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PROJETO CISTERNAS NAS ESCOLAS-CEDASB FINALIZA OFICINAS COM EDUCADORAS/ES DOS MUNICÍPIOS DE ANAGÉ E VITÓRIA DA CONQUISTA.

O Projeto Cisternas nas Escolas finda a Oficina de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido com os educadores/as dos municípios de Vitória da Conquista e Anagé, com louvor e sensação de dever cumprido. O segundo módulo, teve início com a apresentação dos “prazeres de casa” desenvolvidos pelos professores/as, que é a realização de alguma atividade pré-determinada e de cunho contextualizado diretamente com os alunos/as fora das quatro paredes da escola ou mesmo em sala de aula. Assim sendo, foi discutido sobre o rebatimento da mudança pedagógica de abordagem de temas atinentes à região semiárida, e o quanto essa mudança agrega no trabalho dos educadores/as.

Foi debatida a essência da ECCSA (Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido), abordando as vertentes pedagógicas que culminam numa educação transformadora, debruçando e bebendo da fonte do saber da Profª. Adelaide Pereira da Silva, integrante da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab), a partir da leitura e discussão do seu texto intitulado: “O conceito de educação contextualizada na perspectiva do pensamento complexo – um começo de conversa”. A ressignificação acontece quando o re/conhecimento se consolida, e essa assertiva se materializa no terceiro módulo, onde juntos pudemos vivenciar, por meio de um intercâmbio, um semiárido que pouco é visibilizado pela mídia: o semiárido das possibilidades!!!! Na visita à Comunidade de Bom Jesus de Cima, no município de Bom Jesus da Serra, foi possível os educadores/as observarem, analisarem, conectarem, e re/significar seus olhares sobre a Caatinga, a catingueira/o, o conhecimento, o saber popular e sobre o trabalho comunitário realizado na contramão da lógica capitalista de reprodução da vida. Foram momentos de formação densa e de um grande aproveitamento no processo de debate e aprofundamento dos professores/as que participaram desses momentos.

Por fim, a equipe, na pessoa da Coordenadora Eliane Almeida, expressa a grande satisfação e gratidão da vivencia e realização de cada passo do projeto: “Nós da equipe do Cisternas nas Escolas do CEDASB, agradecemos cada um e cada uma que mergulharam nessa história conosco, que deram significado e significância ao nosso trabalho. MUITO OBRIGADA!!! Fica a saudade do convívio, e a certeza que a luta está apenas começando”.

Texto/imagens – Equipe Cisternas nas Escolas

 

IIº Módulo

 

IIIº Módulo

ISFA realiza Encontro Territorial e inaugura Feira Agroecológica em Manoel Vitorino-BA

O Instituto de Formação Cidadã São Francisco de Assis – ISFA, realizou nos dias 04 e 05 de outubro de 2017 na sede do Município de Manoel Vitorino, o 1º Encontro Territorial, atividade essa, prevista nos contratos 078/2014 e 065/2014, ambos firmado entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR e o ISFA. O encontro contou com a presença de agricultores/as dos municípios de atuação contemplados com as Tecnologias Sociais de 2º água para produção de alimentos, executado pelo ISFA dentre os quais: Planaltino, Planalto, Maracás, Poções, Boa Nova, Nova Canaã, Iguaí e demais municípios vizinhos que prestigiaram e participaram da atividade como, Bom Jesus da Serra, Vitória da Conquista e Jequié.

Estiveram presentes no encontro, representantes do polo Sindical Regional de Jequié, CEDASB, poder público municipal, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (COOPROAF), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR e a representante do Governo do Estado, na pessoa Kamilla Santos (Subcoordenação do Programa Água para Todos – PAT). Em sua fala, Kamilla enfatizou as ações do governo estadual que através da respectiva Secretaria, vem fortalecendo diretamente a agricultura familiar, dentre as ações destacou a importância das organizações ligadas à rede ASA, com as estruturas implementadas que são relevantes para a convivência com o semiárido emponderando toda a comunidade rural. “Essas políticas públicas voltadas para a agricultura familiar tiveram um grande avanço nos últimos anos, fazendo com que os agricultores/as, tenham a oportunidade de consumir um alimento saudável e de boa qualidade, exemplo de tudo isso está sendo desenvolvida a criação das feiras agroecológicas nos municípios onde os agricultores e agricultoras tenha um espaço para comercializar o excedente de sua produção e contribuindo também para fortalecer a agricultura familiar”, disse Kamilla.

No segundo dia do Encontro Territorial, 05, foi realizada/inaugurada a Feira Agroecológica. Que contou com a massiva participação de agricultores/as e moradores/as da localidade e região do município de Manoel Vitorino. Tudo produzido e comercializado pelos agricultores/as assistidos/as pelos projetos de 2ª água executados pelo ISFA, cultivados sob os princípios da agroecologia. Foi um verdadeiro sucesso e incentivo para outras comunidades promoverem suas feiras agroecológicas nas diversas regiões, assim como já está previsto. Pois, outras comunidades e municípios, a partir da organização dos agricultores/as em parceria com entidades da sociedade civil organizada e secretarias de agricultura já planejam a realização da Feira Agroecológica em diversos municípios e comunidades da região.

Relatos de alguns beneficiários/as comprovam que as atividades e ações de resistência e convivência com o Semiárido executadas, têm efeitos positivos na vida dos agricultores é o caso do depoimento de dona Maria Rodrigues, “Eu me casei e morando em Planalto criei oito filhos que levei para morar na roça. Recebi minha cisterna de 16 mil litros e era a única água que tinha para consumo. Eu tinha plantado umas abobreiras que eram molhadas com a água de um tanque que pertencia a um vizinho e quando já estava quase produzindo, chegou um homem em minha casa e me pediu para não pegar mais a água no tanque dele, situação que me deixou muito triste, pois meus pés de abóboras iam morrer de sede. Mas o que mim deixou mais triste foi quando a água da minha cisterna ‘de beber’ acabou e passou na porta de casa um carro pipa com o tanque cheio água e eu implorei para deixar pelo menos um tambor de água e o motorista falou que a ordem era não deixar nem uma lata se quer; muito triste com toda a situação já era quase certo, minha saída para morar em outra localidade. Eu sempre pedir a Deus para que eu tivesse o meu próprio Barreiro e minha prece foi atendida. Pouco tempo depois sair para fazer uns exames em Vitória da Conquista e lá recebi um telefonema que tinha chegando umas pessoas para fazer um barreiro em minha propriedade, na mesma hora ajoelhei e agradeci a Deus, rapidamente peguei o carro de volta e chegando em casa, já marcamos o local e meu barreiro foi construído.  Hoje graças a Deus tenho o meu próprio barreiro e não preciso mais me humilhar com ninguém atrás de uma lata de água. E hoje, onde acontecer qualquer encontro com vocês do ISFA, eu estarei lá pra participar e contar minhas experiências”. Contou dona Maria Rodrigues da comunidade Lagoa Nova, Planalto-BA.

Realizações como essa fortalecem cada vez mais a viabilidade e amplitude do processo de convivência e resistência no semiárido. Todos/as envolvidos em prol da construção de uma agricultura familiar sólida e resistente, onde agricultores/as escrevem, contam suas experiências e reescrevem sua história. A caminhada continua e por aqui vamos lutando e labutando rumo a um semiárido justo e fraterno.

Texto e imagens – Comunicação CEDASB e equipe técnica do ISFA

 

ATER Bahia Produtiva do CEDASB realiza Encontros Comunitários em municípios dos Territórios Médio Sudoeste e Sudoeste Baiano

O Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia (CEDASB) iniciou suas atividades sendo uma das instituições responsáveis pela execução de ATER dentro do Programa Bahia Produtiva do Governo do Estado em diferentes comunidades dos Territórios Médio Sudoeste e Sudoeste Baiano.

De forma a contribuir de maneira sustentável para o desenvolvimento politico, socioeconômico e ambiental das famílias envolvidas, a equipe técnica do CEDASB passou pelas comunidades realizando o Encontro Comunitário, atividade prevista dentro do Projeto, e tem sido recebida com entusiasmo pelos agricultores/as familiares que fazem parte dos empreendimentos de economia solidária. Esses encontros têm sido de grande importância para trocar informações pertinentes ao andamento do projeto, debate de experiências e expectativas do público presente e planejamento das ações a serem desenvolvidas pela equipe de ATER junto ao subprojeto.

No Médio Sudoeste foram realizados encontros com a comunidade Água Vermelha em Itarantim, onde os agricultores/as serão beneficiados com o viveiro comunitário, bem como a comunidade Timorante, em Nova Canaã, onde o grupo já está em construção dos galinheiros. Os dois empreendimentos contam com a colaboração de um Assistente Comunitário Rural (ACR).  Este jovem tem a função de acompanhar as atividades do Programa Bahia Produtiva na comunidade.  Além dos ACRs é possível contar com a parceria e acompanhamento sistemático do Assistente Territorial, Daniel Piccoli, que muito tem colaborado com as atividades realizadas pelo CEDASB no Médio Sudoeste Baiano.

No Sudoeste Baiano o CEDASB já passou pelo município de Caetanos, na comunidade Estreito, e em Mirante na comunidade Lameiro, ambas estão executando projetos de acesso a mercado da cadeia produtiva de caprinos e ovinos. Em Bom Jesus da Serra, a equipe esteve com o grupo da comunidade Bengo que vai ser beneficiado com a construção de uma casa de farinha, uma estratégia de fortalecimento da cadeia da mandioca, um produto cultivado por eles durante varias gerações. No Encontro Comunitário realizado no dia 19 de setembro no Bengo, podemos contar com a presença do diretor-presidente do CEDASB, Everaldo Rocha Mendonça, morador do município de Bom Jesus da Serra, que aproveitou a oportunidade para fazer uma apresentação sobre a instituição e colaborou nas discussões sobre a execução e andamento do projeto na comunidade.

No dia 06 de setembro foi feito um belíssimo encontro na comunidade Bomba em Belo Campo, a comunidade já esta bem adiantada na construção dos galinheiros e demonstrou grande satisfação em retornar os laços com o CEDASB que já tem a comunidade como grande parceira na sua caminhada para a efetivação das politicas de convivência com o semiárido.

A percepção da equipe, a partir da realização dos Encontros, é de que agricultoras e agricultores estão esperançosos com a chegada do Projeto e seu propício sucesso diante de tantas parcerias que chegam à comunidade concomitante à execução do ATER Bahia Produtiva.

Ainda existem grupos a serem visitados pelo CEDASB para a realização do Encontro, todavia, a equipe técnica está em articulação constante com a Assistente Territorial, Maria do Rosário, para agendamento dessas atividades. Ela tem contribuindo de forma significativa com a articulação e organização dos empreendimentos.

Ao realizar os Encontros Comunitários, a equipe está prezando por trabalhar com temáticas que possibilitem o desenvolvimento da organização produtiva e associativa dos grupos acompanhados pelo ATER Bahia Produtiva, baseado nos princípios da economia solidária e da produção agroecológica.

A busca pela inclusão socioprodutiva desses grupos tem em seu horizonte o empoderamento dos grupos e, consequentemente, a melhoria na qualidade de vida das famílias que tiram seu sustento da agricultura. O papel da equipe é auxiliá-los em sua jornada de realização de sonhos, afinal quando se trabalha junto o grupo ganha força que pode agregar, unir e dar a resistência necessária que impulsiona a realização de conquistas.

O Projeto de ATER é uma ação do Programa Bahia Produtiva do Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR, empresa pública vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR. O Programa é resultado de um acordo de empréstimo firmado entre o Estado da Bahia e o Banco Mundial.

Texto e Imagens – equipe da ATER – Bahia Produtiva

 

Comunidade Água Vermelha – Itarantim

 

Comunidade do Bengo – Bom Jesus da Serra

 

Comunidade do Bomba – Belo Campo

Comunidade Estreito – Caetanos

 

Comunidade Lameiro – Mirante

 

Comunidade Timorante – Nova Canaã

 

 

Agricultores/as levam para as suas propriedades experiências de intercâmbio do ATER/BAHIATER

Intercâmbio na Comun. de Poço Danta – Planalto BA

O intercâmbio ocorreu na comunidade de Poço Danta no mês de maio deste ano, município de Planalto – BA, onde agricultores e agricultoras do município de Vitória da Conquista, beneficiários do Ater/Bahiater vivenciaram experiências agroecológicas, onde conheceram o Sistema Bioágua Catingueiro apresentado pela agricultora experimentadora Sandra Andrade e sua família.

A socialização desta tecnologia foi fundamental nesta experiência, pois aproximaram os/as agricultores/as das realidades de diferentes comunidades oriundas do município de Vitória da Conquista, situadas em contextos bem diferenciados, proporcionando à troca de experiências entre agricultores/as e técnicos da ATER/Cedasb, que trabalham na perspectiva da Agroecologia.

D. Lorinha e Seu Enoque

Durante essa visita ocorreu momentos ricos de discussão e aprendizados, sobre a construção do biodigestor, onde dentre os agricultores/as presentes estava Dona Fidelcina Silva Oliveira, conhecida como Lorinha, da comunidade Serra Grande, prestou bastante atenção na construção do minhocário e do reuso da água, juntamente com o agricultor Edilson Sousa Dutra, da comunidade Farinha Molhada. Assim que retornaram para as suas propriedades colocaram a mão na massa e começaram a construir. Dona Lorinha, juntamente com o marido Enoque, iniciaram a construção do minhocário com foco na adubação da horta e do pomar, além de implantar o reuso da água.

Agricultor Edilson

Já o agricultor Edilson começou a implantação da fossa séptica biodigestora, onde os resíduos transformando em  biofertilizantes serão usados  para  adubar a roça de palma e da campineira, que será utilizado na alimentação animal das cabras.

Todas essas atividades implantadas nas propriedades de Dona Lorinha e de Edilson, após o intercâmbio, contou com a orientação do Técnico Agrícola Rogério Macedo que acompanha os agricultores em todas as decisões e trocas de saberes, que contribui com técnicas agroecológicas nos trabalhos de campo do Ater/Bahiater.

O Projeto da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é uma realização do CEDASB em parceria com o governo do Estado da Bahia através da BAHIATER-SDR.

 

Texto – Helena Paula                                 Imagens – Rogério Macedo (ATER/Bahiater)

 

 

Projeto Cisternas nas Escolas/CEDASB – etapa 3: Atividades iniciadas com articulação de parceiros e realização de Encontros Comunitários

Articulação com Comissões Municipais (ASA) e poder público

O início do projeto já em sua 3ª etapa, se deu com as articulações entre CEDASB, Comissões Executivas Municipais da ASA e o Poder Público. Serão contemplados nessa etapa do Cisternas nas Escolas os municípios de Anagé, Bom Jesus da Serra, Cândido Sales, Mirante e Vitória da Conquista. A equipe técnica já conseguiu efetivar reuniões em todos os municípios supracitados para constituir e fortalecer parcerias durante a execução das ações nos respectivos municípios.

O Projeto cisternas nas Escolas traz consigo, a partir da implementação da tecnologia social – a cisterna de 52 mil litros, um rico e substancioso processo formativo para a discussão e consolidação da Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido, resgatando identidades, fortalecendo raízes e aguçando a criticidade. Assim, aproveitamos a oportunidade para agradecer a excelente receptividade por parte dos gestores públicos, especialmente, das Secretarias de Educação e dos diretores e articuladores das escolas do campo de cada município.

Encontros Comunitários 

No dia 07 de Junho de 2017 o CEDASB, através da equipe técnica do Projeto Cisternas nas Escolas/CEDASB realizou os Encontros Comunitários no município de Bom Jesus da Serra. As comunidades de Lagoa do Mel, Jararaca, Água Bela, Queimadas e Segredo são as localidades onde se encontram instaladas as Escolas Polos do campo do município, são elas respectivamente: Escola Municipal Sebastião dos Milagres, Escola Municipal Elizio Meira Amaral, Escola Municipal Euclides Teixeira, Escola Municipal Armezina Oliveira Silva Pinhão, Escola Municipal Libanio Pereira Costa.

Durante os Encontros Comunitários foram elaborados um painel detalhado com os nomes de pessoas da comunidade local que formarão a denominada comissão local, que é a comissão de apoio ao projeto nas referidas localidades. Formada por pais/mães de aluno, direção e lideranças comunitárias. Os Encontros Comunitários são ações do Projeto que tem como objetivo apresentar à comunidade escolar como sucederá as etapas da implementação da tecnologia social, e qual o seu papel nesse processo. Mas, objetivamente, discutir também sobre o que é, para quê e o porquê da importância de se pensar um ensino norteado pelos princípios da Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido, que, inicialmente, pode ser feita a partir da própria cisterna. Homens, mulheres e crianças envolvidos pela perspectiva de um novo olhar de construir conhecimento.

E avancemos… O projeto só está começando!

Texto: Eliane Almeida (Coord. Técnica)              Imagens:  Equipe Cisternas nas Escolas

 

Encontro Comunitário – Escola da Comunidade de Lagoa do Mel

Encontro Comunitário – Escola da Comunidade de Jararaca

Encontro Comunitário Escola da Comunidade de Água Bela

Simples e grandioso – “Ana de Zéu” e sua produção de bolos na Comunidade de Água Branca e região

Meu nome é Maria do Carmo, sou técnica de ATER (BAHIATER) do CEDASB e dentre as 80 famílias que acompanho no município de Cordeiros-BA, a agricultora Ana de Abreu se destaca na produção e comercialização de bolos em sua localidade. Gostaria de apresentar um pouco da atividade dessa agricultora, que com uma simples atitude chama atenção pela coragem e protagonismo em dar rumo à sua história e de sua família.

Ana de Zeu, assim como é conhecida a agricultora Ana de Abreu é mais um exemplo de protagonismo feminino que se destaca em sua comunidade e região pela produção e comercialização de bolos. Toda comunidade de Água Branca e região sabe da qualidade da produção de Ana de Zeu, que com a ajuda de sua filha Uinne vende por toda a comunidade e também nas localidades vizinhas.

Segundo Ana, foi com o incentivo da ATER (BAHIATER) que atende algumas famílias em sua comunidade, que ela se animou e decidiu tocar em frente essa produção e comercialização de bolos. Ela já tinha o costume de fazer bolos, mas até então era somente para o consumo de sua família. Com as reuniões promovidas pela ATER e incentivo, Ana se animou e está ampliando a produção de bolos, tendo em vista, a comercialização, assim como já vem fazendo em sua localidade. Mas Ana quer ampliar ainda mais a produção pra poder atender a demanda de outras comunidades no entorno da Água Branca, e também vender na feira na sede do município de Cordeiros.

Com a ajuda da ATER dona Ana despertou um talento que já existia e pairava dentro de si. Parece algo simples, mas é um simples grandioso e muito especial pra dona Ana e toda sua família. Sinto-me feliz por fazer parte da história de vida de dona Ana e de outras tantas pessoas através desse trabalho que desenvolvemos, principalmente às mulheres agricultoras que acompanhamos. Outras histórias virão…. E aqui serão registradas e compartilhadas ! ! !

Texto e Imagens – Maria do Carmo (Técnica da ATER – Bahiater – CEDASB).

Agricultoras/es assistidas/os pela ATER (SEAD – CEDASB) de comunidades de Anagé e Planalto participaram de Oficinas de Artesanato e Customização

O artesanato é uma das tradições culturais milenares de caráter popular que encanta e embeleza a vida e a caminhada da nossa gente. É arte viva e gente que vive dessa arte. Gera renda, desperta saberes e promove a dignidade, frente a tantos desafios e produções artísticas artificias sem a essência e o jeito popular. A oficina de artesanato e customização é uma atividade que está dentro das ações do planejamento inicial realizado com as comunidades dentro do Projeto de ATER/SEAD. Segundo Eliane Almeida, coordenadora técnica do ATER/SEAD: “o objetivo principal é difundir técnicas contemporâneas para que o público atendido possa aplicar e desenvolver, com o intuito de agregar valor na sua produção, e possibilitar o surgimento de novas ideias de produção artesanal para uso e comercialização viabilizando complementação da renda familiar”. As oficinas de artesanato e customização aconteceram em Março de 2017 e reuniu agricultoras/as de comunidades assistidas pela ATER/CEDASB dos municípios de Anagé e Planalto.

Comunidade Cachoeira

Em Anagé-BA aconteceram duas oficinas de artesanato e customização, uma foi realizada na comunidade de Cachoeira e a outra aconteceu na região de Poço da Vaca. Na oficina realizada em Cachoeira participaram 25 pessoas contando com gente vinda das comunidades vizinhas Tapui e Irapuá. Em Poço da Vaca participaram 20 pessoas contando com a participação de pessoas vindas da comunidade do Caçote, que expressaram um enorme interesse e satisfação com a realização da atividade. Assim como disse dona Fraudita, uma das moradoras da localidade referindo-se aos jovens que participaram da atividade: “essa atividade aqui é boa pra todos nós, principalmente pros jovens, então vocês aproveitem bem desse momento”, afirmou dona Fraudita. Expressando sua satisfação, e ao mesmo tempo refletindo a respeito de uma grande problemática que atinge negativamente às comunidades rurais de forma tão ampla: a falta de estrutura, oportunidade e geração de renda para que a juventude não precise sair do campo.

Comunidade do Castiliano

Em Planalto-BA aconteceram também duas oficinas, uma na comunidade de Castiliano na casa de dona Maria de Fátima envolvendo pessoas da comunidade de Vereda Nova e a outra na comunidade de Poço D’anta na sede da associação local contando com a participação de beneficiários/as vindos da Comunidade do Cinzento. Tanto na comunidade de Castiliano, quanto em Poço D’anta, a atividade foi acolhida e realizada com muito entusiasmo, tanto pelo CEDASB enquanto executor, como pelas famílias beneficiárias participantes da atividade. Foram 35 as pessoas beneficiadas com essa oficina, dentre as quais 33 mulheres e 2 homens.

Interessante registrar que na realização das oficinas, além dos beneficiários/as participaram pessoas que não são atendidas diretamente pela ATER/CEDASB. Revelando um interesse coletivo das comunidades em se apropriar dessa arte do bem viver, onde todos/as saem ganhando, a partir da realização de atividades dessa amplitude. Oportunidade essa, que muitas comunidades já almejavam há tempos, que com a atuação da ATER/CEDASB a partir de sua dimensão de extensão rural proporcionou a realização prática desse importante momento para agricultoras/as destas e outras comunidades dos determinados municípios onde o projeto atuou.

Texto / Imagens – Núcleo de Comunicação do Cedasb e equipe de ATER (Cedasb).

Comunidade: Poço da Vaca/Caçote – Anagé, BA

Comunidade de Cachoeira – Anagé, BA

Comunidades: Castiliano e Poço Danta, Planalto-BA

EXPERIMENTAR É O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA! ATER (SEAD) – CEDASB promove atividades práticas com agricultores/as de Comunidades dos municípios de Vitória da Conquista e Planalto

Mais uma etapa de ‘Dias de Campo’ foi realizada com agricultores e agricultoras de comunidades assistidas pela ATER/Cedasb, realizadas no decorrer dos meses de Fevereiro e Março de 2017. As atividades foram realizadas nas comunidades do Amargoso e Lagoa de Melquíades (Vitória da Conquista-BA) e nas comunidades de Poço D’anta e Vereda Nova (Planalto-BA).

Na comunidade do Amargoso a atividade contou com a participação de 10 agricultores/as sob a condução da equipe de ATER. O tema da vez tratou sobre “Sanidade Animal” e abordou a importância da higienização do curral como prevenção para a ocorrência de doenças, a exemplo da Mastite, que é a inflamação da glândula mamária causada por decorrência de vários fatores, dentre os quais, a exposição das mamas ao esterco que contem certas bactérias que causam a doença. Problema esse, que causou a perca de uma vaca do senhor Ananias: “perdi uma das minhas melhores vacas de leite, ela foi perdendo as tetas uma a uma com essa doença. Eu nem sabia que doença era então era essa tal de mastite”, afirmou seu Ananias. Para Gileane, técnica da equipe de ATER/Cedasb, a atividade prática serviu para compartilhar o conhecimento já existente entre os próprios agricultores/as e ampliar novas práticas que contribuem para o manejo animal nas diversas propriedades assistidas pela ATER: “todos os assuntos abordados e experiências compartilhadas nessa atividade, pôde mostrar o quanto nossos agricultores têm sabedoria de causa. Todas as práticas discutidas e socializadas nessa atividade vão fazer muita diferença na vida deles de agora em diante”, afirmou Gileane.

Ainda em Vitória da Conquista, agora na comunidade quilombola de Lagoa de Melquíades, o ‘Dia de Campo’ trabalhou sobre a feitura da Silagem a partir do aproveitamento da palhada, manejo com hortaliças e o plantio de palma. Contou com a participação de 17 agricultores/as, dentre os quais, agricultores/as da comunidade vizinha de Baixa Seca. Foram utilizadas duas propriedades para o desenvolvimento das atividades de campo, a propriedade dos agricultores Zenildo e Gilberto, ambos assistidos pela ATER/CEDASB. O entusiasmo dos agricultores envolvidos no processo foi o ‘combustível’ motivador, que norteou toda a atividade, despertando e reafirmando o compromisso de por em prática as orientações e experiências compartilhadas, tendo em vista, a boa produtividade e o equilíbrio local do ambiente de cultivo.

Na comunidade de Poço D’anta (Planalto) a atividade de “Dia de Campo” reuniu agricultores da localidade e das comunidades vizinhas de Pimenteira e Jacó e contou com a participação de 10 agricultores/as assistidos pela ATER. Na comunidade vereda Nova a atividade foi realizada no Banco Comunitário de Sementes com a participação de 22 agricultores/as, dentre os quais, agricultores/as da comunidade de Castiliano. Ambas as localidades de realização da atividade, o tema tratado foi sobre alimentação alternativa para a criação: silagem e a produção do sal vitamínico. Expressando sua satisfação com a atividade, bem como, com a caminhada do Cedasb em sua região, a jovem agricultora Feliana da comunidade do Poço D’anta disse: “Até hoje o CEDASB só trouxe projetos que deu bons resultados para mim que sou agricultora criadora de caprinos. Agora meus animais não vão passar privações na época de seca por causa desse aprendizado adquirido pela assistência técnica!”. E sobre a prática do tema alimentação alternativa o agricultor Valmir da comunidade Vereda nova afirmou: “como eu não tinha o conhecimento deixava a palhada toda perder, agora com a assistência técnica aprendi que a palhada do milho pode ser misturada com outras e fazer a silagem. Isso é muito bom, vou utilizar esse material para fazer a silagem e quem sabe até vender para os vizinhos”.

EXPERIMENTAR É O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA! Essa foi a expressão que conduziu todas as práticas dos ‘Dias de Campo’ realizadas nas comunidades que acolheram e participaram da atividade. Revelando mais uma vez aquela importante e fundamental premissa que fundamenta as ações práticas e atividades de construção de conhecimento da ATER/CEDASB: “aqui ninguém sabe tudo, mas todos sabem de alguma coisa”.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto e imagens – Comunicação Cedasb e equipe de ATER/Cedasb.

Dia de Campo na Comunidade de Amargoso – Vit. da Conquista-BA

Dia de Campo, comunidades: Poço Danta e Vereda Nova – Planalto-BA

CEDASB/ATER (SEAD) promove oficinas em Associativismo com representações de sócios e diretorias de associações dos municípios de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista.

Mais uma gama de atividades foi realizada pelo projeto de ATER (CEDASB) reunindo agricultores/as de diversas regiões assistidas pela ATER (SEAD). A temática da vez tratou do Associativismo e reuniu agricultores/as sócios e membros de diretoria de associações de comunidades de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista, realizadas em de Fevereiro e Março de 2017.

Em Barra do Choça a atividade aconteceu no salão paroquial da Igreja Senhor do Bonfim, localizada na sede do município, e contou com a participação de agricultores/as das comunidades de Salinas (I e II) e Muritiba. Associar é reunir-se, planejar e unir-se. Atitude que requer organização, entendimento, responsabilidade e autonomia. É a partir dessa premissa fundamental, que o curso se norteou visando o fortalecimento dessas instituições comunitárias, no intuito de viabilizar aos agricultores e agricultoras, a oportunidade de compreender nos meandres do associativismo a chance de garantir os seus direitos, assim como, a proporcionar uma evolução social (no sentido amplo da palavra) para as regiões as quais fazem parte.

Em Bom Jesus da Serra-BA a atividade também aconteceu na sede do município. Contou com a participação de agricultores/as de cinco associações de diversas regiões do município de Bom Jesus da Serra, dentre as quais: Mandacaru, Bengo, Quilombo de Mumbuca e Samambaia, Olho D’água e Pedra Branca. Segundo seu Valdemar, da associação do Bengo, a capacitação serviu pra revitalizar e fortalecer a caminhada das associações que ali estavam representadas: “com essa capacitação aqui, a gente retorna pra nossas comunidades, animados e esclarecidos da função que cada um deve exercer”. A agricultora Sheila, da associação quilombola de Mumbuca e Samambaia, expressou sua satisfação e alegria em participar da atividade: “esse curso de associativismo chegou na hora certa! Agora ficou claro sobre a importância do papel que cada um deve desempenhar em sua associação, desde os membros da diretoria até os sócios. Vimos aqui que tudo depende de planejamento e organização!”. Foram dois dias de muita troca de experiência e de conhecimento, planejamento e boas discussões. Formação que marcou e despertou nos participantes, o compromisso e a responsabilidade em construir um coletivo com a positiva participação e atitude de todos/as.

No distrito de Bate Pé, município de Vitória da Conquista, a capacitação aconteceu no espaço da Igreja local. Participaram da atividade representantes de associações de diversas regiões, entre as quais: Poço Comprido I e Matinha, Poço Comprido II, Amargoso, Farinha Molhada I e II, Lagoa de João Morais, Poço do Gato e Poço do Abílio; sendo todas as representações assistidas pela ATER/CEDASB em suas diversas atividades de produções e formação e construção do conhecimento. Segundo o agricultor Narciso, da associação de Poço Comprido II, o problema de muitas associações se resumem na falta de organização e planejamento, o que dificulta o bom andamento das ações e atividades e necessidades próprias de cada localidade. “O que muitas vezes falta em nossa associação é diálogo e organização, toda vez que tem reunião vira uma bagunça e ninguém entende nada”, afirmou Narciso. Questões essas, que foram profundamente trabalhadas com os/as participantes durante toda a realização da atividade. O que ao final resultou na satisfação e motivação de todos, em buscar construir uma caminhada frutuosa, baseada no diálogo, compromisso e o “querer” de todos/as.

A realização dessas atividades é uma das ações prevista no Planejamento Inicial realizado com as comunidades acompanhadas pelo Projeto de Ater em transição agroecológica em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), atual Secretaria Especial de Agricultura Familiar”, afirmou Eliane Almeida, coordenadora Técnica da ATER/Cedasb.

 Texto e imagens – Comunição CEDASB e equipe de ATER/CEDASB

 

Oficina em Associativismo em Barra do Choça-BA

 

Oficina em Associativismo em Bom Jesus da Serra-BA

 

Oficina em Associativismo na Comunidade de Bate Pé – Vit. da Conquista-BA

Projeto Cisterna nas Escolas realiza Oficina Pedagógica em Educação Contextualizada com profesores/as e GRHE com líderes de comunidades e merendeiras no município de Anagé-BA

Aconteceu nos dias 06 e 07 Outubro 2016, a primeira capacitação em Gerenciamento de Recursos Hídricos Escolar (GRHE) com líderes de comunidades, pais/mães de aluno/a e merendeiras e a segunda Oficina Pedagógica de Educação Contextualizada para convivência com o Semiárido. Ambas foram realizadas na sede do município de Anagé-BA,  com representações das diversas comunidades atendidas, no referido município pelo projeto Cisterna nas Escolas, executado pelo CEDASB-ASA.

Na oficina em educação contextualizada, os professores e professoras puderam contar suas experiências, desafios e perspectivas no processo educacional das diversas localidades onde lecionam. Refletiram sobre as fragilidades, e principalmente sobre as potencialidades do Semiárido, fazendo-se perceber a “grande sala de aula”, que se encontra disponível para se trabalhar a educação contextualizada no “fulorar” da convivência com o Semiárido. “Essa nova sala de aula que estamos descobrindo aqui é a realidade onde nós educadores atuamos, perpassa àquela estrutura física entre quatro paredes e abrange tudo aquilo que somos e temos em nosso sertão: seu chão, a vegetação e os animais. As palavras e as experiências dos mais velhos e a sabedoria dos agricultores e agricultoras, tudo isso é conteúdo contextualizado”, afirmou o professor Ariosvaldo, da comunidade Vaquetal.

Na capacitação em GRHE, as merendeiras, líderes de comunidades, as mães/pais de alunos/as trouxeram e apresentaram suas experiências e histórias de caminhada, relembraram a realidade de tempos atrás, tempos de longas caminhadas e latas d’água na cabeça, sem energia e sem escola. “Sala de aula pra nós era o roçado de milho e feijão, e o lápis era o cabo de facão e navalha da enxada, afirmou dona Luzia, líder de comunidade”. Desse tempo a saudade que a agente tem é da convivência fraterna entre as pessoas que moravam ou ainda moram em nossas comunidades, mesmo com a penitência de ter que andar léguas pra buscar água, mas íamos juntas, aprendemos a dividir a pouca água que encontrava, eram tempos difíceis, mas aprendemos também a superar essas dificuldades”, contou dona Maria, merendeira.

Foram dois dias de intensas e proveitosas reflexões provocadas e debatidas em ambas as capacitações. CONTEXTUALIZAR PARA CONVIVER foi a expressão base de todo o encontro. A água que traz e vida e mata a sede é a mesma água que educa e faz florescer nossa identidade enraizada em terras sertanejas. “Não vou sair do campo pra poder ir pra escola, educação do campo é um direito e não esmola”. Essa é e, em tempos de retrocesso político-social sempre será nossa canção de resistência e nosso grito de rebeldia. Nossa caminhada por aqui continua, por uma educação que de fato seja direito de todas e todos, no campo e na cidade.

Texto e Imagens – Núcleo de Comunicação CEDASB

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