Nos dias 9 e 10 de janeiro, o Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia (Cedasb) participou do XVI Festival do Umbu, realizado no município de Manoel Vitorino (BA). O evento celebrou o umbu como símbolo da riqueza do semiárido, destacando a força da agricultura familiar e as potencialidades produtivas do município, especialmente por meio da Feira da Agricultura Familiar.

Além da feira, o festival contou com uma programação técnica diversificada, com palestras, orientações, rodas de conversa e momentos de troca de experiências entre agricultoras, agricultores e instituições parceiras. Para o agricultor Sr. Ozorino, da Comunidade Alegre, no município de Condeúba (BA), a participação foi muito enriquecedora. “Foi muito bom participar desse evento. A gente conseguiu muita experiência e aprendeu muita coisa”, destacou.

Durante a programação, Eliane Almeida, sócia do Cedasb e doutora em Agroecologia, apresentou a metodologia do Levantamento Socioeconômico dos Sistemas Produtivos do Município, iniciativa que será desenvolvida pelo ISFA em parceria com a Prefeitura de Manoel Vitorino.

O festival também trouxe importantes debates e orientações sobre temas como saúde mental, dentro da campanha Janeiro Branco, com o CRAS; produção do umbu gigante, apresentada por Zé de Lé, de Anagé (BA); acesso ao crédito para a agricultura familiar, com o Banco do Nordeste; e cooperativismo na agricultura familiar, com a UNICAFES.

A programação cultural marcou presença com apresentações do Terno de Reis do Recreio, teatro de bonecos, sanfoneiros, roda de capoeira do grupo Herdeiros do Mestre Canjiquinha e degustação de produtos derivados do umbu, valorizando os saberes e sabores da cultura local.

As agricultoras e os agricultores assessorados pelo Cedasb também participaram de duas capacitações voltadas ao beneficiamento do umbu: uma sobre produção de doce cremoso e geleia, conduzida por Marilda Ouro, da COOPROAF, e outra sobre produção de compota de umbu, ministrada por Ana Rosa de Abreu, da Cooperativa Umbucuri.

A Oficina de Beneficiamento do Umbu, com foco na produção da compota, facilitada por Ana Rosa de Abreu, teve aprendizado na prática, conversa boa e muita descoberta sobre como transformar o que antes era desperdício em renda e oportunidade. O agricultor Sr. Ozorino, da Comunidade Alegre (Condeúba – BA), resumiu bem a experiência: “Foi muito bom! A gente aprendeu muita coisa. Frutas que antes se perdiam, agora a gente já sabe como aproveitar e agregar valor.”

Já na Oficina de Beneficiamento do Umbu, com a facilitação de Marilda Ouro, os agricultores e agricultoras aprenderam na prática a produção de doce cremoso e geleia. Teve panela no fogo, troca de experiências e muita conversa boa sobre como aproveitar melhor o umbu, reduzir o desperdício e transformar o fruto em mais renda para as famílias do campo porque, quando o conhecimento é compartilhado, o que era só fruta vira produto, autonomia e futuro.

O Festival do Umbu reafirmou-se, assim, como um espaço de encontro, aprendizagem e valorização da agricultura familiar, reunindo saberes, sabores, cultura e iniciativas que fortalecem a convivência com o semiárido.