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P1+2 promove intercâmbio de experiências entre Agricultores/as do municípios de Anagé e Bom Jesus da Serra

Uma das principais atividades promovidas pelo Programa Uma Terra e duas Águas (P1+2) é a realização de intercâmbios de visitas e trocas de experiências entre agricultores e agricultoras. Atividade que permite e motiva os/as agricultores/as a visitarem experiências de convivência com o Semiárido e trocarem conhecimento entre si. Nos dias 30 e 31 de Agosto 2016, o P1+2 executado pelo CEDASB realizou um intercâmbio intermunicipal de experiências entre agricultores/as de diversas comunidades atendias pelo projeto dos municípios de Anagé e Bom Jesus da Serra.

No primeiro dia de visita (30), os/as agricultores/as visitaram e conheceram a experiência do “Bio Água Caatingueiro” da Comunidade de Poço D’anta no município de Planalto-BA. Muitos/as dos/as agricultores/as não tinham conhecimento ou nunca ouviram falar dessa tecnologia e ficaram encantados com a experiência de reaproveitamento da água, a produção do húmus e o minhocário. Como contou seu Juvenal, da comunidade de Bom Jesus de Cima (Bom Jesus da Serra-BA): “isso aqui que estamos vendo é de um aprendizado muito grande. É animador pra ‘nois’ agricultores, que não tínhamos o conhecimento desse Bio Água, ver a grande serventia que tem uma tecnologia dessa aqui. Quando eu voltar pra minha comunidade vou contar pros outros que não puderam vir pra esse intercambio”. Os/as agricultores/as visitantes passaram o dia todo na comunidade de Poço D’anta, onde os próprios agricultores da localidade os acolheram com muita fartura, alegria e disposição. Conversaram sobre o Bio Água, trocaram e produziram conhecimento e debateram outras maneiras de reaproveitamento da água e as diversas formas de produção de alimentos saudáveis. Na “boca da noite”, os agricultores visitantes se despediram da comunidade de Poço D’anta e seguiram para o Sítio Sul em Vitória da Conquista, local onde foram visitadas as experiências de permacultura e criação de abelhas.

Na quarta-feira (31), as atividades começaram bem cedinho, os/as agricultores/as tomaram um café reforçado e seguiram para as visitas das experiências de cultivo em agroflorestas e o meliponário do Sítio Sul. Divididos em grupos de visitas, os/as agricultores/as conheceram a criação de abelhas sem ferrão e puderam ver diversas formas de capturas sem agredir as abelhas, bem como a forma como que cada espécie de abelha trabalha em suas colmeias. Os/as agricultores/as contaram suas experiências de manuseio com abelhas e puderam ampliar os conhecimentos com as experiências contadas por Milena e Ricardo do meliponário do Sítio Sul.

Na visita à experiência de permacultura, os/as agricultores/as puderam conhecer o que significa esse conceito e viram na prática o seu funcionamento. Como disse dona Dagma da comunidade dos Poços (Anagé-BA): “é bom a gente conhecer essas técnicas e experiências, muito do que estamos vendo aqui, em partes já fazemos em nossas propriedades, e vendo aqui a gente aprende mais, e ganha mais conhecimento pra fortalecer nossas práticas lá na roça”. Puderam ver a experiência de cobertura de solo, o preparo das “camas” e “berços” para produção de hortaliças e o plantio de árvores nativas, tudo cultivado em um mesmo espaço. Conversaram e debateram sobre a importância das plantas e insetos amigos, que ajudam na produtividade e na saúde do solo e das plantas.

Retornando à plenária de debate e discussão, através de uma metodologia de roda de conversa, os/as agricultores/as sistematizaram todo o conhecimento a partir das experiências visitadas nos dois dias de atividades. Contaram e recontaram o que viram, sobre o funcionamento, as possibilidades de implementar nas comunidades locais e qual a relação de tudo o que foi visto e debatido, com a tecnologia de produção que cada agricultor e agricultora está recebendo via P1+2. A conversa rendeu e a proza foi boa, e a satisfação em participar dos dois dias de atividade estava exposta nos olhos e nas palavras das pessoa ali presentes. A atividade foi encerrada com uma oração pelo Semiárido e pelo seu povo, para que nunca desanimem, sempre resistam frente aos desafios e nunca desistam de lutar por um Semiárido mais justo e fraterno para todos os homens e mulheres do campo.

Imagens e Texto – Núcleo de Comunicação CEDASB

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