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PROJETO CISTERNAS NAS ESCOLAS REALIZA OFICINAS EM EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO NO MUNICÍPIO DE PLANALTO/BA

A inclusão de Planalto no Projeto Cisternas nas Escolas nos rendeu grande alegria. Cinco escolas do campo desse município pode se beneficiar com a tecnologia social – a cisterna, e todas as ações a ela agregadas. Dentre essas ações o curso de GRHE com as merendeiras, e a Oficina em ECSA que foi realizada com os educadores e educadoras das escolas do campo, tanto das escolas recentemente beneficiadas, como também, das escolas contempladas com o projeto piloto do Cisternas nas Escolas em 2010.

Para alguns rememorar o aprendizado construído desde 2010, e para outros, se inserir no processo de (re) significação do semiárido em que vive, a partir de uma análise crítica de construção dessa região.  Hoje, 01 de novembro de 2017, todas as cisternas encontram-se finalizadas, bem como a Oficina em ECSA com os educadores e educadoras da rede.

Agradecemos o empenho da secretária de Educação Adriana, da Secretaria das Escolas do campo nas pessoas de Matilde e Anália, e todas professoras que se dedicaram às formações. A vocês nosso carinho!!!! Continuemos na luta pela consolidação de uma educação que seja contextualizada, e que seja para a convivência com nosso lindo semiárido.

Texto – Eliane Almeida – Coordenadora do Projeto Cisternas nas Escolas

Imagens – Equipe Cisternas nas Escolas

 

CISTERNAS NAS ESCOLAS-CEDASB FINALIZA OFICINAS COM EDUCADORAS/ES DOS MUNICÍPIOS DE MIRANTE E BOM JESUS DA SERRA

Compartilhar experiências exitosas, reflexão e debate (formação) e a celebração de uma caminhada de muitas desconstruções e reconstruções de conceitos marcaram positivamente a última oficina em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido, com os/as educadores/as dos municípios de Mirante e Bom Jesus da Serra. Foi um momento especial e de uma profunda mística, que gerou um sentimento de pertença e fortalecimento da identidade com o semiárido. A começar pelo local do encontro, realizado no espaço da agroindústria de beneficiamento do Umbu localizada na comunidade do Espírito Santo, Mirante. Agroindústria essa, coordenada pelas mulheres da comunidade local, que mostram na prática sua capacidade de zelar e gestar as atividades de produção que acabam por ser sua fonte de renda e subsistência. Experiência essa, que foi apresentada aos educadores/as por dona Lourdes, uma das coordenadoras da agroindústria e presidenta da associação local.

No 3º e último módulo a realização dos “prazeres de casa” foi marcante e revelou sua grande viabilidade no processo de difusão e disseminação da educação contextualizada na perspectiva da convivência com o Semiárido. Os resultados apresentados foram de grande relevância e mostrou a real compreensão dos educadores/as envolvidos/as que puderam ‘experienciar’ que o Semiárido é uma grande “sala de aula” e que tudo no seu entorno é instrumento e elemento pedagógico: sua gente, sua fauna, flora, cores e sabores. Uma fala da professora Lúcia, durante a realização da atividade resumiu o sentimento de se pensar, refletir e debater educação contextualizada para a convivência com o semiárido, “discutir sobre educação contextualizada da forma que estamos a discutir, significa apropriar-se de tudo que existe e constitui o nosso semiárido, pois é isso que nos dá essa profunda identidade de pertença que motiva a pensar e construir essa educação contextualizada para a convivência com o nosso sertão”, afirmou profª Lúcia.

As tradições e costumes das comunidades são elementos de grande valor na formação da identidade e da cultura do povo do Semiárido. E o encerramento não poderia deixar de acontecer apresentações dos costumes e tradições da região do Espírito Santo. O sanfoneiro ‘Vadim’ e sua turma e a “pila do milho” fechou com chave de ouro o 3º módulo com os/as educadores/as. No pátio da agroindústria foi se achegando o povo do lugar e foi se ajuntando com os/as educadores/as e a folia começou em volta de um velho pilão, com a troca de versos rimados tirados de veneta os foliões pilavam e cantavam as alegrias e lutas do dia a dia. Na emenda da folia, ‘Vadim’ Sanfoneiro, no ritmo roceiro da zabumba, pandeiro e triangulo chamou o ritmo do forró rasta-pé e colocou o povo pra ‘ciscar’ no forró. A alegria “tomou de conta” e o sentimento de missão cumprida e de continuidade da luta foram a certeza de um plantio em terreno fértil, sempre na expectativa de uma farta colheita. É como diz a coordenadora Eliane: “Fica a saudade do convívio, e a certeza que a luta está apenas começando…”

Por,

Equipe Cisternas nas Escolas-CEDASB

 

Mais imagens do 3º módulo….

“Edivera, a chuva das águas chegou!”

Aí a chuva das águas vai se achegando, ora no ‘morrer da tarde’, ora na “boca da noite”. E quando o dia amanhece é aquele esparramo de alegria, tudo florido, a sabiá puxa a cantoria no pé de quiabento junto com o restante da passarada e aquilo que parecia adormecido ou até mesmo “morto” ressuscita “ligerim” com as águas do céus! É preciso viver por aqui pelas bandas de cá, pra poder ver e sentir esse acordar da natureza!
Bem que dona cigarra tava avisando dias atras, naquela “quinturona”, dum calor abafado que chegava dá uma giriza na gente! Bem que dona Lió falava do varandal sobre uns raios de sol por entre umas barras de nuvens, que pra ela e sua sabedoria dizia de forma firme: “logo, logo chega a chuva das águas”!
“Edivera”, olha as chuvas das águas chegando aqui pelos lados de cá das caatingas e da mata. Matando a sede que mata e revelando o verde da vida. Os bichos do mato gritam nas serras e a gente escuta cá nos boqueirões baixadas, como se agradecessem a Deus pelas águas choradas em nosso sertão. E o povão dando e recebendo as noticias das quebradas do sertão: “e aí cumade, choveu aí? ahh cumpade, choveu que chega os tanque e cisternas sangrou” ! ! !
Ó Deus e divindades guardiãs da natureza, que essa nossa alegria pela caída da chuva que é o sangue da terra e gera vida, seja uma prece de agradecimento por dádiva tão graciosa! A natureza se alegra e nós, seres criados e ajuntados a essa criação nos alegramos e te pedimos todas as graças e Bênçãos dos céus!

Texto e imagens – comunicação CEDASB

PROJETO CISTERNAS NAS ESCOLAS-CEDASB FINALIZA OFICINAS COM EDUCADORAS/ES DOS MUNICÍPIOS DE ANAGÉ E VITÓRIA DA CONQUISTA.

O Projeto Cisternas nas Escolas finda a Oficina de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido com os educadores/as dos municípios de Vitória da Conquista e Anagé, com louvor e sensação de dever cumprido. O segundo módulo, teve início com a apresentação dos “prazeres de casa” desenvolvidos pelos professores/as, que é a realização de alguma atividade pré-determinada e de cunho contextualizado diretamente com os alunos/as fora das quatro paredes da escola ou mesmo em sala de aula. Assim sendo, foi discutido sobre o rebatimento da mudança pedagógica de abordagem de temas atinentes à região semiárida, e o quanto essa mudança agrega no trabalho dos educadores/as.

Foi debatida a essência da ECCSA (Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido), abordando as vertentes pedagógicas que culminam numa educação transformadora, debruçando e bebendo da fonte do saber da Profª. Adelaide Pereira da Silva, integrante da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab), a partir da leitura e discussão do seu texto intitulado: “O conceito de educação contextualizada na perspectiva do pensamento complexo – um começo de conversa”. A ressignificação acontece quando o re/conhecimento se consolida, e essa assertiva se materializa no terceiro módulo, onde juntos pudemos vivenciar, por meio de um intercâmbio, um semiárido que pouco é visibilizado pela mídia: o semiárido das possibilidades!!!! Na visita à Comunidade de Bom Jesus de Cima, no município de Bom Jesus da Serra, foi possível os educadores/as observarem, analisarem, conectarem, e re/significar seus olhares sobre a Caatinga, a catingueira/o, o conhecimento, o saber popular e sobre o trabalho comunitário realizado na contramão da lógica capitalista de reprodução da vida. Foram momentos de formação densa e de um grande aproveitamento no processo de debate e aprofundamento dos professores/as que participaram desses momentos.

Por fim, a equipe, na pessoa da Coordenadora Eliane Almeida, expressa a grande satisfação e gratidão da vivencia e realização de cada passo do projeto: “Nós da equipe do Cisternas nas Escolas do CEDASB, agradecemos cada um e cada uma que mergulharam nessa história conosco, que deram significado e significância ao nosso trabalho. MUITO OBRIGADA!!! Fica a saudade do convívio, e a certeza que a luta está apenas começando”.

Texto/imagens – Equipe Cisternas nas Escolas

 

IIº Módulo

 

IIIº Módulo

Família de agricultores assistida pelo BAHIATER/CEDASB da comunidade Olho D’água da Serra, se destaca na produção de Açafrão-da-terra

Na comunidade Olho D’água da   Serra,   no   município   de   Vitória   da Conquista, a agricultora  Maria   Nalva  vem se destacando na produção de Açafrão-da-terra. Seguindo a tradição do trabalho na agricultura familiar, Dona Maria Nalva Prates Cantil, juntamente com os filhos João Vitor e Joalicio, já há algum tempo vêm garantindo uma renda extra para família a partir da produção e comercialização dessa especiaria.

O açafrão-da-terra, conhecido também como cúrcuma, é uma planta originária da Ásia que, além de possuir um sabor marcante e único, vem se destacando por suas propriedades medicinais, graças à curcumina, nome do   pigmento presente nele, que apresenta ações antioxidante e anti-inflamatória.

 Após a assistência técnica do BAHIATER – CEDASB, a agricultora passou a fazer uso de uma cobertura do solo utilizando folhas secas de restos de culturas e percebeu que com essa simples prática houve a diminuição da necessidade de irrigação, além de manter e ampliar a fertilidade do solo, uma vez que essas folhas, ao passarem por um processo natural de decomposição, fornecem os nutrientes para a plantação.

Em visitas técnicas realizadas pelo CEDASB, foi possível constatar que a família de D. Maria utilizou os conhecimentos adquiridos nessa parceria, aplicando corretamente técnicas de plantio e conservação do solo.

No ano de 2017 como de costume, Dona Maria iniciou o plantio do açafrão perto do barreiro, entretanto, percebendo o aumento da demanda pelo produto, o seu filho João Vitor resolveu ampliar a área plantada para os arredores da casa da família. Essa iniciativa rendeu maior lucratividade para o grupo familiar uma vez que essa especiaria, cultivada dentro dos padrões da agroecologia que lhe confere um sabor diferenciado, tem sido bastante aceita no mercado.

Segundo Dona Maria a safra desse ano já foi quase toda vendida, e uma outra parte já está guardada para o próximo plantio. A intenção da família é aumentar a área plantada e acessar novos mercados, propósitos que serão facilmente alcançados tendo em vista os cuidados e a dedicação desses agricultores no trabalho que desenvolvem.

Texto/Imagens –  Milena Mendes / CEDASB

 

ISFA realiza Encontro Territorial e inaugura Feira Agroecológica em Manoel Vitorino-BA

O Instituto de Formação Cidadã São Francisco de Assis – ISFA, realizou nos dias 04 e 05 de outubro de 2017 na sede do Município de Manoel Vitorino, o 1º Encontro Territorial, atividade essa, prevista nos contratos 078/2014 e 065/2014, ambos firmado entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR e o ISFA. O encontro contou com a presença de agricultores/as dos municípios de atuação contemplados com as Tecnologias Sociais de 2º água para produção de alimentos, executado pelo ISFA dentre os quais: Planaltino, Planalto, Maracás, Poções, Boa Nova, Nova Canaã, Iguaí e demais municípios vizinhos que prestigiaram e participaram da atividade como, Bom Jesus da Serra, Vitória da Conquista e Jequié.

Estiveram presentes no encontro, representantes do polo Sindical Regional de Jequié, CEDASB, poder público municipal, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (COOPROAF), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR e a representante do Governo do Estado, na pessoa Kamilla Santos (Subcoordenação do Programa Água para Todos – PAT). Em sua fala, Kamilla enfatizou as ações do governo estadual que através da respectiva Secretaria, vem fortalecendo diretamente a agricultura familiar, dentre as ações destacou a importância das organizações ligadas à rede ASA, com as estruturas implementadas que são relevantes para a convivência com o semiárido emponderando toda a comunidade rural. “Essas políticas públicas voltadas para a agricultura familiar tiveram um grande avanço nos últimos anos, fazendo com que os agricultores/as, tenham a oportunidade de consumir um alimento saudável e de boa qualidade, exemplo de tudo isso está sendo desenvolvida a criação das feiras agroecológicas nos municípios onde os agricultores e agricultoras tenha um espaço para comercializar o excedente de sua produção e contribuindo também para fortalecer a agricultura familiar”, disse Kamilla.

No segundo dia do Encontro Territorial, 05, foi realizada/inaugurada a Feira Agroecológica. Que contou com a massiva participação de agricultores/as e moradores/as da localidade e região do município de Manoel Vitorino. Tudo produzido e comercializado pelos agricultores/as assistidos/as pelos projetos de 2ª água executados pelo ISFA, cultivados sob os princípios da agroecologia. Foi um verdadeiro sucesso e incentivo para outras comunidades promoverem suas feiras agroecológicas nas diversas regiões, assim como já está previsto. Pois, outras comunidades e municípios, a partir da organização dos agricultores/as em parceria com entidades da sociedade civil organizada e secretarias de agricultura já planejam a realização da Feira Agroecológica em diversos municípios e comunidades da região.

Relatos de alguns beneficiários/as comprovam que as atividades e ações de resistência e convivência com o Semiárido executadas, têm efeitos positivos na vida dos agricultores é o caso do depoimento de dona Maria Rodrigues, “Eu me casei e morando em Planalto criei oito filhos que levei para morar na roça. Recebi minha cisterna de 16 mil litros e era a única água que tinha para consumo. Eu tinha plantado umas abobreiras que eram molhadas com a água de um tanque que pertencia a um vizinho e quando já estava quase produzindo, chegou um homem em minha casa e me pediu para não pegar mais a água no tanque dele, situação que me deixou muito triste, pois meus pés de abóboras iam morrer de sede. Mas o que mim deixou mais triste foi quando a água da minha cisterna ‘de beber’ acabou e passou na porta de casa um carro pipa com o tanque cheio água e eu implorei para deixar pelo menos um tambor de água e o motorista falou que a ordem era não deixar nem uma lata se quer; muito triste com toda a situação já era quase certo, minha saída para morar em outra localidade. Eu sempre pedir a Deus para que eu tivesse o meu próprio Barreiro e minha prece foi atendida. Pouco tempo depois sair para fazer uns exames em Vitória da Conquista e lá recebi um telefonema que tinha chegando umas pessoas para fazer um barreiro em minha propriedade, na mesma hora ajoelhei e agradeci a Deus, rapidamente peguei o carro de volta e chegando em casa, já marcamos o local e meu barreiro foi construído.  Hoje graças a Deus tenho o meu próprio barreiro e não preciso mais me humilhar com ninguém atrás de uma lata de água. E hoje, onde acontecer qualquer encontro com vocês do ISFA, eu estarei lá pra participar e contar minhas experiências”. Contou dona Maria Rodrigues da comunidade Lagoa Nova, Planalto-BA.

Realizações como essa fortalecem cada vez mais a viabilidade e amplitude do processo de convivência e resistência no semiárido. Todos/as envolvidos em prol da construção de uma agricultura familiar sólida e resistente, onde agricultores/as escrevem, contam suas experiências e reescrevem sua história. A caminhada continua e por aqui vamos lutando e labutando rumo a um semiárido justo e fraterno.

Texto e imagens – Comunicação CEDASB e equipe técnica do ISFA

 

ATER Bahia Produtiva do CEDASB realiza Encontros Comunitários em municípios dos Territórios Médio Sudoeste e Sudoeste Baiano

O Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia (CEDASB) iniciou suas atividades sendo uma das instituições responsáveis pela execução de ATER dentro do Programa Bahia Produtiva do Governo do Estado em diferentes comunidades dos Territórios Médio Sudoeste e Sudoeste Baiano.

De forma a contribuir de maneira sustentável para o desenvolvimento politico, socioeconômico e ambiental das famílias envolvidas, a equipe técnica do CEDASB passou pelas comunidades realizando o Encontro Comunitário, atividade prevista dentro do Projeto, e tem sido recebida com entusiasmo pelos agricultores/as familiares que fazem parte dos empreendimentos de economia solidária. Esses encontros têm sido de grande importância para trocar informações pertinentes ao andamento do projeto, debate de experiências e expectativas do público presente e planejamento das ações a serem desenvolvidas pela equipe de ATER junto ao subprojeto.

No Médio Sudoeste foram realizados encontros com a comunidade Água Vermelha em Itarantim, onde os agricultores/as serão beneficiados com o viveiro comunitário, bem como a comunidade Timorante, em Nova Canaã, onde o grupo já está em construção dos galinheiros. Os dois empreendimentos contam com a colaboração de um Assistente Comunitário Rural (ACR).  Este jovem tem a função de acompanhar as atividades do Programa Bahia Produtiva na comunidade.  Além dos ACRs é possível contar com a parceria e acompanhamento sistemático do Assistente Territorial, Daniel Piccoli, que muito tem colaborado com as atividades realizadas pelo CEDASB no Médio Sudoeste Baiano.

No Sudoeste Baiano o CEDASB já passou pelo município de Caetanos, na comunidade Estreito, e em Mirante na comunidade Lameiro, ambas estão executando projetos de acesso a mercado da cadeia produtiva de caprinos e ovinos. Em Bom Jesus da Serra, a equipe esteve com o grupo da comunidade Bengo que vai ser beneficiado com a construção de uma casa de farinha, uma estratégia de fortalecimento da cadeia da mandioca, um produto cultivado por eles durante varias gerações. No Encontro Comunitário realizado no dia 19 de setembro no Bengo, podemos contar com a presença do diretor-presidente do CEDASB, Everaldo Rocha Mendonça, morador do município de Bom Jesus da Serra, que aproveitou a oportunidade para fazer uma apresentação sobre a instituição e colaborou nas discussões sobre a execução e andamento do projeto na comunidade.

No dia 06 de setembro foi feito um belíssimo encontro na comunidade Bomba em Belo Campo, a comunidade já esta bem adiantada na construção dos galinheiros e demonstrou grande satisfação em retornar os laços com o CEDASB que já tem a comunidade como grande parceira na sua caminhada para a efetivação das politicas de convivência com o semiárido.

A percepção da equipe, a partir da realização dos Encontros, é de que agricultoras e agricultores estão esperançosos com a chegada do Projeto e seu propício sucesso diante de tantas parcerias que chegam à comunidade concomitante à execução do ATER Bahia Produtiva.

Ainda existem grupos a serem visitados pelo CEDASB para a realização do Encontro, todavia, a equipe técnica está em articulação constante com a Assistente Territorial, Maria do Rosário, para agendamento dessas atividades. Ela tem contribuindo de forma significativa com a articulação e organização dos empreendimentos.

Ao realizar os Encontros Comunitários, a equipe está prezando por trabalhar com temáticas que possibilitem o desenvolvimento da organização produtiva e associativa dos grupos acompanhados pelo ATER Bahia Produtiva, baseado nos princípios da economia solidária e da produção agroecológica.

A busca pela inclusão socioprodutiva desses grupos tem em seu horizonte o empoderamento dos grupos e, consequentemente, a melhoria na qualidade de vida das famílias que tiram seu sustento da agricultura. O papel da equipe é auxiliá-los em sua jornada de realização de sonhos, afinal quando se trabalha junto o grupo ganha força que pode agregar, unir e dar a resistência necessária que impulsiona a realização de conquistas.

O Projeto de ATER é uma ação do Programa Bahia Produtiva do Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR, empresa pública vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR. O Programa é resultado de um acordo de empréstimo firmado entre o Estado da Bahia e o Banco Mundial.

Texto e Imagens – equipe da ATER – Bahia Produtiva

 

Comunidade Água Vermelha – Itarantim

 

Comunidade do Bengo – Bom Jesus da Serra

 

Comunidade do Bomba – Belo Campo

Comunidade Estreito – Caetanos

 

Comunidade Lameiro – Mirante

 

Comunidade Timorante – Nova Canaã

 

 

LATA D´ÁGUA NA CABEÇA ATÉ QUANDO? Programa Cisternas pode ter corte de 92% no orçamento para 2018

Imagem – Abílio de Jesus

Na China, durante a 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP 13), o Programa Cisternas é premiado como uma das mais efetivas políticas públicas para áreas em processo de desertificação do mundo. Em Brasília, essa mesma política é ameaçada de perder 92% dos recursos públicos destinados à sua execução em 2018. Esse percentual tem como referência o orçamento de 2017 que, por sua vez, representa um pouco mais de 1/4 do volume de recursos que esta política teve em 2012. O Programa Cisternas possibilitou que cinco milhões de pessoas da região mais árida do Brasil tenham, ao lado de casa, água potável para consumo humano.

Um dia depois da cerimônia de entrega do Prêmio Política para o Futuro, Valquíria Lima, da coordenação executiva nacional da Articulação Semiárido (ASA) pelo estado de Minas Gerais, falou sobre a situação de incertezas políticas, econômicas e, sobretudo, sociais que o país vivencia, no evento paralelo à COP 13, em Ordos, na China. “As ações da ASA e também as políticas públicas, como o Programa Cisternas, estão ameaçadas de parar devido ao corte no orçamento público. A ASA continuará lutando para que as famílias do Semiárido não sejam penalizadas e possam cada vez mais ampliar seus direitos à água, aos alimentos de qualidade e sem veneno, preservando suas sementes locais e a biodiversidade. Acreditamos que só assim é possível mudar os efeitos da desertificação e das mudanças climáticas.”

A previsão orçamentária proposta pelo Governo Temer para 2018 para a implementação de tecnologias de captação de água da chuva para consumo humano e produção de alimentos é de R$ 20 milhões. No documento enviado pelo Executivo para o Congresso Federal, chamado de Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) – volume IV, tomo II, página 733 – esses R$ 20 mi serão destinados à construção de apenas 5.453 tecnologias em todo o território nacional.

O que são 5.453 tecnologias diante da necessidade, só no Semiárido, de 350 mil famílias pela cisterna que armazena água para matar a sede e cozinhar? Isto representa um milhão e 750 mil pessoas sem água potável disponível perto de casa para seu consumo. Nesta região, há também a necessidade de guardar água para produzir alimentos e criar animais. Uma demanda de 600 mil famílias se considerarmos apenas as que dispõem de espaços nas propriedades para a instalação das tecnologias como a cisterna-calçadão e a barragem subterrânea.

Estamos falando das famílias que vivem na região mais árida do país, do tamanho da França e Alemanha juntas, com metade dos brasileiros em situação de miséria e que passou e ainda passa por uma seca de cinco anos, considerada a mais intensa dos últimos 50 anos. As famílias que esperam pelas cisternas vivem na zona rural, em comunidades distantes da sede do município, sem abastecimento de água encanada e com fontes de água contaminadas pelo uso de agrotóxicos nas lavouras.

Só num município da Bahia, Jeremoabo, estima-se que entre 1,5 mil a 2 mil famílias aguardam por suas cisternas de placa de cimento de 16 mil litros. A população rural há 100 anos tomava a água do rio Vermelho, que agora só tem água quando chove. Nos dias atuais, precisam recorrer à prefeitura para pedir carro-pipa. Quando não dá mais para esperar pelo poder público, para não morrer de sede, o jeito é comprar 8 mil litros de água num valor que varia de R$ 70,00 a 300,00, a depender da distância da comunidade da sede da cidade. E quem não tem dinheiro, vai pegar a água onde tem, muitas vezes em fontes contaminadas e barrentas, disputando o líquido com os animais. Nestes casos ainda muito comuns, a água continua sendo transportada pela população em latas. Um trabalho pesado que demanda muitas horas do dia, especialmente, para as mulheres.

“Quando a seca pega, o primeiro lugar que afeta é o bolso. Costumo dizer que quem salvou o município de Jeremoabo da seca foram as cisternas”, assegura Abílio de Jesus, que faz parte da Comissão Municipal da ASA e do Conselho Municipal de Comunidades Quilombolas. Abílio conta que esse ano, depois de 10 anos com inverno ruim de chuva, chegou a chover 700 ml de maio a julho passados. “As tecnologias estão com água e quem ainda não tem a cisterna, pega água com o vizinho”, conta ele.

No município de Nossa Senhora da Glória, no Sertão de Sergipe, há 33 comunidades rurais com mais de mil famílias à espera das cisternas. “Em 2012, fizemos um levantamento no município e a demanda era de 1,5 mil famílias. De lá pra cá, conseguimos atender 500”, conta Silvestre Marques da Silva, conhecido como Gercílio, membro da Comissão Municipal da ASA e presidente da Associação de Produtores Rurais da Comunidade Augustinho.

Desde o início do P1MC, em 2001, até hoje, contam-se um milhão de cisternas de placas proporcionando a cinco milhões de brasileiros e brasileiras condições mais favoráveis para beber água apropriada para consumo, livre de agrotóxicos e outros tipos de contaminações. A ASA Brasil implementou mais de 60% destas tecnologias através da gestão de recursos públicos repassados pelo Ministério de Desenvolvimento Social, através de convênio.

De 2015 para 2017, só queda – Os recursos públicos para a execução do Programa Cisternas são repassados tanto à sociedade civil, como para os estados. Desde 2010 a 2014, houve um crescimento contínuo das verbas destinadas à ASA, através da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), uma Organização Social de Interesse Público que faz a gestão física e financeira dos programas da ASA. Saiu de R$ 95,5 milhões para R$ 324,7 milhões. De 2015 até 2017, o fluxo foi o inverso: uma acentuada queda. Este ano, os recursos públicos transformados pela ASA em tecnologias de acesso à água foram apenas R$ 19,3 milhões. Um corte de 94% se comparado com o valor acessado pela ASA em 2014. Os dados são do Portal da Transparência.

Para gerir os recursos públicos, a AP1MC se organizou política e administrativamente, mostrando que a sociedade civil organizada, além de propor políticas públicas, pode executá-las de forma diferenciada: respeitando e estimulando o protagonismo das famílias e zelando pela transparência e eficiência no uso dos recursos. “Foi através da transparência, com nosso sistema integrado de gastos, com todas as nossas tecnologias georreferenciadas que comprovamos, de fato, que os recursos chegam na base. E isso nos respaldou para executar, ao longo destes anos, um orçamento significativo para a sociedade civil de mais de R$ 2 bilhões”, acrescenta Valquíria Lima.

Fonte – www.asabrasil.org.br              Texto –  Verônica Pragana – Asacom

 

Projeto Cisternas nas Escolas realiza formações em GRHE e Oficina em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido dos municípios de Anagé e Vitória da Conquista – BA

Seguindo a trilha do conhecimento do Projeto Cisternas nas Escolas-CEDASB, foram realizadas na última semana do mês de Agosto 2017 as formações em Gerenciamento de Recursos Hídricos Escolar (GRHE) com a participação de merendeiras, zeladores/as, lideranças das comunidades e agentes comunitários de saúde, e o Iº Módulo em Educação Contextualizada para convivência com o Semiárido com a participação dos professores/as, representantes da direção, auxiliares e coordenações pedagógicas das escolas contempladas com a tecnologia social.

Tanto no GRHE, quanto na Oficina com os professores e demais pessoas que formam a comunidade escolar, o que mais se destacou foi o processo das discussões e debates sobre os diversos temas colocados para a reflexão e debate. “Pra min essa capacitação aqui é algo diferenciado no meu trabalho enquanto merendeira. Está muito mais claro que o projeto vai além da construção da cisterna, mas se preocupa principalmente em valorizar e informar nós, que somos profissionais da merenda”, afirmou Charlene, merendeira na comunidade do Xavier, Vitória da Conquista-BA. Conheceram um pouco do Semiárido, as dificuldades do passado, as mudanças significativas do presente e aquilo que se pensa construir para o futuro. Discutiram sobre alimentação saudável e o processo de produção de alimentos sem o uso de veneno. E qual a importância da merendeira e agentes das comunidades na construção de uma educação contextualizada para convivência com o semiárido? “Se temos consciência de que a escola é da comunidade e do seu povo temos também essa responsabilidade de contribui em todo esse processo de educação a partir da nossa própria realidade. E esse momento aqui é de grande aprendizado e de informação pra cada um de nós”, respondeu seu Vivaldo, porteiro da escola Erasthóstenes do povoado de Iguá.

Com os/as professores/as, os resultados da Oficna não foram diferente. O processo de (des) construção do imaginário fortemente criado de um semiárido miserável possibilitou aos participantes o entendimento dessa região a partir de um outro olhar: REGIÃO DE SINGULARIDADES E DE RARA BELEZA, TENDO COMO O MAIOR DESTAQUE O SEU POVO E SUA RESISTÊNCIA E RESILIÊNCIA. Foram discussões belíssimas alicerçadas em teorias e práticas educacionais bem fundamentadas. Um rico processo de ensinagem (ensino-aprendizagem) onde todos/as nós saímos mais inteligentes, formados e informados, e consequentemente, menos alienados. Parabéns educadoras/es, merendeiras, porteiros, lideranças comunitárias, diretoras/es, coordenações pedagógicas de Anagé e Vitória da Conquista, juntos vocês realizaram um belíssimo trabalho!

E assim, demos mais um grande passo na caminhada do projeto aqui pelos lados de Vit. da Conquista e Anagé. GRHE e Iº módulo realizados com sucesso, em Vitória da Conquista já se iniciou o processo de construção e em Anagé as 05 cisternas já estão construídas.

Texto e imagens – equipe Cisternas nas Escolas – CEDASB

Projeto de ATER/CEDASB – Bahia Produtiva realiza Encontro Comunitário na comunidade do Timorante, em Nova Canaã-BA

Foi realizado no dia 24 de agosto 2017, o Iº Encontro Comunitário do Projeto de ATER Bahia Produtiva na sede da Associação de Moradores e Pequenos Produtores de Timorante. A atividade é parte das ações que serão desenvolvidas pelo CEDASB na comunidade e tem por objetivo reconhecer e dialogar com os beneficiários que serão acompanhados nesse primeiro ano de execução do Projeto.

A atividade contou com a presença da equipe técnica do CEDASB, dos beneficiários do Empreendimento de Economia Solidária e do assistente territorial do SETAF Médio Sudoeste, Daniel Piccoli, que destacou a importância dessas parcerias para o sucesso desse Projeto.

A comunidade foi beneficiada com a construção de galinheiros e outros itens que irão auxiliar na melhoria de renda dessas famílias. O papel do CEDASB, enquanto Instituição responsável pela execução de ATER dentro do Programa Bahia Produtiva, é promover o bem estar através da organização produtiva e associativa dessas famílias baseado nos princípios da agroecologia buscando a conservação dos recursos genéticos de animais (galos e galinhas) já existentes na propriedade dos agricultores (as).

Durante o Encontro Comunitário, os agricultores (as) puderam conhecer a equipe técnica do ATER, saber mais sobre a atuação do CEDASB e do programa Bahia Produtiva, seus financiadores e todos os parceiros envolvidos nesse projeto. No encontro foi feito um diagnóstico da comunidade e levantamento das demandas dos beneficiários além de um planejamento coletivo das primeiras atividades voltadas ao desenvolvimento e melhoramento da cadeia produtiva da avicultura.

A busca pela melhoria da renda das famílias e do fortalecimento de empreendimentos de economia solidária é meta fundamental do ATER Bahia Produtiva. Assim, a realização dessa atividade é um passo significativo para o início de outras ações na comunidade. Foram lançadas as primeiras sementes do Projeto e já se tem a expectativa de encontrar terras férteis e colher bons frutos.

O Projeto de ATER é uma ação do Programa Bahia Produtiva do Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR, empresa pública vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR. O Programa é resultado de um acordo de empréstimo firmado entre o Estado da Bahia e o Banco Mundial.

Texto/Imagens – Equipe ATER Bahia Produtiva