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Projeto Cisternas nas Escolas inicia formações em GRHE e Oficina em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido dos municípios de Mirante e B. Jesus da Serra

“Educação do campo é direito e não esmola ! ! !”

A cisterna como elemento pedagógico educativo, é para além desta, o processo de contextualização da educação na perspectiva da convivência com o Semiárido.  Eis a questão-chave destrinchada durante a primeira capacitação em Gerenciamento de Recursos Hídricos Escolar (GRHE) e do Iº Módulo em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido do projeto Cisternas nas Escolas executado pelo CEDASB. As atividades foram realizadas em Mirante-BA, na segunda quinzena do mês de Julho de 2017, reunindo professores/as, merendeiras, gestores/as escolares, auxiliares, porteiros e lideranças comunitárias dos dois municípios supracitados.

GRHE

É a formação em que se objetiva discutir sobre os cuidados com as cisternas, sua importância para a escola, e para a garantia de uma alimentação saudável às crianças, mas também, objetiva inserir as(os) merendeiras, porteiros, zeladoras(es) na discussão acerca da necessidade de construirmos um novo olhar para o semiárido, e consequentemente para a escola. Contextualizar para conviver, para se alimentar, para valorizar as conquistas alcançadas, e para identificar as demandas que ainda emanam do cotidiano comunitário e escolar.

OFICINA

O 1º Módulo da Oficina em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido reuniu professores/as e gestores/as das diversas escolas envolvidas no projeto em um verdadeiro momento de “ensinagem”, isto é, de ‘ensino-aprendizagem’ entre os participantes. Conhecer sobre as políticas públicas de convivência com o semiárido, a luta por uma educação do/para o campo e contextualizada, bem como, as leis e decretos que regem a comunidade escolar do campo, as fraquezas e fortalezadas das comunidades escolares, a cisterna como elemento pedagógico e instrumento gerador de vida e saúde foram alguns dos principais temas trabalhados e refletidos durante a realização dessa formação. A dinâmica utilizada para se trabalhar e aprofundar os assuntos acima citados teve o intuito de promover a apropriação da realidade na vertente da educação contextualizada para convivência com o semiárido, uma vez que a mesma é pouco debatida e difundida no cotidiano escolar das escolas do campo, assim como expressou o professor Edivan, da comunidade Segredo de Bom Jesus da Serra: “É esse o exemplo que precisamos disseminar em nossas escolas do campo. Uma educação contextualizada que busque como elemento de trabalho, a própria realidade das nossas comunidades. Essa é a beleza e a riqueza que esse projeto Cisternas nas Escolas está trazendo pra nós”.  

Tanto no GRHE, quanto no 1º módulo da oficina, as manifestações de encanto foram as mesmas. Foi esse sentimento que ambas as atividades deixaram marcadas em cada pessoa que participou dos dois dias de encontro e formação. Eis a novidade: a cisterna é a verdadeira “Boneca Branca” do nosso sertão, pois nela se guarda as águas dos céus… As águas que matam a sede e faz florescer a vida da comunidade e promovendo a cidadania… Águas que educam a partir do chão onde se vive e liberta nossa gente das garras tiranas do sistema opressor. Fazendo ecoar um grito de luta: “não vou sair do campo pra poder ir pra escola, educação do campo é direito e não esmola” (G. Santos).

Texto/Imagens – Equipe Cisternas nas Escolas-CEDASB

 

Cordel

Nesse 24 e 25 de Julho

Na cidade de Mirante

Houve aulas diferentes

E muito importantes

Sobre de cisternas

Nas escolas para os/as estudantes

 

A atuação do CEDASB

É um grande acontecimento

Que vem realizando

Grande desenvolvimento

Que é a estocagem da água

Para a produção de alimentos

 

Aprendemos o que é semiárido

Ninguém passa sede

Só se ficar deitado

Em cima de uma rede

Pois em nosso semiárido chove,

É rico e muito verde

 

Para a chave do sucesso

Nessa nossa empreitada

Preparar alunos do campo

De forma organizada

Construindo junto com eles/as

Uma educação contextualizada

 

Nessa ótima capacitação

Agradeço e ainda falo

Teve muita aprendizagem

E interação de todo lado

Falar do que sinto, vejo e ouço

Tudo sobre nosso semiárido

 

Esse bioma do nordeste

Agora já posso falar

Trabalhando de forma correta

Plantando de tudo dá

E o/a agricultor/a com orgulho

Já pode respirar

 

A natureza do Semiárido

Não fica na promessa

Apresenta enorme variedade

Fauna, flora e faz a festa

Porque essa Caatinga brasileira

É rica e diversa

 

Incentivos práticos agroecológicos

Tem sido a solução

Para agricultores e agricultoras

Do nosso lindo sertão

Fazendo famílias e comunidades

Terem uma grande valorização

 

Muita gente esteve presente

Nessa grande formação

Muita troca de ideias

E também interação

Bom Jesus e Mirante

Todos na mesma construção

 

Também esteve presente

Nesse grande feito

O secretário João Carlos

Que trabalha muito perfeito

E também nosso gestor

Lúcio Meira, o prefeito

 

A equipe mediadora

Veio muito preparada

Com Heber e Ezequiel

Com coisas extraordinárias

Eliane, Leandra e “Sil”

Popularmente a Silmara

 

Finalizo por aqui

Aprendendo a dar valor

Ao nosso Semiárido

Esse bioma que me encantou

Fiz com afeto e carinho

Edivagues, professor

Autor – Edvagues Nogueira – Escola Santo Antonio, Comun. Melancieira, Mirante-BA

 

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