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Agricultores/as levam para as suas propriedades experiências de intercâmbio do ATER/BAHIATER

Intercâmbio na Comun. de Poço Danta – Planalto BA

O intercâmbio ocorreu na comunidade de Poço Danta no mês de maio deste ano, município de Planalto – BA, onde agricultores e agricultoras do município de Vitória da Conquista, beneficiários do Ater/Bahiater vivenciaram experiências agroecológicas, onde conheceram o Sistema Bioágua Catingueiro apresentado pela agricultora experimentadora Sandra Andrade e sua família.

A socialização desta tecnologia foi fundamental nesta experiência, pois aproximaram os/as agricultores/as das realidades de diferentes comunidades oriundas do município de Vitória da Conquista, situadas em contextos bem diferenciados, proporcionando à troca de experiências entre agricultores/as e técnicos da ATER/Cedasb, que trabalham na perspectiva da Agroecologia.

D. Lorinha e Seu Enoque

Durante essa visita ocorreu momentos ricos de discussão e aprendizados, sobre a construção do biodigestor, onde dentre os agricultores/as presentes estava Dona Fidelcina Silva Oliveira, conhecida como Lorinha, da comunidade Serra Grande, prestou bastante atenção na construção do minhocário e do reuso da água, juntamente com o agricultor Edilson Sousa Dutra, da comunidade Farinha Molhada. Assim que retornaram para as suas propriedades colocaram a mão na massa e começaram a construir. Dona Lorinha, juntamente com o marido Enoque, iniciaram a construção do minhocário com foco na adubação da horta e do pomar, além de implantar o reuso da água.

Agricultor Edilson

Já o agricultor Edilson começou a implantação da fossa séptica biodigestora, onde os resíduos transformando em  biofertilizantes serão usados  para  adubar a roça de palma e da campineira, que será utilizado na alimentação animal das cabras.

Todas essas atividades implantadas nas propriedades de Dona Lorinha e de Edilson, após o intercâmbio, contou com a orientação do Técnico Agrícola Rogério Macedo que acompanha os agricultores em todas as decisões e trocas de saberes, que contribui com técnicas agroecológicas nos trabalhos de campo do Ater/Bahiater.

O Projeto da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é uma realização do CEDASB em parceria com o governo do Estado da Bahia através da BAHIATER-SDR.

 

Texto – Helena Paula                                 Imagens – Rogério Macedo (ATER/Bahiater)

 

 

Projeto Cisternas nas Escolas/CEDASB – etapa 3: Atividades iniciadas com articulação de parceiros e realização de Encontros Comunitários

Articulação com Comissões Municipais (ASA) e poder público

O início do projeto já em sua 3ª etapa, se deu com as articulações entre CEDASB, Comissões Executivas Municipais da ASA e o Poder Público. Serão contemplados nessa etapa do Cisternas nas Escolas os municípios de Anagé, Bom Jesus da Serra, Cândido Sales, Mirante e Vitória da Conquista. A equipe técnica já conseguiu efetivar reuniões em todos os municípios supracitados para constituir e fortalecer parcerias durante a execução das ações nos respectivos municípios.

O Projeto cisternas nas Escolas traz consigo, a partir da implementação da tecnologia social – a cisterna de 52 mil litros, um rico e substancioso processo formativo para a discussão e consolidação da Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido, resgatando identidades, fortalecendo raízes e aguçando a criticidade. Assim, aproveitamos a oportunidade para agradecer a excelente receptividade por parte dos gestores públicos, especialmente, das Secretarias de Educação e dos diretores e articuladores das escolas do campo de cada município.

Encontros Comunitários 

No dia 07 de Junho de 2017 o CEDASB, através da equipe técnica do Projeto Cisternas nas Escolas/CEDASB realizou os Encontros Comunitários no município de Bom Jesus da Serra. As comunidades de Lagoa do Mel, Jararaca, Água Bela, Queimadas e Segredo são as localidades onde se encontram instaladas as Escolas Polos do campo do município, são elas respectivamente: Escola Municipal Sebastião dos Milagres, Escola Municipal Elizio Meira Amaral, Escola Municipal Euclides Teixeira, Escola Municipal Armezina Oliveira Silva Pinhão, Escola Municipal Libanio Pereira Costa.

Durante os Encontros Comunitários foram elaborados um painel detalhado com os nomes de pessoas da comunidade local que formarão a denominada comissão local, que é a comissão de apoio ao projeto nas referidas localidades. Formada por pais/mães de aluno, direção e lideranças comunitárias. Os Encontros Comunitários são ações do Projeto que tem como objetivo apresentar à comunidade escolar como sucederá as etapas da implementação da tecnologia social, e qual o seu papel nesse processo. Mas, objetivamente, discutir também sobre o que é, para quê e o porquê da importância de se pensar um ensino norteado pelos princípios da Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido, que, inicialmente, pode ser feita a partir da própria cisterna. Homens, mulheres e crianças envolvidos pela perspectiva de um novo olhar de construir conhecimento.

E avancemos… O projeto só está começando!

Texto: Eliane Almeida (Coord. Técnica)              Imagens:  Equipe Cisternas nas Escolas

 

Encontro Comunitário – Escola da Comunidade de Lagoa do Mel

Encontro Comunitário – Escola da Comunidade de Jararaca

Encontro Comunitário Escola da Comunidade de Água Bela

Simples e grandioso – “Ana de Zéu” e sua produção de bolos na Comunidade de Água Branca e região

Meu nome é Maria do Carmo, sou técnica de ATER (BAHIATER) do CEDASB e dentre as 80 famílias que acompanho no município de Cordeiros-BA, a agricultora Ana de Abreu se destaca na produção e comercialização de bolos em sua localidade. Gostaria de apresentar um pouco da atividade dessa agricultora, que com uma simples atitude chama atenção pela coragem e protagonismo em dar rumo à sua história e de sua família.

Ana de Zeu, assim como é conhecida a agricultora Ana de Abreu é mais um exemplo de protagonismo feminino que se destaca em sua comunidade e região pela produção e comercialização de bolos. Toda comunidade de Água Branca e região sabe da qualidade da produção de Ana de Zeu, que com a ajuda de sua filha Uinne vende por toda a comunidade e também nas localidades vizinhas.

Segundo Ana, foi com o incentivo da ATER (BAHIATER) que atende algumas famílias em sua comunidade, que ela se animou e decidiu tocar em frente essa produção e comercialização de bolos. Ela já tinha o costume de fazer bolos, mas até então era somente para o consumo de sua família. Com as reuniões promovidas pela ATER e incentivo, Ana se animou e está ampliando a produção de bolos, tendo em vista, a comercialização, assim como já vem fazendo em sua localidade. Mas Ana quer ampliar ainda mais a produção pra poder atender a demanda de outras comunidades no entorno da Água Branca, e também vender na feira na sede do município de Cordeiros.

Com a ajuda da ATER dona Ana despertou um talento que já existia e pairava dentro de si. Parece algo simples, mas é um simples grandioso e muito especial pra dona Ana e toda sua família. Sinto-me feliz por fazer parte da história de vida de dona Ana e de outras tantas pessoas através desse trabalho que desenvolvemos, principalmente às mulheres agricultoras que acompanhamos. Outras histórias virão…. E aqui serão registradas e compartilhadas ! ! !

Texto e Imagens – Maria do Carmo (Técnica da ATER – Bahiater – CEDASB).

Agricultoras/es assistidas/os pela ATER (SEAD – CEDASB) de comunidades de Anagé e Planalto participaram de Oficinas de Artesanato e Customização

O artesanato é uma das tradições culturais milenares de caráter popular que encanta e embeleza a vida e a caminhada da nossa gente. É arte viva e gente que vive dessa arte. Gera renda, desperta saberes e promove a dignidade, frente a tantos desafios e produções artísticas artificias sem a essência e o jeito popular. A oficina de artesanato e customização é uma atividade que está dentro das ações do planejamento inicial realizado com as comunidades dentro do Projeto de ATER/SEAD. Segundo Eliane Almeida, coordenadora técnica do ATER/SEAD: “o objetivo principal é difundir técnicas contemporâneas para que o público atendido possa aplicar e desenvolver, com o intuito de agregar valor na sua produção, e possibilitar o surgimento de novas ideias de produção artesanal para uso e comercialização viabilizando complementação da renda familiar”. As oficinas de artesanato e customização aconteceram em Março de 2017 e reuniu agricultoras/as de comunidades assistidas pela ATER/CEDASB dos municípios de Anagé e Planalto.

Comunidade Cachoeira

Em Anagé-BA aconteceram duas oficinas de artesanato e customização, uma foi realizada na comunidade de Cachoeira e a outra aconteceu na região de Poço da Vaca. Na oficina realizada em Cachoeira participaram 25 pessoas contando com gente vinda das comunidades vizinhas Tapui e Irapuá. Em Poço da Vaca participaram 20 pessoas contando com a participação de pessoas vindas da comunidade do Caçote, que expressaram um enorme interesse e satisfação com a realização da atividade. Assim como disse dona Fraudita, uma das moradoras da localidade referindo-se aos jovens que participaram da atividade: “essa atividade aqui é boa pra todos nós, principalmente pros jovens, então vocês aproveitem bem desse momento”, afirmou dona Fraudita. Expressando sua satisfação, e ao mesmo tempo refletindo a respeito de uma grande problemática que atinge negativamente às comunidades rurais de forma tão ampla: a falta de estrutura, oportunidade e geração de renda para que a juventude não precise sair do campo.

Comunidade do Castiliano

Em Planalto-BA aconteceram também duas oficinas, uma na comunidade de Castiliano na casa de dona Maria de Fátima envolvendo pessoas da comunidade de Vereda Nova e a outra na comunidade de Poço D’anta na sede da associação local contando com a participação de beneficiários/as vindos da Comunidade do Cinzento. Tanto na comunidade de Castiliano, quanto em Poço D’anta, a atividade foi acolhida e realizada com muito entusiasmo, tanto pelo CEDASB enquanto executor, como pelas famílias beneficiárias participantes da atividade. Foram 35 as pessoas beneficiadas com essa oficina, dentre as quais 33 mulheres e 2 homens.

Interessante registrar que na realização das oficinas, além dos beneficiários/as participaram pessoas que não são atendidas diretamente pela ATER/CEDASB. Revelando um interesse coletivo das comunidades em se apropriar dessa arte do bem viver, onde todos/as saem ganhando, a partir da realização de atividades dessa amplitude. Oportunidade essa, que muitas comunidades já almejavam há tempos, que com a atuação da ATER/CEDASB a partir de sua dimensão de extensão rural proporcionou a realização prática desse importante momento para agricultoras/as destas e outras comunidades dos determinados municípios onde o projeto atuou.

Texto / Imagens – Núcleo de Comunicação do Cedasb e equipe de ATER (Cedasb).

Comunidade: Poço da Vaca/Caçote – Anagé, BA

Comunidade de Cachoeira – Anagé, BA

Comunidades: Castiliano e Poço Danta, Planalto-BA

EXPERIMENTAR É O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA! ATER (SEAD) – CEDASB promove atividades práticas com agricultores/as de Comunidades dos municípios de Vitória da Conquista e Planalto

Mais uma etapa de ‘Dias de Campo’ foi realizada com agricultores e agricultoras de comunidades assistidas pela ATER/Cedasb, realizadas no decorrer dos meses de Fevereiro e Março de 2017. As atividades foram realizadas nas comunidades do Amargoso e Lagoa de Melquíades (Vitória da Conquista-BA) e nas comunidades de Poço D’anta e Vereda Nova (Planalto-BA).

Na comunidade do Amargoso a atividade contou com a participação de 10 agricultores/as sob a condução da equipe de ATER. O tema da vez tratou sobre “Sanidade Animal” e abordou a importância da higienização do curral como prevenção para a ocorrência de doenças, a exemplo da Mastite, que é a inflamação da glândula mamária causada por decorrência de vários fatores, dentre os quais, a exposição das mamas ao esterco que contem certas bactérias que causam a doença. Problema esse, que causou a perca de uma vaca do senhor Ananias: “perdi uma das minhas melhores vacas de leite, ela foi perdendo as tetas uma a uma com essa doença. Eu nem sabia que doença era então era essa tal de mastite”, afirmou seu Ananias. Para Gileane, técnica da equipe de ATER/Cedasb, a atividade prática serviu para compartilhar o conhecimento já existente entre os próprios agricultores/as e ampliar novas práticas que contribuem para o manejo animal nas diversas propriedades assistidas pela ATER: “todos os assuntos abordados e experiências compartilhadas nessa atividade, pôde mostrar o quanto nossos agricultores têm sabedoria de causa. Todas as práticas discutidas e socializadas nessa atividade vão fazer muita diferença na vida deles de agora em diante”, afirmou Gileane.

Ainda em Vitória da Conquista, agora na comunidade quilombola de Lagoa de Melquíades, o ‘Dia de Campo’ trabalhou sobre a feitura da Silagem a partir do aproveitamento da palhada, manejo com hortaliças e o plantio de palma. Contou com a participação de 17 agricultores/as, dentre os quais, agricultores/as da comunidade vizinha de Baixa Seca. Foram utilizadas duas propriedades para o desenvolvimento das atividades de campo, a propriedade dos agricultores Zenildo e Gilberto, ambos assistidos pela ATER/CEDASB. O entusiasmo dos agricultores envolvidos no processo foi o ‘combustível’ motivador, que norteou toda a atividade, despertando e reafirmando o compromisso de por em prática as orientações e experiências compartilhadas, tendo em vista, a boa produtividade e o equilíbrio local do ambiente de cultivo.

Na comunidade de Poço D’anta (Planalto) a atividade de “Dia de Campo” reuniu agricultores da localidade e das comunidades vizinhas de Pimenteira e Jacó e contou com a participação de 10 agricultores/as assistidos pela ATER. Na comunidade vereda Nova a atividade foi realizada no Banco Comunitário de Sementes com a participação de 22 agricultores/as, dentre os quais, agricultores/as da comunidade de Castiliano. Ambas as localidades de realização da atividade, o tema tratado foi sobre alimentação alternativa para a criação: silagem e a produção do sal vitamínico. Expressando sua satisfação com a atividade, bem como, com a caminhada do Cedasb em sua região, a jovem agricultora Feliana da comunidade do Poço D’anta disse: “Até hoje o CEDASB só trouxe projetos que deu bons resultados para mim que sou agricultora criadora de caprinos. Agora meus animais não vão passar privações na época de seca por causa desse aprendizado adquirido pela assistência técnica!”. E sobre a prática do tema alimentação alternativa o agricultor Valmir da comunidade Vereda nova afirmou: “como eu não tinha o conhecimento deixava a palhada toda perder, agora com a assistência técnica aprendi que a palhada do milho pode ser misturada com outras e fazer a silagem. Isso é muito bom, vou utilizar esse material para fazer a silagem e quem sabe até vender para os vizinhos”.

EXPERIMENTAR É O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA! Essa foi a expressão que conduziu todas as práticas dos ‘Dias de Campo’ realizadas nas comunidades que acolheram e participaram da atividade. Revelando mais uma vez aquela importante e fundamental premissa que fundamenta as ações práticas e atividades de construção de conhecimento da ATER/CEDASB: “aqui ninguém sabe tudo, mas todos sabem de alguma coisa”.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto e imagens – Comunicação Cedasb e equipe de ATER/Cedasb.

Dia de Campo na Comunidade de Amargoso – Vit. da Conquista-BA

Dia de Campo, comunidades: Poço Danta e Vereda Nova – Planalto-BA

CEDASB/ATER (SEAD) promove oficinas em Associativismo com representações de sócios e diretorias de associações dos municípios de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista.

Mais uma gama de atividades foi realizada pelo projeto de ATER (CEDASB) reunindo agricultores/as de diversas regiões assistidas pela ATER (SEAD). A temática da vez tratou do Associativismo e reuniu agricultores/as sócios e membros de diretoria de associações de comunidades de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista, realizadas em de Fevereiro e Março de 2017.

Em Barra do Choça a atividade aconteceu no salão paroquial da Igreja Senhor do Bonfim, localizada na sede do município, e contou com a participação de agricultores/as das comunidades de Salinas (I e II) e Muritiba. Associar é reunir-se, planejar e unir-se. Atitude que requer organização, entendimento, responsabilidade e autonomia. É a partir dessa premissa fundamental, que o curso se norteou visando o fortalecimento dessas instituições comunitárias, no intuito de viabilizar aos agricultores e agricultoras, a oportunidade de compreender nos meandres do associativismo a chance de garantir os seus direitos, assim como, a proporcionar uma evolução social (no sentido amplo da palavra) para as regiões as quais fazem parte.

Em Bom Jesus da Serra-BA a atividade também aconteceu na sede do município. Contou com a participação de agricultores/as de cinco associações de diversas regiões do município de Bom Jesus da Serra, dentre as quais: Mandacaru, Bengo, Quilombo de Mumbuca e Samambaia, Olho D’água e Pedra Branca. Segundo seu Valdemar, da associação do Bengo, a capacitação serviu pra revitalizar e fortalecer a caminhada das associações que ali estavam representadas: “com essa capacitação aqui, a gente retorna pra nossas comunidades, animados e esclarecidos da função que cada um deve exercer”. A agricultora Sheila, da associação quilombola de Mumbuca e Samambaia, expressou sua satisfação e alegria em participar da atividade: “esse curso de associativismo chegou na hora certa! Agora ficou claro sobre a importância do papel que cada um deve desempenhar em sua associação, desde os membros da diretoria até os sócios. Vimos aqui que tudo depende de planejamento e organização!”. Foram dois dias de muita troca de experiência e de conhecimento, planejamento e boas discussões. Formação que marcou e despertou nos participantes, o compromisso e a responsabilidade em construir um coletivo com a positiva participação e atitude de todos/as.

No distrito de Bate Pé, município de Vitória da Conquista, a capacitação aconteceu no espaço da Igreja local. Participaram da atividade representantes de associações de diversas regiões, entre as quais: Poço Comprido I e Matinha, Poço Comprido II, Amargoso, Farinha Molhada I e II, Lagoa de João Morais, Poço do Gato e Poço do Abílio; sendo todas as representações assistidas pela ATER/CEDASB em suas diversas atividades de produções e formação e construção do conhecimento. Segundo o agricultor Narciso, da associação de Poço Comprido II, o problema de muitas associações se resumem na falta de organização e planejamento, o que dificulta o bom andamento das ações e atividades e necessidades próprias de cada localidade. “O que muitas vezes falta em nossa associação é diálogo e organização, toda vez que tem reunião vira uma bagunça e ninguém entende nada”, afirmou Narciso. Questões essas, que foram profundamente trabalhadas com os/as participantes durante toda a realização da atividade. O que ao final resultou na satisfação e motivação de todos, em buscar construir uma caminhada frutuosa, baseada no diálogo, compromisso e o “querer” de todos/as.

A realização dessas atividades é uma das ações prevista no Planejamento Inicial realizado com as comunidades acompanhadas pelo Projeto de Ater em transição agroecológica em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), atual Secretaria Especial de Agricultura Familiar”, afirmou Eliane Almeida, coordenadora Técnica da ATER/Cedasb.

 Texto e imagens – Comunição CEDASB e equipe de ATER/CEDASB

 

Oficina em Associativismo em Barra do Choça-BA

 

Oficina em Associativismo em Bom Jesus da Serra-BA

 

Oficina em Associativismo na Comunidade de Bate Pé – Vit. da Conquista-BA

Projeto Cisterna nas Escolas realiza Oficina Pedagógica em Educação Contextualizada com profesores/as e GRHE com líderes de comunidades e merendeiras no município de Anagé-BA

Aconteceu nos dias 06 e 07 Outubro 2016, a primeira capacitação em Gerenciamento de Recursos Hídricos Escolar (GRHE) com líderes de comunidades, pais/mães de aluno/a e merendeiras e a segunda Oficina Pedagógica de Educação Contextualizada para convivência com o Semiárido. Ambas foram realizadas na sede do município de Anagé-BA,  com representações das diversas comunidades atendidas, no referido município pelo projeto Cisterna nas Escolas, executado pelo CEDASB-ASA.

Na oficina em educação contextualizada, os professores e professoras puderam contar suas experiências, desafios e perspectivas no processo educacional das diversas localidades onde lecionam. Refletiram sobre as fragilidades, e principalmente sobre as potencialidades do Semiárido, fazendo-se perceber a “grande sala de aula”, que se encontra disponível para se trabalhar a educação contextualizada no “fulorar” da convivência com o Semiárido. “Essa nova sala de aula que estamos descobrindo aqui é a realidade onde nós educadores atuamos, perpassa àquela estrutura física entre quatro paredes e abrange tudo aquilo que somos e temos em nosso sertão: seu chão, a vegetação e os animais. As palavras e as experiências dos mais velhos e a sabedoria dos agricultores e agricultoras, tudo isso é conteúdo contextualizado”, afirmou o professor Ariosvaldo, da comunidade Vaquetal.

Na capacitação em GRHE, as merendeiras, líderes de comunidades, as mães/pais de alunos/as trouxeram e apresentaram suas experiências e histórias de caminhada, relembraram a realidade de tempos atrás, tempos de longas caminhadas e latas d’água na cabeça, sem energia e sem escola. “Sala de aula pra nós era o roçado de milho e feijão, e o lápis era o cabo de facão e navalha da enxada, afirmou dona Luzia, líder de comunidade”. Desse tempo a saudade que a agente tem é da convivência fraterna entre as pessoas que moravam ou ainda moram em nossas comunidades, mesmo com a penitência de ter que andar léguas pra buscar água, mas íamos juntas, aprendemos a dividir a pouca água que encontrava, eram tempos difíceis, mas aprendemos também a superar essas dificuldades”, contou dona Maria, merendeira.

Foram dois dias de intensas e proveitosas reflexões provocadas e debatidas em ambas as capacitações. CONTEXTUALIZAR PARA CONVIVER foi a expressão base de todo o encontro. A água que traz e vida e mata a sede é a mesma água que educa e faz florescer nossa identidade enraizada em terras sertanejas. “Não vou sair do campo pra poder ir pra escola, educação do campo é um direito e não esmola”. Essa é e, em tempos de retrocesso político-social sempre será nossa canção de resistência e nosso grito de rebeldia. Nossa caminhada por aqui continua, por uma educação que de fato seja direito de todas e todos, no campo e na cidade.

Texto e Imagens – Núcleo de Comunicação CEDASB

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P1+2 promove intercâmbio de experiências entre Agricultores/as do municípios de Anagé e Bom Jesus da Serra

Uma das principais atividades promovidas pelo Programa Uma Terra e duas Águas (P1+2) é a realização de intercâmbios de visitas e trocas de experiências entre agricultores e agricultoras. Atividade que permite e motiva os/as agricultores/as a visitarem experiências de convivência com o Semiárido e trocarem conhecimento entre si. Nos dias 30 e 31 de Agosto 2016, o P1+2 executado pelo CEDASB realizou um intercâmbio intermunicipal de experiências entre agricultores/as de diversas comunidades atendias pelo projeto dos municípios de Anagé e Bom Jesus da Serra.

No primeiro dia de visita (30), os/as agricultores/as visitaram e conheceram a experiência do “Bio Água Caatingueiro” da Comunidade de Poço D’anta no município de Planalto-BA. Muitos/as dos/as agricultores/as não tinham conhecimento ou nunca ouviram falar dessa tecnologia e ficaram encantados com a experiência de reaproveitamento da água, a produção do húmus e o minhocário. Como contou seu Juvenal, da comunidade de Bom Jesus de Cima (Bom Jesus da Serra-BA): “isso aqui que estamos vendo é de um aprendizado muito grande. É animador pra ‘nois’ agricultores, que não tínhamos o conhecimento desse Bio Água, ver a grande serventia que tem uma tecnologia dessa aqui. Quando eu voltar pra minha comunidade vou contar pros outros que não puderam vir pra esse intercambio”. Os/as agricultores/as visitantes passaram o dia todo na comunidade de Poço D’anta, onde os próprios agricultores da localidade os acolheram com muita fartura, alegria e disposição. Conversaram sobre o Bio Água, trocaram e produziram conhecimento e debateram outras maneiras de reaproveitamento da água e as diversas formas de produção de alimentos saudáveis. Na “boca da noite”, os agricultores visitantes se despediram da comunidade de Poço D’anta e seguiram para o Sítio Sul em Vitória da Conquista, local onde foram visitadas as experiências de permacultura e criação de abelhas.

Na quarta-feira (31), as atividades começaram bem cedinho, os/as agricultores/as tomaram um café reforçado e seguiram para as visitas das experiências de cultivo em agroflorestas e o meliponário do Sítio Sul. Divididos em grupos de visitas, os/as agricultores/as conheceram a criação de abelhas sem ferrão e puderam ver diversas formas de capturas sem agredir as abelhas, bem como a forma como que cada espécie de abelha trabalha em suas colmeias. Os/as agricultores/as contaram suas experiências de manuseio com abelhas e puderam ampliar os conhecimentos com as experiências contadas por Milena e Ricardo do meliponário do Sítio Sul.

Na visita à experiência de permacultura, os/as agricultores/as puderam conhecer o que significa esse conceito e viram na prática o seu funcionamento. Como disse dona Dagma da comunidade dos Poços (Anagé-BA): “é bom a gente conhecer essas técnicas e experiências, muito do que estamos vendo aqui, em partes já fazemos em nossas propriedades, e vendo aqui a gente aprende mais, e ganha mais conhecimento pra fortalecer nossas práticas lá na roça”. Puderam ver a experiência de cobertura de solo, o preparo das “camas” e “berços” para produção de hortaliças e o plantio de árvores nativas, tudo cultivado em um mesmo espaço. Conversaram e debateram sobre a importância das plantas e insetos amigos, que ajudam na produtividade e na saúde do solo e das plantas.

Retornando à plenária de debate e discussão, através de uma metodologia de roda de conversa, os/as agricultores/as sistematizaram todo o conhecimento a partir das experiências visitadas nos dois dias de atividades. Contaram e recontaram o que viram, sobre o funcionamento, as possibilidades de implementar nas comunidades locais e qual a relação de tudo o que foi visto e debatido, com a tecnologia de produção que cada agricultor e agricultora está recebendo via P1+2. A conversa rendeu e a proza foi boa, e a satisfação em participar dos dois dias de atividade estava exposta nos olhos e nas palavras das pessoa ali presentes. A atividade foi encerrada com uma oração pelo Semiárido e pelo seu povo, para que nunca desanimem, sempre resistam frente aos desafios e nunca desistam de lutar por um Semiárido mais justo e fraterno para todos os homens e mulheres do campo.

Imagens e Texto – Núcleo de Comunicação CEDASB

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Comunidade de Bom Sucesso/Anagé-BA: Mais uma Casa Crioula de Sementes da Resistência foi inaugurada

Na última quarta feira (10), na comunidade de Bom Sucesso (Anagé-BA) a Casa de Sementes Crioulas Manoel Rodrigues, nome escolhido pela comunidade, foi inaugurada com muita festa, devoção e alegria.  O acontecimento foi mais ou menos assim:

 

Já no principiar do dia,

O povo logo se ajuntou.

Foi festa na Comunidade de Bom Sucesso

Dia de alegria, gratidão e amor.

 

O motivo dessa festança,

Nem é preciso aprofundar.

Foi a inauguração da Casa de Sementes

celebração que marcou a história daquele lugar.

 

Foi festa de inauguração,

A vizinhança logo se achegou.

Escolheram celebrar uma Missa

Como sinal de bênção e louvor!

 

No beiral da Casa de Sementes,

O povo levantou um barracão.

Foi o local de rezar a Santa Missa

Em agradecimento e louvação

 

Debaixo do barracão coube todo mundo,

O povo da comunidade local

E toda a turma da vizinhança.

Agricultoras e agricultores reunidos,

Destacando a marcante presença das crianças.

 

Antes da Missa começar,

O povo lembrou as suas lutas e romarias.

Entoaram músicas de luta e caminhada,

Relembrando os tempos de dores e alegrias.

 

Teve gente falando da Semente Crioula

Reafirmando sua importância.

Convivência com o Semiárido,

Foi proza de distância.

Falaram de organização comunitária,

Em todas as instâncias.

 

Nas horas de Deus amém,

A Missa começou!

Leu-se o Evangelho do Semeador,

E o padre logo explicou:

“Que todos devemos ser ‘solos férteis’,

Terra boa onde possa trabalhar, Deus, nosso Divino Agricultor!”

 

Na hora do ofertório,

Formou-se uma procissão.

Homens e mulheres trazendo suas sementes,

Ofertaram ao altar como gesto de doação.

 

Trouxeram sementes variadas,

As “Sementes da Paixão”, ou como queiram chamar.

Ao som de uma música ritmada,

Embalavam as Sementes originárias daquele lugar.

 

Na parte derradeira da Missa,

De novo, o povo seguiu em procissão.

Agora rumo à nova Casa de Sementes,

Caminhando pra sua oficial inauguração.

 

O padre puxou um bendito de bênção,

E a água, princípio da vida abençoou

Cantando uma toada de alegria,

À nova Casa de Sementes o povo adentrou.

 

Num teve muito arrodeio,

E o povo foi logo dizendo:

“Essa é Casa de Sementes Crioula,

Ideia que outra foi plantada, e agora estamos colhendo”.

 

Essa Casa é sinal de bênção divina,

Pra toda nossa comunidade.

É símbolo de resistência,

É sinal de caridade!

É lugar da partilha,

Que fortalece nossa raiz e mostra nossa identidade!

 

Já concluindo toda a festança,

Foi feito o teste de trangenia.

Era preciso confirmar a pureza das sementes,

E as escolhidas foram as sementes de milho de dona Maria.

 

O resultado não demorou a aparecer,

O riscado no papel ficou bem transparente.

Confirmaram que as sementes de dona Maria,

de fato eram “Sementes da Gente”

 

A Casa de Sementes não é só estrutural

É cultura, alegria e tradição.

É coisa de comunidade unida

É festa, resistência e transformação.

 

É resgate de história é bendito de louvação,

É grito pela vida, SEM TEMER jamais!

É mão-contrária às sementes envenenadas,

Mulheres e homens unidos,

peregrinos de uma mesma estrada.

 

“A casa de sementes foi feita em mutirão,

o ‘barro’ veio da lagoa e a água do ribeirão”.

Cantou o Padre Vasco com muita veneração,

Verso que deu rima e encerrou a celebração.

 

Encerro também por aqui, o meu falatório

Nossa gratidão à comunidade local

E “ó Deus salve o oratório”!

Viva a comunidade do Bom Sucesso,

Viva nosso Sertão e seus principais “atores”!

Salve, salve o Cedasb e toda sua equipe,

E um viva de coração ‘pras’ nossas lavradoras e lavradores!

 

Texto/versos: Heber (Comunicador Cedasb)         Imagens: Comunicação Cedasb

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CEDASB participa da 39ª Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa

“[…] A terra é de todos, feita por nosso Senhor. Ele fez e deu ao homem, e também nos ensinou, que é nela que vivemos, e a ela abençoou. É tão linda a Natureza, é obra do Criador. Deus deu a inspiração, o homem fez a plantação, e foi assim que começou”[…]. Ao som dessa canção, romeiros e romeiras da Terra e das Águas se encontraram, nos dias 1, 2 e 3 de Julho 2016 nas terras do Bom Jesus da Lapa, para realizarem e celebrarem a 39ª Romaria da Terra e das Águas, que neste ano refletiu e discutiu o Cuidado com a Casa Comum: Conversão Ecológica, inspiração e apelo do Papa Francisco em sua Encíclica ‘Louvado Seja’ (Laudato Si).

A Romaria é marcada por importantes e fortes momentos de fé e piedade popular, assim como por discussões sociais e políticas a partir de uma ótica eclesial de base. A Missa de abertura, na noite da sexta feira (1), contou com a presença massiva de romeiros e romeiras vindos/as das diversas regiões do Brasil, com suas cruzes e chapéus, símbolos de luta e resistência celebraram a Missa presidida por Dom João Cardoso, bispo da diocese de Bom Jesus da Lapa, concelebrada pelo Bispo da Diocese de Barra Dom Luiz Cappio e por diversos padres de diversas dioceses do Brasil. Dom João, em sua homilia/reflexão, chamou a atenção para a observância de um sistema que devasta com a natureza, em nome de um progresso que exclui e destrói as pessoas e suas comunidades. “Nossa terra-mãe está doente! A conversão ecológica deve começar de nós, e não podemos nos omitir diante esse sistema que devasta nossa natureza em nome de um progresso destrutivo, que acaba com a identidade de nossas comunidades e a dignidades das pessoas”, afirmou Dom João.

Antes do despontar do sol na manhã de sábado (2), romeiros/as saíram de suas rancharias e em uma só procissão, “rumaram” em direção à Gruta do Bom Jesus para cantarem o Ofício da Imaculada, e nessa atitude devocional colocaram nos braços da Mãe Maria da Soledade, suas dores e angústias, alegrias e agradecimentos. Durante toda a manhã de sábado aconteceram os plenarinhos temáticos, que trataram de diversas temáticas de formação política e social. Tais como: Terra e Território, Comunidades Tradicionais, Fé e Política, Saneamento na Bacia do São Francisco, Juventude e Conversão Ecológica, As Crianças e o Meio Ambiente. Quase nas horas derradeira do dia aconteceu a grande e tradicional caminhada de Via Sacra, que seguindo os passos de Jesus na Via-crúcis, os Romeiros e Romeiras da Terra e das Águas relembraram as mulheres e homens que “tombaram” na luta em defesa da natureza e pela dignidade dos pequenos e esquecidos deste mundo. Lembraram a agonia do Rio São Francisco e de tantos outros rios, assim como tantos biomas, tais como a caatinga e o cerrado que padecem e correm eminente risco de morte. O dia terminou com a Noite Cultural animada pelo grupo cultural ‘Zabumba de Canudos Velho’ e o forró raiz da Banda “Remela de Gato”, equipe de animação do Cedasb, que agitou os romeiros/as na noite cultural.

Na manhã de domingo (3), antes do sol nascente foi celebrada a missa da Ressurreição. Última celebração, antes do encerramento oficial da Romaria, que reúne os romeiros/as, em torno do altar da liberdade, para celebrarem as alegrias da ressurreição de Jesus. Já encaminhando para a finalização da Romaria, foi realizado o grande plenário na Gruta da Soledade, que reuniu todas as discussões e encaminhamentos dos plenarinhos refletidos e debatidos no sábado. “A realização desse grande plenário significa o assumir do compromisso de uma verdadeira e autêntica conversão ecológica, começando por nós romeiros e romeiras, passando por nossas comunidades e sensibilizando, ou mesmo provocando os poderes constituintes, tendo em vista uma ampliada e profunda conversão para o cuidado com nossa casa comum. Esse é o grande desafio que temos, essa é a luta que devemos enfrentar”, afirmou frei Gilvander (CPT-BH), em sua fala de síntese do grande plenário realizado na Gruta da Soledade.

Com a leitura da Carta compromisso e a oração de envio encerrou-se a 39ª Romaria da Terra e das Águas. Todos/as cientes do compromisso em multiplicar e disseminar a importância do “Cuidado com a Casa Comum” e de serem agentes promotores de uma verdadeira e factual conversão ecológica. Acreditando sempre que haveremos de ver um mundo de liberdade, igualdade, justiça e paz, reinarem entre nossas comunidades e nação. “Quem é fraco, Deus dá força, quem tem medo sofre mais. Quem se une ao companheiro vence todo cativeiro é feliz e tem a paz”. E por aqui continua nossa romaria em nossas comunidades, rumos à 40ª Romaria da Terra e das Águas às margens do Velho Chico e sobre a proteção do Bom Jesus da Lapa.

Texto e Imagens – Equipe de Comunicação do CEDASB.

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