importância dessa mudança para o meio ambiente, políticas públicas, soberania camponesa e conjuntura política. Foi seu Gilberto quem ressaltou a importância da troca de experiências “minha gente é em momentos assim que a gente se fortalece! Na atual situação política, nós que tivemos nosso voto deslegitimado temos que nos unir, valorizar nosso trabalho de agricultor e nos organizar, pois só assim não perderemos tudo o que conquistamos com muita luta e suor. Findada as discussões nesse primeiro momento os agricultores visitantes depois dos cânticos e oração se despediram da comunidade Poço Dantas e seguiram para o Sítio Sul em Vitória da Conquista.

No dia seguinte os agricultores visitantes conheceram o NUPEBEM (Núcleo de Permacultura do Bem) e as experiências que o equipe vem desenvolvendo. Divididos em grupos os agricultores e agricultoras foram ver de perto o cultivo em agrofloresta e o meliponário de abelhas sem ferrão. Assim, enquanto Milena e Ricardo explicavam sobre o manuseio e cuidado com as abelhas a um dos grupos, Elisa e Micael mostravam a qualidade e a diversidade dos alimentos, arvores nativas e frutíferas cultivadas em agrofloresta. Dona Maria ficou admirada com tanta beleza “quando a Elisa me falou como era o solo antes dele se tornar o que é hoje eu não acreditei. Principalmente porque a gente tem nossa rocinha e fica achando que a nossa é pior que a dos outro. E não é, só precisa de coragem pra pôr em prática e depois cuidado e isso eu tenho!”

A troca de saberes não parou por aí. Depois de conhecer cada uma das experiências os agricultores e agricultoras se reuniram na plenária para sistematizar o que haviam visto. Na conversa os agricultores e agricultoras viram que além do alimento de qualidade, proteção do solo, manejo responsável a agricultura familiar é sim um mercado promissor. A Visita Intermunicipal também possibilitou a todos verem o valor de seu trabalho e a importância de disseminar com os outros agricultores o que viram nos dois dias. Nesse sentido, a Visita Intermunicipal atingiu sua finalidade; contribuir com o processo de mobilização social para a convivência com o semiárido.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB

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CASA DE SEMENTES COMO CASA DA DIVERSIDADE, QUE ACOLHE A TODAS E TODOS

O PROJETO SEMENTES DO SEMIÁRIDO, CEDASB/ASA inaugura mais uma casa de sementes na região de Maracás Sudoeste Baiano, na comunidade de Gavião, terça 23 de Agosto.

A Casa de sementes recebeu o nome MARIA DE LURDES NOVAIS. O nome é por causa da mãe de dona Madalena, guardiã da casa de sementes. A homenagem da comunidade é reconhecida pelo histórico de dona Maria na comunidade, na labuta da roça dona Maria pegou um tempo muito difícil, onde era bem comum as mulheres saírem retiradas de léguas em busca de água para beber, molhar as plantações e dá de beber os bichos. “Minha mãe saía léguas com a lata na cabeça pra pegar água na cacimba”, disse dona Madalena.

Para a mística a comunidade cantou e refletiu sobre três elementos ÁGUA, TERRA e as SEMENTES, elementos fundamentais para a convivência com o semiárido e princípio da vida. A TERRA está concentrada nas mãos de poucos, enquanto muitos querem para plantar e não a tem, muito sangue derramado na luta pela terra, pouca reforma agrária e o povo ainda continua andante em busca da tão sonhada terra prometida. Já a ÁGUA, simboliza o quanto passamos, nos últimos tempos, por uma das maiores crises hídricas. Crise da qual só o agronegócio é responsável por 60% do consumo no país, de acordo com dados. Com isso, refletimos sobre uma crise que afeta diretamente as populações e comunidades. As SEMENTES por sua vez representam a ameaça das empresas com as sementes transgênicas; uma ameaça à soberania das comunidades, ameaça às sementes crioulas que os povos têm como patrimônio, riqueza cultural, resistência e soberania alimentar. As casas de sementes são então, uma forma de resistir nesse patrimônio que é prioritariamente das comunidades e do povo.

Quem também esteve presente na inauguração da Casa de sementes MARIA DE LURDES NOVAIS foi Nívea Silva do BAHIATER, membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maracás e Iala Serra Queiroz, do Instituto Sócio Ambiental CUIDARE, que representou a secretaria de agricultura de Maracás. Iala destacou a importância da casa de sementes como espaço das/os guardiãs/ões se relacionarem de forma mais harmoniosa com as questões ambientais e convivência com o semiárido, e completou dizendo que, “a secretaria tá de portas abertas para as agricultoras e agricultores, guardiãs e guardiões que estão dentro deste processo de luta agroecológica e das sementes crioulas”.

Chegado o momento de abrir a casa, as bênçãos do povo da comunidade, as cantorias e os versos de agradecimento deram um sabor bem típico e cultural à abertura da casa de sementes. Lá todos puderam de forma alegre e festejante louvar a vida das/os guardiãs/ões da casa de sementes. CASA DE SEMENTES COMO CASA DA DIVERSIDADE QUE ACOLHE A TODAS E TODOS.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB

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“Oh dona (o) da casa eu ouvi sua voz…”

“Oh dona (o) da casa eu ouvi sua voz…” Assim o CEDASB começou o Projeto Sementes do Semiárido com essa cantiga do Terno de Reis no município de Belo Campo/ BA. E como o princípio era OUVIR, todos os que estavam presentes escutaram as vozes das agricultoras e agricultores do semiárido, dos parceiros e parceiras, da equipe técnica e dos monitores que realizaram as capacitações.

Ouvindo suas histórias, crenças, sentimentos, prosas, versos, experiências com foco no resgate das sementes CRIOULAS, da paixão, do amor e, principalmente, ouvindo sobre o resgate do sentimento da PERTENÇA, agricultoras e agricultores deixaram transparecer antes, durante e depois das capacitações que “A semente crioula pertence a nós agricultores”; “A semente Crioula faz parte da história da minha família”; “A semente Crioula é NOSSA”; “Eu não posso deixar essa semente desaparecer”.

Sensações como as descritas acima foram, inclusive, sentidas pela equipe técnica e, deste modo, Camila, Liomar, Helena Paula, Marcos, Ricardo e Terêncio também puderam, ampliar, multiplicar e dividir saberes com a comunidade.

Em contrapartida, os sentimentos de repúdio pelas sementes transgênicas e híbridas, dos seus malefícios e ameaças à vida de cada um de nós foram mencionados. A abordagem deste assunto serviu para que os resgates aos mutirões, organização, troca de saberes entre todos da comunidade ressurgissem com mais força.

O CEDASB finaliza o trabalho do Projeto Sementes do Semiárido com suas metas compridas. Ao longo de sua execução, foram realizadas capacitações, intercâmbios, 24 construções e 12 apoios a Casas/Bancos, distribuídos em 12 municípios. Contamos com a colaboração de todos: agricultores, monitores e de todos da Família CEDASB, desde as coordenações, a comunicação e as equipes dos diversos projetos executados pela instituição. Todos abraçaram o “Sementes”.

Logo, é importante ressaltar que o Projeto Sementes do Semiárido não se encerra. Mesmo agora, neste momento de incertezas, de incoerências políticas, sabemos que o resgate das sementes crioulas, veio para fortalecer e demonstrar que a Convivência com o Semiárido é construída com olhar nas suas particularidades e não “combatida” como largamente foi e vem sendo defendida pelo DNOCS.

Assim, mesmo lacrimejando é com a certeza de que nada será como antes, que será melhor,  é que deixamos nosso abraço de agradecimento a todos que caminharam conosco e que permanecerão na defesa das Sementes da Vida.
Semear sempre, temer jamais!

Por: Helena Paula Moraes

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Encontro Territorial do Projeto Cisterna nas Escolas

O que são 52 mil litros de água numa cisterna da escola? Água de boa qualidade, que vai servir para a merenda e também para beber. Mas será que é só isso? Não!

Os 52 mil litros de água numa cisterna da Escola são para garantir o pleno funcionamento do espaço de aprendizagem e para possibilitar um bom debate sobre educação do campo. Educação esta que deve ser contextualizada a fim de garantir aos educandos não somente o conhecimento pragmático, mas também a valorização e ressignificação de sua cultura, seus costumes. Além disso, a conversa sobre educação rural tenciona mexer numa ferida antiga, a grade curricular que, organizada de modo generalizado, nem sempre leva em consideração as intemperanças climáticas de cada região e as tradições locais.

Foi por esses motivos que em 11 de agosto, aconteceu em Vitória da Conquista/ BA, o Encontro Territorial do Projeto Cisternas nas Escolas, organizado pelo CEDASB e que contou com a participação de Olga Gotardo, aluna em Educação do Campo pela UFRB, da banda Remela de Gato e de professores, pedagogos, secretários de educação e demais profissionais ligados à área educacional dos municípios de Vitória da Conquista, Anagé, Belo Campo e Tremedal.

Ariosvaldo, tesoureiro do CEDASB e professor do campo na rede municipal de Anagé falou da importância desses espaços de discussão “é em ambiente como esses que, em conjunto, podemos discutir sobre a melhoria da educação no campo e mais ainda, podemos agir para a melhoria dessa educação. O primeiro passo é pensar no melhor modo de adequar os conteúdos e os dias letivos à realidade de quem mora no zona rural”. Quem também reforçou os argumentos do professor Ariosvaldo foi Olga Gotardo, aluna de Licenciatura em Educação do Campo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB, em Amargosa na Bahia; ela foi categórica ao afirmar que “eu sou uma dos que o êxodo rural não expulsou”. Relembrando sua trajetória até aquele momento, Olga questionou sobre empoderamento dos povos camponeses e o que isso significa em termos políticos, econômicos e sociais. Além disso, fez uma ressalva interessante “Se a gente sai do campo para estudar não é porque viver no campo seja ruim. Na verdade, a maioria das pessoas que vivem na zona rural e saem para estudar tem o objetivo de poder voltar e trazer esses conhecimentos para o benefício da comunidade. Ou seja, se eu escolho ser educadora, posso ser uma educadora em minha comunidade. Se sou médica, também posso clinicar na minha comunidade e assim por diante. É preconceito as pessoas afirmarem que viver no campo só para quem é agricultor. Um filho de agricultores pode ser o que quiser e ainda cuidar da sua terra, sem, contudo, precisar sair dela”. E o início de tudo isso começa na escola, espaço de reflexão.

O Projeto Cisternas nas Escolas que no CEDASB teve sua primeira ação em 2010 atendeu municípios como Vitória da Conquista, Planalto e Caetanos. Na sua segunda fase, em 2015, o projeto em apenas um ano de execução construiu 84 cisternas nas escolas, distribuídas nos municípios de Tremedal, Anagé, Belo Campo, Caetanos e Vitória da Conquista. Somado a isso, o Projeto promoveu capacitações em GRHE para  84 merendeiras e 125 professores do campo. Dado esse avanço, espera-se que, com o contrato de número 041/2016, com previsão para seis meses, que o Projeto Cisterna nas Escolas atue em 44 escolas da zona rural.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB.

 

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CASA DE SEMENTES É CASA DE EDUCAÇÃO. SEMENTES COMO INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

“Hoje é a primeira vez que eu aqui vim vadiar, hoje é a primeira vez que eu aqui vim vadiar, para o ano se Deus quiser eu aqui há de tornar, para o ano se Deus quiser eu aqui há de tornar. Ô dono da casa eu ouvi a sua voz, ô dono da casa eu ouvi a sua voz, nessa casa tem goteira ela vai pingar em nós, nessa casa tem goteira ela vai pingar em nós. Ô dona da casa eu ouvi a sua voz, ô dona da casa eu ouvi a sua voz, dar um pulo na cozinha vai fazer café pra nós, dar um pulo na cozinha vai fazer café pra nós”. (canto de reisado – Letra: Gudinho, da comunidade de bela vista).

No dia 05/08, Sexta Feira, foi inaugurada mais (02) duas casas de sementes do projeto SEMENTES DO SEMIÁRIDO, gestado pelo Cedasb/Asa na comunidade Roçado Grande na região Poções/BA e na comunidade de Jatobá região de Belo Campo/BA.

Casa de sementes é uma festa, a cultura local de cada lugar ou comunidade sendo resgatada. Os versos sendo jogados na roda, as guardiãs os guardiões entoando as chulas, as cantorias e brincadeiras de roda e cirandas.

Logo pela manhã na comunidade de Roçado Grande, região de poções/BA, a inauguração se deu com uma celebração voltada à reflexão do Evangelho da vida e às sementes. Vendo as sementes como o princípio de todas as coisas, a fé da comunidade inspirou no nome que também é do Padroeiro da comunidade, sendo então chamada de casa de sementes CORAÇÃO DE JESUS. Em seguida, animadores e coordenação do projeto colocaram seus anseios em relação ao futuro junto às politicas de convivência com o semiárido, o que conquistamos e o que está em jogo com o governo interino. Renato, coordenador do P1+2, em sua fala destacou as conquistas que o semiárido vivenciou nos últimos 15 anos, e o quanto agora vivemos sobre forte ameaça de regressão de direitos. Ele ainda acrescentou “o povo do campo e do semiárido levou um golpe, golpe nas politicas públicas que conquistamos”.

No cair da noite a batida do tambor e do pandeiro se deu na comunidade de Jatobá, Belo Campo/BA, na inauguração da casa de sementes CRIOULAS-JATOBÁ. Lá ouve uma janta comunitária de agradecimentos a todos e todas os/as guardiões e guardiãs das sementes que contribuíram para a construção da casa. Em seguida, partimos em romaria na direção a casa, num momento místico cantando os cantos da nossa gente, dos lutadores e das lutadoras do nosso semiárido. No local Helena Paula, coordenadora do projeto, agradeceu a todos e todas pelo momento lindo e se emocionou com a determinação do povo da comunidade “vocês são merecedores por tudo que ofereceram pra nós aqui hoje, suas alegrias seus cantos e tudo o que de belo têm. Sabemos que nosso futuro é incerto, mas, a casa de sementes é uma conquista de vocês e todos juntos devem zelar por ela e acolher a todos e todas da região, pois ela é também uma casa que acolhimento”, Completou Helena Paula.

Em meio à discussão sobre as sementes crioulas, biodiversidade e as sementes da vida, o seu Osmar, um dos guardiões das sementes na comunidade, para não perder a alegria, disse assim; “já que as sementes crioulas produzem sempre, eu quero me casar com uma mulher crioula” (risos).

Muitas foram as casas de sementes inauguradas na região Sudoeste da Bahia, mas, cada uma teve uma característica própria em sua forma de inaugurar, algumas com uma pitada ligando fé e vida, outras com devoção popular e as tradições culturais enraizada na vida do povo.

Mesmo assim, em cada uma delas o resgate foi lindo. Heranças do povo do semiárido e resquícios de uma gente que soube guardar os saberes e os seus sabores. Agora, através da casa de sementes, as comunidades estão dando um novo vigor à identidade local, cultural, fazendo dessas belezas uma fonte de sabedoria. “sementes também é educação” como disse Cipó, guardião das sementes da comunidade.

Vimos acima o canto Ô DONA DA CASA (Chula) de seu Gudinho da comunidade de Bela Vista que faz parte da casa de sementes Crioulas-Jatobá comunidade de Jatobá. Ele pensava que o projeto ia ser apenas uma casa de guardar sementes e pronto, acabava ali, mas, depois das capacitações entendeu que, junto com a casa e as sementes vinham cultura, fé e as tradições, tudo junto num processo de dialogo, convivência e resgate. “a casa de sementes fez o povo se reunir, cantar, dançar, jogar versos, celebrar a vida, pois, semente também é vida, vocês não acham?” indagou seu Gudinho.

Por: Equipe de Comunicação.

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