OOO abril | 2017 | Cedasb

Em Vitória da Conquista, CEDASB participa da Greve Geral realizada em todo Brasil – Nenhum Direito a Menos ! ! !

“Nossos direitos vêm! Se não vir nossos direitos, o Brasil perde também”.

 Na manhã desta sexta-feira, 28, o CEDASB (Centro de Convivência e desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia) juntamente com outras entidades da sociedade civil organizada – movimentos sociais, organizações do funcionalismo ligadas à gestão municipal local, servidores/as públicos, sindicatos de diversos segmentos da sociedade, grupos populares, representantes e membros de associações e cooperativas, lideranças de comunidades rurais e urbanas, comunidade escolar e acadêmica, Igrejas, gente do campo e da cidade participaram da Greve Geral realizada em Vitória da Conquista e em todo Brasil por Nenhum Direito a Menos. Greve essa, ocorrida devido ao desmonte de direitos em todos os setores que compõe a sociedade como um todo. Principalmente pela retirada de direitos trabalhistas e a reforma previdenciária sendo executada pelo governo ilegítimo de Temer.

A manifestação concentrou-se na Praça Barão do Rio Branco (centro da cidade), saiu em direção ao terminal de ônibus Lauro de Freitas, seguindo depois para a Av. Integração (BR 116) que corta a cidade de Vitória da Conquista-BA. Cartazes e faixas com expressões e palavras de ordem, gritos de Fora Temer, falas informativas e depoimentos contra a retirada dos direitos trabalhistas e o desmonte da CLT, contra a reforma da previdência e contra o golpismo que vem massacrando o povo brasileiro. Os trabalhadores e trabalhadores demostrou sua indignação e seu grito pelo resgate da democracia.

Equipes do CEDASB carregaram faixas de protesto contra o desmonte dos direitos trabalhistas e contra a reforma da previdência, duas questões em pauta, que se aprovadas, decepará direitos que levaram anos a ser conquistados, à custa da luta e sangue muitos/as. Expressões que se juntaram a inúmeros dizeres e gritos de ordem por Nenhum Direito a Menos expressados nas diversos cartazes e faixas dos trabalhadores/as ali presentes. E esse será sempre o grito de ordem, principalmente pelo povo do Semiárido, que é vivo e pulsante! Campo e cidade unidos contra todo tipo de desmonte de direitos. Essa é a luta de todos/as nós, trabalhadores e trabalhadoras! Luta essa que continua no combate a tudo que venha desmontar os direitos dos trabalhadores/as. Além de Vitória da Conquista, outras cidades da região no entorno da capital do sudoeste baiano também realizaram manifestações contra o desmontes dos direitos trabalhistas, da previdência e de todas as reformas e manobras que atinjam negativamente os trabalhadores/as em seus direitos básicos.

Texto e Imagens – Comunicação CEDASB

Foto da Capa – Milena/Cedasb

As boas práticas que fortalecem a convivência e promovem a Agroecologia – ATER (BAHIATER-CEDASB) visita experiência de Agrofloresta do NUPEBEM

A Equipe de ATER (BAHIATER-CEDASB), na última terça feira, 25, visitou a bonita experiência do Sistema Agroflorestal (SAF) do NUPEBEM (Núcleo de Permacultura do Bem) desenvolvida no espaço do Sítio Sul, situado na zona urbana de Vitória da Conquista-BA. É o início de um verdadeiro sistema florestal dentro da cidade de Vitória da Conquista. Essa experiência produz as verduras e hortaliças do Ponto de Encontro: feira de orgânicos que acontece todos os domingos na Praça da Escola Normal, promovida pelo NUPEBEM.

A realização dessa atividade de intercambio de conhecimento teve como propósito compartilhar as boas práticas sobre essa experiência do cultivo dentro do sistema de Agrofloresta. Ou seja, a produção vegetal em todas as suas dimensões, dentro de uma lógica estrutural que permite o cultivo de alimentos em meio ao cultivo de árvores nativas e demais plantas que ofereçam condições de manter a produção e fazer a manutenção da floresta em si. Respeitando o tempo e espaço de desenvolvimento de cada cultura, configurando assim, os princípios da denominada Agricultora Sintrópica.

Durante a visita, a equipe técnica conheceu o esquema de produção de verduras e hortaliças dentro da Agrofloresta. Puderam observar a eficácia de toda a experiência a partir da matéria orgânica retirada da própria floresta, que ocorre por meio da poda. O consorcio de plantas e árvores amigas que promovem a diversidade e a produtividade da experiência. Assim como, a ligação de toda essa forma de cultivo com a criação de abelhas nativas (Jataí, Mandaçaia e Iraí) e sua contribuição na produção do sistema agroflorestal.

Enfim, para a equipe de ATER foi um momento de formação e troca de conhecimento em todos os sentidos. Tanto para os experimentadores do NUPEBEM, quanto para a equipe técnica da ATER (BAHIATER-CEDASB). Que conheceu na prática uma experiência, que na medida do possível e a partir de cada realidade pode ser levada e compartilhada com os agricultores e agricultoras assistidos pelo projeto.

O Projeto da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é uma realização do CEDASB em parceria com o governo do Estado da Bahia através da BAHIATER-SDR.

Texto e Imagens – Núcleo de Comunicação do CEDASB

 

Extensão Rural e Assistência Social, dois conceitos que se completam dentro da ATER AGROECOLÓGICA (CEDASB/SEAD)

O projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER AGROECOLÓGICO (Cedasb/Sead) realizou nos últimos meses, uma série de atividades práticas e de formação continuada com agricultores e agricultoras assistidos/as pelo projeto. Dentre as quais, atividades de “Dia de Campo” sobre uma série de temas escolhidos de acordo à escolha de comunidade e Oficinas Temáticas de artesanato (customização) e cursos em Associativismo; todas essas atividades realizadas conforme a demanda e escolha de cada localidade. E nesse emaranhado de atividades a ATER colocou em prática uma de suas grandezas de realização, que é a EXTENSÃO RURAL. Que numa perspectiva social assistiu e contribuiu para o desenvolvimento social de algumas famílias inseridas no projeto, que ainda não tinham acesso a direitos básicos que lhes são garantidos por lei.

Durante o projeto foram realizadas visitas domiciliares, onde as famílias foram orientadas quanto à higienização do ambiente. Assim como, foram realizados acompanhamento familiar, tendo em vista, à emissão de documentos pessoais, como o CPF/ RG e outros documentos necessários para realização da matrícula das crianças na rede escolar. E a partir desses encaminhamentos, acessarem os diversos programas sociais e demais benefícios, como cadastramento da conta de luz na tarifa social, aposentadoria rural, salário maternidade e o auxílio doença.

Com o acompanhamento da pessoa da Assistente Social do Projeto de ATER/CEDASB, pessoas que tiveram o benefício do “Bolsa Família” interrompidos voltaram a receber, por meio da intermediação e diálogo com a Assistente Social dos municípios onde  a ATER executou o projeto. Mães puderam acessar o “Salário Maternidade” recebendo as devidas orientações e a devida assistência no preparo da documentação necessária e agendamentos no INSS. Bem como, no acompanhamento e auxílio do recebimento do Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC) e Auxílio Doença, que beneficiaram positivamente pessoas que se encontravam sem informação de acesso a esses benefícios de apoio, e desassistidas por políticas de assistência social que lhes são de direito.

A alegria de quem passou por todos esses processo de acompanhamento e assistência social é algo que não tem preço. Ainda há muito que se fazer, mas aquilo que foi feito é de muita “valia” e de uma grandeza estimável para toda a equipe de ATER, e de modo especial para essas famílias de agricultores/as, que conseguiram acessar aquilo que lhes é de direito. É desse contexto que a expressão Extensão Rural ganha real sentido e significado dentro da execução do Projeto de ATER/CEDASB. Onde a pessoa humana como um todo, e de modo particular agricultores e agricultoras tenha sua dignidade garantida e resguardada de toda ameaça e mazela social. O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto – Comunicação Cedasb

Agricultoras/es assistidas/os pela ATER (SEAD – CEDASB) de comunidades de Anagé e Planalto participaram de Oficinas de Artesanato e Customização

O artesanato é uma das tradições culturais milenares de caráter popular que encanta e embeleza a vida e a caminhada da nossa gente. É arte viva e gente que vive dessa arte. Gera renda, desperta saberes e promove a dignidade, frente a tantos desafios e produções artísticas artificias sem a essência e o jeito popular. A oficina de artesanato e customização é uma atividade que está dentro das ações do planejamento inicial realizado com as comunidades dentro do Projeto de ATER/SEAD. Segundo Eliane Almeida, coordenadora técnica do ATER/SEAD: “o objetivo principal é difundir técnicas contemporâneas para que o público atendido possa aplicar e desenvolver, com o intuito de agregar valor na sua produção, e possibilitar o surgimento de novas ideias de produção artesanal para uso e comercialização viabilizando complementação da renda familiar”. As oficinas de artesanato e customização aconteceram em Março de 2017 e reuniu agricultoras/as de comunidades assistidas pela ATER/CEDASB dos municípios de Anagé e Planalto.

Comunidade Cachoeira

Em Anagé-BA aconteceram duas oficinas de artesanato e customização, uma foi realizada na comunidade de Cachoeira e a outra aconteceu na região de Poço da Vaca. Na oficina realizada em Cachoeira participaram 25 pessoas contando com gente vinda das comunidades vizinhas Tapui e Irapuá. Em Poço da Vaca participaram 20 pessoas contando com a participação de pessoas vindas da comunidade do Caçote, que expressaram um enorme interesse e satisfação com a realização da atividade. Assim como disse dona Fraudita, uma das moradoras da localidade referindo-se aos jovens que participaram da atividade: “essa atividade aqui é boa pra todos nós, principalmente pros jovens, então vocês aproveitem bem desse momento”, afirmou dona Fraudita. Expressando sua satisfação, e ao mesmo tempo refletindo a respeito de uma grande problemática que atinge negativamente às comunidades rurais de forma tão ampla: a falta de estrutura, oportunidade e geração de renda para que a juventude não precise sair do campo.

Comunidade do Castiliano

Em Planalto-BA aconteceram também duas oficinas, uma na comunidade de Castiliano na casa de dona Maria de Fátima envolvendo pessoas da comunidade de Vereda Nova e a outra na comunidade de Poço D’anta na sede da associação local contando com a participação de beneficiários/as vindos da Comunidade do Cinzento. Tanto na comunidade de Castiliano, quanto em Poço D’anta, a atividade foi acolhida e realizada com muito entusiasmo, tanto pelo CEDASB enquanto executor, como pelas famílias beneficiárias participantes da atividade. Foram 35 as pessoas beneficiadas com essa oficina, dentre as quais 33 mulheres e 2 homens.

Interessante registrar que na realização das oficinas, além dos beneficiários/as participaram pessoas que não são atendidas diretamente pela ATER/CEDASB. Revelando um interesse coletivo das comunidades em se apropriar dessa arte do bem viver, onde todos/as saem ganhando, a partir da realização de atividades dessa amplitude. Oportunidade essa, que muitas comunidades já almejavam há tempos, que com a atuação da ATER/CEDASB a partir de sua dimensão de extensão rural proporcionou a realização prática desse importante momento para agricultoras/as destas e outras comunidades dos determinados municípios onde o projeto atuou.

Texto / Imagens – Núcleo de Comunicação do Cedasb e equipe de ATER (Cedasb).

Comunidade: Poço da Vaca/Caçote – Anagé, BA

Comunidade de Cachoeira – Anagé, BA

Comunidades: Castiliano e Poço Danta, Planalto-BA

ASA apresenta sua experiência em seminário da FAO em Roma

A experiência da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) na gestão e implementação de políticas de acesso à água para famílias agricultoras desta região será apresentada como boa prática no seminário Mudança Climática e Pobreza promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O evento será na sede da entidade em Roma, na Itália, no dia 19 deste mês.

O seminário é uma das etapas que antecedem a finalização da 1ª Estratégia e Plano de Ação para as Alterações Climáticas da FAO. O Plano vai orientar os esforços do organismo para impulsionar os países no cumprimento de três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável voltados para o fim da pobreza, da fome e mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Segundo a organização da ONU, as respostas políticas atuais produzirão resultados mistos e, em alguns casos, prejudiciais para as pessoas pobres e marginalizadas.

Ao convidar a ASA para apresentar sua experiência de democratização de água, a FAO demonstra interesse em conhecer as soluções construídas pelas organizações da sociedade civil que formam a Articulação brasileira. Além da experiência da ASA, também será apresentada a iniciativa Plataforma Semiárido na América Latina pelos representantes da Articulação Rede Chaco e da Plataforma Semiáridos Argentina.

“O seminário possibilita que a nossa experiência seja partilhada no sentido de fortalecer as relações Sul-Sul e também vai proporcionar trocas e aprendizados com outros países e experiências. Além disso, também será uma oportunidade de reforçar as parcerias internacionais da ASA”, assegura Valquíria Lima, da coordenação executiva da ASA Brasil pelo estado de Minas Gerais, que participará como debatedora do painel “Perspectivas e parcerias para a criação de uma Plataforma Semiárida na América Latina” no seminário em Roma.

No Semiárido brasileiro, vivem 11,8% da população nacional, entre os quais se encontram ¼ dos/as brasileiros/as em situação de miséria. Apesar dos graves problemas sociais acentuados pelas estiagens e por políticas públicas inadequadas de combate à seca, o Semiárido também é uma região com potencial enorme de produção de alimentos uma vez que abriga 1/3 das famílias agricultoras de todo o país. No entanto, segundo a FAO, é justamente essa população rural, dependente da agricultura e meios de subsistência rurais para sua renda e segurança alimentar, a primeira afetada pelas mudanças climáticas.

Segundo Antônio Barbosa, coordenador dos programas Uma Terra e Duas Águas e Sementes do Semiárido, que faz parte da comitiva da ASA que vai à Roma, a apresentação da Articulação no seminário da FAO mostrará os resultados alcançados pelos quatro programas da Articulação e também vai abordar elementos que são fundamentais para que a intervenção provoque mudanças reais na vidas das famílias camponesas.

“A nossa grande fonte de inspiração é o conhecimento das próprias famílias que vivem na região há séculos, convivendo com a irregularidade das chuvas. O que a ASA faz é sistematizar esse conhecimento local para propor políticas públicas adequadas e capazes de promover a convivência da população com o Semiárido. Também não podemos esquecer que tudo isto só é possível devido à parceria entre Estado e sociedade civil organizada”, atesta Barbosa.

Resultados da ASA – Entre os resultados levados para Roma, destaca-se o acesso à água para consumo humano para 2,4 milhões de pessoas e a estruturação de 98,4 mil propriedades com tecnologias que guardam água da chuva para produção de alimentos. As famílias que passam a gerir a água acumulada nestas tecnologias também participam de cursos, eventos e intercâmbios para a construção de conhecimentos.

Além das ações de ampliação do estoque de água para as famílias, a ASA também desenvolve o Programa Cisternas nas Escolas para prover o abastecimento das instituições de ensino no campo. O quarto programa da ASA fortalece a prática que as famílias agricultoras possuem de guardar sementes crioulas para o próximo plantio. Esse fortalecimento acontece através da reforma ou construção de bancos de sementes para uso comunitário. Assim, além das sementes estocadas em casa, as famílias dispõem de um reserva extra no banco comunitário. Até o momento, a ASA possibilitou que 640 comunidades rurais tenham um lugar, que representa um segundo nível de segurança para esse material genético, para guardar as sementes crioulas que fazem parte da sua cultura alimentar e produtiva há várias gerações.

Mas a demanda por água ainda é grande no Semiárido do Brasil: estima-se que mais de um milhão de famílias precisem de tecnologias que estocam água da chuva para seus plantios e para matar a sede dos animais que criam. E cerca de 350 mil famílias ainda estão sem as cisternas que guardam água para beber, cozinhar e escovar os dentes.

“Consideramos que, no momento político atual de perda de direitos e diminuição de investimentos públicos nos programas sociais, precisamos reforçar a necessidade da continuidade das Políticas Públicas que fortalecem a Convivência com o Semiárido, uma proposta que vêm contribuindo efetivamente para a redução da fome e da miséria na região”, reforça Valquíria.

Missão na Europa – Após a participação no Seminário, a comitiva da ASA vai aproveitar a estada na Europa para prospectar novos parceiros internacionais para que as ações de convivência com o Semiárido não parem. Atualmente, mais de 90% das ações desenvolvidas pela ASA provém de investimentos públicos, via Governo Federal. No entanto, desde o ano passado, os recursos destinados às ações propostas pela ASA foram muito reduzidos.

A delegação da ASA participará de reuniões com ONGs, Agências de Cooperação Internacional e parlamentares de seis países europeus – Itália, Alemanha, Suíça, Áustria, Espanha e França – até o dia 9 de maio.

Texto – Verônica Pragana/ASACOM                               Imagem  – Ana Lira/ASACOM

Ana Lira/ASACOM

Comunidades de Anagé e Presidente Jânio Quadros recebem Atividades de Campo realizadas pela ATER (SEAD) / CEDASB

O resgate dos saberes e costumes tradicionais das comunidades, o compartilhamento de boas práticas de manejo animal e vegetal e o amor à mãe terra são elementos fundamentais para o fortalecimento da agricultura familiar e a para a disseminação dos princípios da agroecologia. Nessa perspectiva o projeto de ATER promoveu uma série de atividades de campo com agricultores de comunidades assistidas pelo projeto nos municípios de Anagé e Presidente Jânio Quadros. As atividades de Dia de Campo foram realizadas no decorrer do mês de Fevereiro e Março de 2017.

Em Anagé as atividades foram realizadas nas comunidades de: Quilombo de Água Doce e Poços. Na comunidade quilombola de Água Doce o dia de campo trabalhou sobre o preparo da silagem e sua importância no processo de alimentação como alternativa para os períodos de escassez de alimentos. Graciela, jovem agricultora da localidade, expressa sua plena satisfação com a realização da atividade, tendo em vista, o fortalecimento da caminhada produtiva da comunidade com a prática dos mutirões que já é costume da comunidade. “Somos comunidade remanescente de Quilombo de Água doce, temos uma grande riqueza em nossa mão que são os nossos mutirões, então, com essas orientações de vocês vão ajudar ainda mais, a gente dar valor as riquezas que temos”, afirmou Graciela em sua fala. Na comunidade de Poços a atividade contou com a participação de 15 agricultores/as dentre os quais pessoas das comunidades de Jardim II e Baixão. O tema trabalhado com os agricultores abordou sobre o plantio de palma forrageira. “É mais um momento maravilhoso com vocês, porque a gente por mais experiência que tem precisa de aprender mais e passar isso pro mais jovens e tenho fé que com ajuda de vocês e de Deus nos vamos multiplicar e muito essas plantações”, disse dona Regina sobre a realização da atividade.

Em Presidente Jânio Quadros a atividade de Dia de Campo aconteceu na comunidade Lagoa do Barro e contou com a participação de 20 agricultores. O tema trabalhado com os agricultores/as abordou o plantio de palma e a confecção do “BioGeo”. Para Eliomar, um dos técnicos/Cedasb, a realização da atividade do ‘Dia de Campo’ acaba por se tornar uma importante estratégia frente ao agronegócio e ao avanço do grande capital, que está na contra mão das práticas agroecológicas. “É muito importante a realização dessa atividade aqui com os agricultores/as, pois fortalece e resgata práticas que demonstram que o agricultor pode produzir de forma positiva sem os insumos do agronegócio sem agredir o ambiente, além de garantir uma produção sadia, livre dos venenos e ações do grande capital”,  afirmou Eliomar.

Todas as atividades de Dia de Campo acima descritas, assim como outras já realizadas, fazem parte do processo prático discutido e programado previamente de acordo às necessidades de cada localidade apresentadas pelos agricultores/as. O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto/Imagens – Equipe ATER/Cedasb e Núcleo de Comunicação do Cedasb

Dia de Campo nas Comunidades de Poços e Água Doce, Anagé-BA

Comunidade de Lagoa do Barro – Pres. Jânio Quadros-BA

EXPERIMENTAR É O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA! ATER (SEAD) – CEDASB promove atividades práticas com agricultores/as de Comunidades dos municípios de Vitória da Conquista e Planalto

Mais uma etapa de ‘Dias de Campo’ foi realizada com agricultores e agricultoras de comunidades assistidas pela ATER/Cedasb, realizadas no decorrer dos meses de Fevereiro e Março de 2017. As atividades foram realizadas nas comunidades do Amargoso e Lagoa de Melquíades (Vitória da Conquista-BA) e nas comunidades de Poço D’anta e Vereda Nova (Planalto-BA).

Na comunidade do Amargoso a atividade contou com a participação de 10 agricultores/as sob a condução da equipe de ATER. O tema da vez tratou sobre “Sanidade Animal” e abordou a importância da higienização do curral como prevenção para a ocorrência de doenças, a exemplo da Mastite, que é a inflamação da glândula mamária causada por decorrência de vários fatores, dentre os quais, a exposição das mamas ao esterco que contem certas bactérias que causam a doença. Problema esse, que causou a perca de uma vaca do senhor Ananias: “perdi uma das minhas melhores vacas de leite, ela foi perdendo as tetas uma a uma com essa doença. Eu nem sabia que doença era então era essa tal de mastite”, afirmou seu Ananias. Para Gileane, técnica da equipe de ATER/Cedasb, a atividade prática serviu para compartilhar o conhecimento já existente entre os próprios agricultores/as e ampliar novas práticas que contribuem para o manejo animal nas diversas propriedades assistidas pela ATER: “todos os assuntos abordados e experiências compartilhadas nessa atividade, pôde mostrar o quanto nossos agricultores têm sabedoria de causa. Todas as práticas discutidas e socializadas nessa atividade vão fazer muita diferença na vida deles de agora em diante”, afirmou Gileane.

Ainda em Vitória da Conquista, agora na comunidade quilombola de Lagoa de Melquíades, o ‘Dia de Campo’ trabalhou sobre a feitura da Silagem a partir do aproveitamento da palhada, manejo com hortaliças e o plantio de palma. Contou com a participação de 17 agricultores/as, dentre os quais, agricultores/as da comunidade vizinha de Baixa Seca. Foram utilizadas duas propriedades para o desenvolvimento das atividades de campo, a propriedade dos agricultores Zenildo e Gilberto, ambos assistidos pela ATER/CEDASB. O entusiasmo dos agricultores envolvidos no processo foi o ‘combustível’ motivador, que norteou toda a atividade, despertando e reafirmando o compromisso de por em prática as orientações e experiências compartilhadas, tendo em vista, a boa produtividade e o equilíbrio local do ambiente de cultivo.

Na comunidade de Poço D’anta (Planalto) a atividade de “Dia de Campo” reuniu agricultores da localidade e das comunidades vizinhas de Pimenteira e Jacó e contou com a participação de 10 agricultores/as assistidos pela ATER. Na comunidade vereda Nova a atividade foi realizada no Banco Comunitário de Sementes com a participação de 22 agricultores/as, dentre os quais, agricultores/as da comunidade de Castiliano. Ambas as localidades de realização da atividade, o tema tratado foi sobre alimentação alternativa para a criação: silagem e a produção do sal vitamínico. Expressando sua satisfação com a atividade, bem como, com a caminhada do Cedasb em sua região, a jovem agricultora Feliana da comunidade do Poço D’anta disse: “Até hoje o CEDASB só trouxe projetos que deu bons resultados para mim que sou agricultora criadora de caprinos. Agora meus animais não vão passar privações na época de seca por causa desse aprendizado adquirido pela assistência técnica!”. E sobre a prática do tema alimentação alternativa o agricultor Valmir da comunidade Vereda nova afirmou: “como eu não tinha o conhecimento deixava a palhada toda perder, agora com a assistência técnica aprendi que a palhada do milho pode ser misturada com outras e fazer a silagem. Isso é muito bom, vou utilizar esse material para fazer a silagem e quem sabe até vender para os vizinhos”.

EXPERIMENTAR É O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA! Essa foi a expressão que conduziu todas as práticas dos ‘Dias de Campo’ realizadas nas comunidades que acolheram e participaram da atividade. Revelando mais uma vez aquela importante e fundamental premissa que fundamenta as ações práticas e atividades de construção de conhecimento da ATER/CEDASB: “aqui ninguém sabe tudo, mas todos sabem de alguma coisa”.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto e imagens – Comunicação Cedasb e equipe de ATER/Cedasb.

Dia de Campo na Comunidade de Amargoso – Vit. da Conquista-BA

Dia de Campo, comunidades: Poço Danta e Vereda Nova – Planalto-BA

CEDASB/ATER (SEAD) promove oficinas em Associativismo com representações de sócios e diretorias de associações dos municípios de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista.

Mais uma gama de atividades foi realizada pelo projeto de ATER (CEDASB) reunindo agricultores/as de diversas regiões assistidas pela ATER (SEAD). A temática da vez tratou do Associativismo e reuniu agricultores/as sócios e membros de diretoria de associações de comunidades de Barra do Choça, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista, realizadas em de Fevereiro e Março de 2017.

Em Barra do Choça a atividade aconteceu no salão paroquial da Igreja Senhor do Bonfim, localizada na sede do município, e contou com a participação de agricultores/as das comunidades de Salinas (I e II) e Muritiba. Associar é reunir-se, planejar e unir-se. Atitude que requer organização, entendimento, responsabilidade e autonomia. É a partir dessa premissa fundamental, que o curso se norteou visando o fortalecimento dessas instituições comunitárias, no intuito de viabilizar aos agricultores e agricultoras, a oportunidade de compreender nos meandres do associativismo a chance de garantir os seus direitos, assim como, a proporcionar uma evolução social (no sentido amplo da palavra) para as regiões as quais fazem parte.

Em Bom Jesus da Serra-BA a atividade também aconteceu na sede do município. Contou com a participação de agricultores/as de cinco associações de diversas regiões do município de Bom Jesus da Serra, dentre as quais: Mandacaru, Bengo, Quilombo de Mumbuca e Samambaia, Olho D’água e Pedra Branca. Segundo seu Valdemar, da associação do Bengo, a capacitação serviu pra revitalizar e fortalecer a caminhada das associações que ali estavam representadas: “com essa capacitação aqui, a gente retorna pra nossas comunidades, animados e esclarecidos da função que cada um deve exercer”. A agricultora Sheila, da associação quilombola de Mumbuca e Samambaia, expressou sua satisfação e alegria em participar da atividade: “esse curso de associativismo chegou na hora certa! Agora ficou claro sobre a importância do papel que cada um deve desempenhar em sua associação, desde os membros da diretoria até os sócios. Vimos aqui que tudo depende de planejamento e organização!”. Foram dois dias de muita troca de experiência e de conhecimento, planejamento e boas discussões. Formação que marcou e despertou nos participantes, o compromisso e a responsabilidade em construir um coletivo com a positiva participação e atitude de todos/as.

No distrito de Bate Pé, município de Vitória da Conquista, a capacitação aconteceu no espaço da Igreja local. Participaram da atividade representantes de associações de diversas regiões, entre as quais: Poço Comprido I e Matinha, Poço Comprido II, Amargoso, Farinha Molhada I e II, Lagoa de João Morais, Poço do Gato e Poço do Abílio; sendo todas as representações assistidas pela ATER/CEDASB em suas diversas atividades de produções e formação e construção do conhecimento. Segundo o agricultor Narciso, da associação de Poço Comprido II, o problema de muitas associações se resumem na falta de organização e planejamento, o que dificulta o bom andamento das ações e atividades e necessidades próprias de cada localidade. “O que muitas vezes falta em nossa associação é diálogo e organização, toda vez que tem reunião vira uma bagunça e ninguém entende nada”, afirmou Narciso. Questões essas, que foram profundamente trabalhadas com os/as participantes durante toda a realização da atividade. O que ao final resultou na satisfação e motivação de todos, em buscar construir uma caminhada frutuosa, baseada no diálogo, compromisso e o “querer” de todos/as.

A realização dessas atividades é uma das ações prevista no Planejamento Inicial realizado com as comunidades acompanhadas pelo Projeto de Ater em transição agroecológica em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), atual Secretaria Especial de Agricultura Familiar”, afirmou Eliane Almeida, coordenadora Técnica da ATER/Cedasb.

 Texto e imagens – Comunição CEDASB e equipe de ATER/CEDASB

 

Oficina em Associativismo em Barra do Choça-BA

 

Oficina em Associativismo em Bom Jesus da Serra-BA

 

Oficina em Associativismo na Comunidade de Bate Pé – Vit. da Conquista-BA