Há anos de ousadia em busca do novo e complemento,

pautando a água, agregando a tese e a agroecologia,

ampliando e conectando o conhecimento.

Sistema pais, sementes e sapes,

sisteminhas, assessorias diversas,

cada ação com suas especificidades,

mas a água é sempre

um debate, pois sem água não tem ação que se baste.

 

A história do CEDASB é feita de e por

gente.

 

É um entremeio de vivências que enriqueceram experiências.

Gostaria agora de honrar aqueles e aquelas que vieram primeiro.

Associados e associadas que deram o seu sim diante de um entreveio.

 

Acreditados na palavra e honestidade de quem liderava.

E hoje o CEDASB chegou onde nenhum deles e delas esperava.

 

Aos primeiros, a gratidão por crerem sem ver.

E aos que foram se agregando,

a gratidão por verem e querer conosco crescer.

 

Nos últimos dez anos, nosso CEDASB voou alto com a rede ASA.

Intercâmbios nacional e internacional movimentaram a nossa casa.

E essa casa também virou um ninho para outros que, como nós, buscam mais sentido no

caminho.

 

Mas o nosso ouro é outro.

Nosso ouro tem o brilho da natureza, da valentia e da nobreza.

O nosso ouro não tem preço.

Seu valor é imensurável, não se pode negar.

Ele não está imergido, mas está aqui e em todo lugar.

É, o nosso ouro é você, povo do campo.

A alegria nos invade por serem vocês o ouro do CEDASB.

Nesses 20 anos, foi por e para vocês tudo o que buscamos para construir um

semiárido sem escassez.

 

Ei, não soltem nossas mãos.

Continue mais 20 anos nos mostrando a direção,

guiando o nosso caminhar para a vida de todos e todas melhorar.

Aceita continuar com o CEDASB, lutar como sempre veio.

 

Viva o CEDASB e viva o povo do semiárido brasileiro!

 

Por Eliane Pereira de Almeida - poema criado em celebração aos 20 anos do Cedasb.