OOO dezembro | 2015 | Cedasb

CEDASB promove Encontros Territoriais do Projeto Cisternas e Cisternas nas Escolas

Entre os dias 10 e 11 de dezembro, o CEDASB por meio dos Projetos Cisterna e Cisternas nas Escolas realizou em Vitória da Conquista-BA, EncontrosTerritoriais. Nos eventos o debate sobre políticas públicas, reuso da água, segurança alimentar, educação contextualizada e autonomia foram algumas das temáticas que reuniu além de representantes do poder público de Vitória da Conquista, agricultores e agricultoras, professores e professoras também de Vitória da Conquista, de Belo Campo, Tremedal, Caetanos e Anagé. Geovane Rocha, representante do poder público que participou do Encontro Territorial do Projeto Cisternas, em uma de suas falas afirmou que “os projetos têm ajudado muito as famílias e agora com as cisternas nas escolas ficou ainda melhor”. Geovane ainda salientou que “onde a gente passa vê a felicidade do povo que tem sua cisterna de consumo e de produção e tudo porque há políticas públicas. Esses projetos também garantem a autonomia das famílias que moram nas roças, pois hoje não precisam mais sair de suas casas para poder trabalhar, a terra garante sua subsistência”. Seu Arlindo, agricultor experimentador de Belo Campo, que atentamente escutava cada comentário acrescentou ainda: “depois dessas políticas o pobre passa bem. Tem alface e todos os tipos de verduras na mesa”.

No Encontro organizado pelo Projeto Cisternas nas Escolas, por sua vez, Dona Vera, professora em Belo Campo em momento de discussão sobre educação contextualizada, defendeu que “com a chegada das cisternas nas escolas a qualidade das aulas é outra. Agora os alunos não correm mais o risco de ficar sem a merenda, pois as merendeiras não se aventuram ir a longas distâncias buscar lata d’água nas cabeças. Além disso, com a cisterna a comunidade tem participado mais ativamente do espaço escolar”.

Tanto no encontro promovido pelo Projeto Cisternas, quanto no encontro promovido pelo Projeto Cisternas nas Escolas, as discussões giraram em torno da luta pela dignidade. E esta é de todos que moram no semiárido, independente da raça, poder econômico ou atividade que desempenhe. Assim, é possível perceber que os desejos comuns a agricultores (as), professores (as), não estão distantes. Mais que isso, tais encontros servem para o fortalecimento dos ideais que construídos dia-a-dia são, nesses momentos de capacitação, ressignificados e fortalecidos coletivamente.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB & ISFA

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Hoje (16), Programa Cisternas pode sofrer mais cortes para 2016 – Semiárido Vivo, Nenhum Direito a Menos

Diversos programas sociais que ajudaram o País a superar a miséria e sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) e que transformaram a vida de milhares de famílias no Semiárido brasileiro podem sofrer cortes severos em 2016. Está em debate na Comissão Mista de Orçamento uma proposta de corte de R$ 10 bilhões no programa Bolsa Família, R$ 132 milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e R$ 70 milhões no Programa Cisternas. A votação ocorrerá nesta quarta-feira (16).

Esses programas já sofreram cortes em 2015 em virtude do ajuste fiscal. No caso do programa Cisternas, em contratos com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) este ano pouco mais de 2.400 tecnologias de água para consumo humano e produção de alimentos foram construídas. Esse número é bem inferior aos mais de 80 mil em 2014 e 90 mil em 2013. Para 2016, se a proposta de corte for aprovada, o orçamento do Programa Cisternas cairá de R$ 210 milhões para R$ 140 milhões o que, na prática, significaria uma redução drástica nas atividades e processos de implementações de cisternas diante da necessidade.

O Semiárido atravessa uma das mais severas e duradouras secas dos últimos tempos. Mortes, êxodo, saques, filas intermináveis de pessoas para receber uma lata d’água, ficaram na história como uma marca desumana das políticas. A virada desta realidade se deu graças ao protagonismo do povo do Semiárido, aliado a essas políticas públicas adequadas. Portanto, reduzir esses programas sociais é cometer um dos maiores retrocessos na história do País e do Semiárido brasileiro.

Confira abaixo a nota que a ASA enviou aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento sobre o corte nos programas sociais:

O PROGRAMA CISTERNAS CORRE PERIGO

A Comissão Mista de Orçamento, através do seu relator, o deputado Ricardo Barros (PP/PR), está operando vários cortes orçamentários que vão inviabilizar programas sociais significativos.

Além de uma proposta de corte no Bolsa Família de 10 bilhões para 2016, há um corte de 132  milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de cerca de 70 milhões no Programa Cisternas.
O significado efetivo de todos esses cortes não é viabilizar o país e sim colocar os mais pobres para pagar a conta do ajuste fiscal e de outras questões. Isso é injusto.

Especialmente sobre o Programa cisternas, significa que num momento em que a seca se torna presente e com mais intensidade, cortam-se, a nível federal, os recursos que garantiriam à população mais pobre o acesso à agua potável de qualidade e acesso à agua para produzir alimentos. Em outras palavras: os pobres são mais uma vez condenados à fome e à sede porque o Congresso assim o decide.

Caro (a) Deputado (a) integrante da Comissão Mista de Orçamento

Sabemos da sua sensibilidade social e política. Sabemos que Vossa Excelência não quer difundir a sede e a fome.

O Programa Cisternas precisa de sua ajuda.  Contamos com o seu compromisso para impedir que esse retrocesso aconteça.

Vote contra os cortes do Programa Cisternas, do PAA e do  Bolsa Família.

ASA – Articulação Semiárido Brasileiro.

Portal da ASA Brasil.

Intercâmbio Regional de Educação Contextualizada no semiárido baiano

Membros do CEDASB e do ISFA e representante dos professores e professoras que fazem parte dos Processos de Formação do Projeto Cisternas nas Escolas participaram do Intercâmbio Regional de Educação Contextualizada no semiárido baiano: “A educação que a gente quer do jeito que a gente é” entre os dias 30/11/2015 a 03/12/2015, no município de Várzea do Poço- BA, localizado na região do Piemonte da Diamantina.

Como já dizia Paulo Freire “a educação é libertadora”. Assim, não distingue quem é do campo ou da cidade, quem é rico ou pobre, quem é negro ou branco, etc. Ela transforma o indivíduo. Mas, tal transformação só acontece através das experiências vividas ao longo da vida. Nesse processo, a família, a escola e a comunidade são fundamentais na formação do indivíduo.

Durante os três dias de visitas, bate papo, rodas de conversa, palestras e oficinas, os participantes puderam experimentar na prática a maneira exitosa como o município de Várzea do Poço tem feito a educação contextualizada acontecer, tanto no campo, quanto na cidade.

As experiências compartilhadas nos dão ânimo para continuar lutando pela construção de um outro modelo de educação, que vai além dos conteúdos programáticos, ela respeita as culturas e tradições de cada região e considera “o chão de cada sujeito”. Desse modo, seguimos animados (as), acreditando que é possível sim mudar a realidade a partir da transformação da nossa prática não somente enquanto educadores e educadoras, mas como sociedade, comprometida com a construção de um semiárido melhor.

 Por: Equipe Pedagógica do Cisternas nas Escolas – CEDASB  & Equipe de Comunicação – ISFA.

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2º Simpósio de Agroecologia da Bahia foi realizado em Vitória da Conquista

      Foi realizado na primeira semana de Dezembro (de 02 a 04) o 2º Simpósio de Agroecologia da Bahia. O evento aconteceu na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) campus de Vitória da Conquista, e contou com a participação de 300 pessoas, dentre as quais, agricultores e agricultoras vindos/as das diversas regiões da Bahia e de outros estados. Extensionistas, multiplicadores/as agroecológicos da área de ATER, representações de entidades ligadas a ASA (dentre as quais o CEDASB e AsaMil), alunos/as da UESB, de outras universidades e Institutos Federais (MG, BA e SE), professores/as e pesquisadores/as. Todos/as numa mesma perspectiva de refletir, discutir e sistematizar propostas na vertente da Agroecologia, tendo em vista, um estudo aprofundado e a formulação e estruturação de uma política de agroecologia, em que todas as instâncias sociais (estado, movimentos sociais/ONGs, academia, agricultores/as) se apropriem e ajude a construir e disseminar a agroecologia onde todos/as sejam protagonistas dessa caminhada.

      A partir da temática central: “Novos caminhos para o desenvolvimento sustentável”, foram aprofundadas várias questões na vertente da agroecologia no desenvolvimento da agricultura familiar brasileira. Durante todo o evento foram apresentados painéis, plenárias de debate, palestras, exposições de trabalhos de experiências agroecológicas, rodas de conversas, visitas de campo e minicursos coordenados por agricultores e agricultoras experimentadores/as, que a partir de suas experiências, apresentaram a eficácia das diversas atividades agroecológicas, praticadas e ‘experiênciadas’ em suas propriedades, que são verdadeiros “laboratórios” de experimentos agroecológicos.
Frente às diversas temáticas aprofundadas no Simpósio foi perceptível, a importância dos saberes/conhecimento produzidos e compartilhados pelos agricultores/as, aliado ao conhecimento produzido na academia. Tendo por objetivo principal, a construção de um “saber” fundado nos conhecimentos compartilhados e disseminados, construindo assim, uma agroecologia firme, que de forma prática trilhe pelos caminhos do desenvolvimento sustentável.
O evento foi marcado pela dinamicidade, profundidade e amplitude das discussões, e principalmente a alegria que remete e caracteriza o homem e a mulher do campo. Entre um momento e outro, a Banda “Remela de Gato” do CEDASB resgatou as raízes através das cantigas e cirandas que retratam o dia a dia da labuta nos roçados. Alunos, professores, pesquisadores e extensionistas se juntaram aos agricultores e agricultoras presentes para dançarem e cantarem numa mesma toada.

Comunicação CEDASB.

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