“Dinheiro não tem ideias. São as pessoas organizadas e com um projeto coletivo que podem fazer a diferença.” A partir dessa reflexão da professora Tânia Zapatta, Regina Dantas destacou, durante a mesa de abertura, a importância da organização coletiva para a implementação do Sisteminha no município.

“Na minha humilde concepção, esse projeto dos Sisteminha é exatamente isso que a professora Tânia nos ensinou: são pessoas organizadas, com um projeto coletivo, que vão fazer a diferença. E, por ser aqui no município de Vitória da Conquista-Ba, sendo executado pelo CEDASB, isso tem um significado ainda maior”, afirmou Regina Dantas, presidenta do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (COMSEA).

 

Nos dias 14 e 15 de outubro, o CEDASB realizou a primeira formação do Sisteminha – Sistema Integrado de Produção de Alimentos, em Vitória da Conquista (BA). A atividade reuniu representantes dos grupos beneficiados pela tecnologia social, além de Karine Barros e Ricardo Alves, da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista; Regina Dantas, do COMSEA; Roseli Melo, Danilo Gomes e Acácio Ferreira, da Embrapa; e integrantes da equipe técnica do CEDASB.

 

A formação foi dividida em duas etapas: teórica e prática. Na primeira, foram abordados os objetivos, a origem e as características da tecnologia, a proposta de atuação do CEDASB e as experiências e os desafios relacionados à implementação dos Sisteminha. Já a etapa prática contou com uma visita ao Sisteminha Embrapa em construção no Terreiro de Umbanda Martin da Quibanda. No local, os participantes conheceram os módulos que compõem o sistema e receberam orientações sobre os cuidados e o manejo do tanque de peixes, do galinheiro, da composteira, do minhocário e dos canteiros produtivos.

 

Foram dois dias de aprendizado, partilha de experiências e troca de conhecimentos entre os participantes. Para alguns dos coletivos beneficiados, a formação marcou o início oficial das implementações e renovou a expectativa de ver o Sisteminha em funcionamento em suas comunidades.

Mais do que apresentar uma tecnologia de produção de alimentos, a formação fortaleceu o diálogo entre os grupos envolvidos e reafirmou a importância da organização coletiva para transformar iniciativas em realidade.

 

Texto
Jacqueline Viana