OOO 2016 | Cedasb

Um abençoado e Feliz 2017 ! ! !

O maior sentido de se celebrar o ano novo é poder renovar nossos pensamentos e atitudes para o ano que ora nasce, e pra nós de modo especial renovar nossas forças e o compromisso em favor de um semiárido justo e fraterno pra todas as mulheres e homens que nele vivem.

Desejamos hoje, já nas horas derradeiras de 2016, que com nossas boas atitudes, bons pensamentos e vontade de construir um mundo melhor pra todos/as, que 2017 seja de paz em meio aos conflitos, força em meio aos desânimos e vida plena frente às ações de morte. Que aqueles que deram suas vidas pela causa de nossa terra e de nossa gente, sejam sempre lembrados/as e se tornem inspiração para as lutas e desafios do próximo ano.

Com esse sentimento, o CEDASB deseja a todos os companheiros e companheiras de caminhada: agricultores/as, amigos e parceiros, comissões, lideranças comunitárias, entidades amigas, sócios/as, equipes técnicas e todas as pessoas que acompanham nosso trabalho pelo site e redes sociais, UM FELIZ E ABENÇOADO 2017 ! ! !

Boas Festas amigos/as! Que nosso ‘Jesus Sertanejo’ sempre nos abençoe e nos dê forças em nossas lutas de cada dia!

Abraço ‘minha gente,’ e até ano que vem ! ! !

CEDASB.

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

(Francisco de Assis)

Solidariedade: caminhos de esperança e alegria. Jaqueline estamos com você !

Prezados/as amigos/as.

O ano de 2016 foi desafiador para todos nós, mas estamos vencendo e, mesmo com as dificuldades, temos motivos e motivação para comemorar.

Dentre elas, uma motivação é a celebração da vida, representada na figura de Jesus Cristo, nosso senhor. E o dom da vida este ano tem um significado especial, diferenciado, para duas de nossas companheiras que trabalham no CEDASB: Thaiane e Jaqueline. Elas sofreram um acidente gravíssimo no mês de julho de 2016 e passaram dias hospitalizadas. Agradecemos a Deus e as equipes médicas que conseguiram preservar suas vidas.

As duas estão em estágios diferentes de recuperação. Thaiane está em casa na Barra do Choça e com recuperação gradativa, com possível necessidade de fazer uma cirurgia para ajudar nos movimentos da perna.

O caso de Jaqueline é especial e o motivo principal deste texto. Ela perdeu o movimento do braço esquerdo. A expectativa era que com o tempo pudesse recuperar naturalmente, mas infelizmente isso não aconteceu e a mesma vai precisar passar por uma cirurgia delicada agendada para início de janeiro de 2017. Contamos e pedimos a oração de todas e todos nesse momento especial pela total recuperação de nossa companheira.

Ao mesmo tempo, trazemos aqui uma situação que requer o apoio e a solidariedade tão rica e tão praticada em nosso meio. A cirurgia, somada ao valor da equipe médica e internação hospitalar ficará por volta de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Tanto o CEDASB, quanto a família de Jaqueline não tem condições de arcar sozinhos com este valor e não há cobertura nem pelo SUS nem pelo plano de saúde dela. Por isso, contamos com o apoio de todos/as lutadoras do povo, seja institucionalmente ou pessoalmente colaborando com o valor que tiver condições de fazer. Estamos assim, iniciando uma campanha de apoio a nossa companheira e contamos, mais uma vez, com a solidariedade de nossas organizações e militância.

Segue abaixo número da conta para depósito. Pedimos que quem for colaborar fazer o depósito identificado ou mandar uma foto do comprovante para controle interno.

Deus abençoe a todos/as ! ! !

 


DADOS DA CONTA:

BANCO DO BRASIL

Agência: 0188-0

Conta Corrente: 77.968-7

CEDASB C C D A S BAHIA


Jaqueline

Thaiane

Feliz Natal e um 2017 cheio de PAZ, AMOR E MUITAS REALIZAÇÕES

Ó Deus salve o oratório
Ó Deus salve o oratório
Onde Deus fez a morada
Oiá, meu Deus, onde Deus fez a morada, oiá
Onde mora o cálix bento
Onde mora o cálix bento
E a hóstia consagrada
Óiá, meu Deus, e a hóstia consagrada, oiá

De Jessé nasceu a vara
De Jessé nasceu a vara
E da vara nasceu a flor
Oiá, meu Deus, da vara nasceu a flor, oiá
E da flor nasceu Maria
E da flor nasceu Maria
De Maria o Salvador
Oiá, meu Deus, de Maria o Salvador, oiá

CARTA DO IX ENCONTRO NACIONAL DA ARTICULAÇÃO SEMIÁRIDO BRASILEIRO (ASA)

 

Mossoró, 21 a 25 de novembro de 2016

 Povos e territórios, construindo e transformando o Semiárido

 De um milhão de mortos a um milhão de cisternas

Há trinta anos, quando lutávamos para enterrar uma ditadura civil-militar e  reconstruir nossa democracia, no Semiárido um milhão de pessoas morriam em decorrência dos efeitos da seca e da total ausência do Estado. Centenas de milhares migravam de suas terras em tristes partidas para outras regiões. Tantos outras e outros vagavam sem perspectivas que não a morte. Tantas e tantos foram explorados nas indignas frentes de serviço. As políticas de combate à seca só geraram mais mortes, miséria, fome, sede, doenças, escassez, saques e mancharam o mapa do Brasil. Eram- nos apresentadas soluções humilhantes e que tiravam o que ainda nos restava de vida e dignidade.

 Aquela realidade ficou no passado. Vivemos hoje o quinto ano de uma estiagem  ainda mais severa e nenhum ser humano teve sua vida ceifada pelos efeitos da seca. Esta nova realidade resulta de políticas de convivência com o Semiárido, pautadas  nas estratégias e práticas construídas e desenvolvidas pelos muitos povos do Semiárido que se articulam na ASA. Agricultoras e agricultores, organizações e centros de pesquisa contribuíram para que estas práticas se tornassem políticas públicas, rompendo com esse ciclo de negação de direitos e de morte. Um milhão de cisternas, um milhão de famílias com acesso à água potável dão mais vida à paisagem do Semiárido. Construir a convivência com o Semiárido é romper com 500 anos de negação de direitos e com o jogo político que alimenta a indústria da seca.

Essa mudança de paradigma foi construída passo a passo pela incrível força organizativa e pela criatividade dos povos do Semiárido, e só foi possível porque se estabeleceu uma nova relação entre Estado e Sociedade, na qual a sociedade civil organizada teve vez e voz, participando, em parceria, da formulação, da execução e do controle de políticas públicas.

Anunciamos os Direitos Conquistados

 O Semiárido brasileiro hoje é reconhecido pela força, autonomia e capacidade organizativa do seu povo. Juntos, construímos o maior programa de captação e armazenamento de água da chuva do mundo, respondendo aos complexos desafios planetários das mudanças do clima e da escassez de água. A convivência com o Semiárido é o nosso jeito de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, de preservar a Caatinga e o Cerrado e de produzir de forma agroecológica. Articulamos  e executamos projetos e ações de armazenamento de água e forragem, resgate e conservação de sementes crioulas, fundos rotativos, organização e empoderamento de mulheres e jovens, democratização da comunicação, de auto-identidade e reconhecimento de povos indígenas e comunidades tradicionais, de educação contextualizada para convivência com o Semiárido, produção agroecológica e economia solidária. Passos iniciais, mas fundamentais, rumo à convivência com o Semiárido foram dados. Eles se materializam em conquistas que representam a autonomia de:

  • mais de 4 milhões de pessoas com acesso à água para consumo humano;
  • mais de 600.000 pessoas com acesso à água para a produção de alimentos;
  • mais de 3.500 escolas com cisternas que possibilitam a continuidade das aulas para mais de 175.000 estudantes;
  • mais de 1.000 Casas de Sementes estruturadas por mais de 20.000 famílias, dentre as quais temos centenas de guardiãs e guardiões que protegem a riqueza genética acumulada pelos povos da região.

As políticas de convivência com o Semiárido possibilitaram que avançássemos na conquista de uma vida digna, em contraposição às políticas de combate à seca, historicamente implementadas em nosso território, que geraram e reforçam múltiplas injustiças e desigualdades, concentrando terra, água, saber e poder.

Nossa caminhada tem possibilitado a troca de conhecimentos e ampliado a capacidade dos povos do Semiárido de promover seu bem estar e de construir estratégias para enfrentar seus problemas. Esses saberes acumulados servem de inspiração e fonte de aprendizados para outros povos e nações, tanto em relação ao acesso à água e à soberania e segurança alimentar quanto em relação à gestão de programas construídos em parceria com o Estado.

Sabemos o valor de cada direito conquistado e sabemos que ajudamos a construir um outro Semiárido, mas também sabemos que muito há para ser construído. Mais de

350.000 famílias ainda não têm sua cisterna de água para beber; mais de 800.000 famílias não têm cisterna para armazenar água para produção; muitas comunidades veem ameaçada sua capacidade de guardar suas sementes. Os desafios das mudanças do clima exigem maior atenção à captação de água de chuva também em áreas urbanas e soluções para o reuso de água. Muitas são as famílias que clamam por reforma agrária, muitos são os povos indígenas e comunidades quilombolas que  lutam pelo reconhecimento de seus direitos territoriais. Não assistimos às  nossas lutas, tampouco ouvimos nossos sotaques nos grandes meios de comunicação. O respeito à diversidade sexual e religiosa persiste como desafios que mal começamos a enfrentar.

Nossos sonhos e nossas lutas mudaram muito o Semiárido, mas queremos avançar. Não aceitamos retroceder! Semiárido Vivo, Nenhum Direito a Menos!

Denunciamos os Direitos Ameaçados

 Enfrentamos, no momento presente, duros golpes contra nossas conquistas e nosso futuro. A lógica perversa de deixar de investir na garantia de direitos sociais para alimentar a ciranda financeira dos ricos está sendo implementada de forma avassaladora. Profundos cortes orçamentários vêm sendo feitos nos programas sociais, inviabilizando políticas de apoio à agricultura familiar, a povos e comunidades tradicionais, a garantia de segurança alimentar e nutricional. Esta estratégia política de ação se manifesta de forma assustadora na proposta de emenda constitucional que visa congelar os investimentos sociais nos próximos vinte anos.

A extinção de ministérios e secretarias voltados ao desenvolvimento agrário, aos direitos humanos, à igualdade racial e às políticas para mulheres exemplificam o retrocesso político e social que estamos vivendo e que não são as únicas perdas. Os cortes e/ou enxugamento de programas públicos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o “Minha Casa, Minha Vida” e o cancelamento da contratação da assistência técnica rural comprovam a diminuição da importância da agricultura familiar e camponesa para os atuais governantes. O Projeto de Lei Orçamentária para o ano de 2017 reduz 630 milhões de reais do investimento nas políticas publicas que atendem à agricultura familiar e camponesa, aos povos e comunidades tradicionais, à reforma agrária e ao acesso à água. Essa é a mensagem clara do atual governo para nosso campo, para nosso povo e para nossa gente.

A outra face do retrocesso que enfrentamos é o aprofundamento da ofensiva de criminalização contra os movimentos e organizações sociais e suas lideranças, que nos remete aos sombrios tempos da ditadura. Há um endurecimento da violência e da repressão contra os setores organizados da população em luta por seus direitos e que estão sofrendo os efeitos diretos dessa mudança de comportamento institucional, expresso nas forças policiais e jurídicas, com apoio do poder executivo e de setores do poder legislativo. Coerções, grampos, prisões, constrangimentos, despejos, táticas de força e arbítrio, que se agravam a cada dia.

É importante destacar que este foi, também, um golpe midiático, possibilitado pelo monopólio das concessões de rádio e TV do país. Assim, é impossível pensarmos  uma nação justa sem democratizarmos a comunicação. É preciso uma revisão ampla dos contratos e concessões e o estímulo de processos comunitários e populares de comunicação.

Neste momento em que temos um projeto de Estado submisso aos interesses do capital financeiro, das grandes corporações e do agro-hidronegócio que avança no Brasil, se impõe mais do que nunca a necessidade de fortalecermos nossa união,  nossa organização e nossa capacidade de resistência e de luta. É necessário somar forças aos movimentos e articulações companheiras no Brasil e no mundo e criar espaços de convergência para fortalecer as pautas comuns. Somos desafiados a  ocupar espaços para garantir a continuidade de nosso projeto de convivência com o Semiárido, contribuindo, assim, com um projeto de Nação soberana e, de fato, democrática.

SOMOS POVO DO SEMIÁRIDO QUE RESISTE E CONSTRÓI A CONVIVÊNCIA

 Construção de Forças e Convergências para a Luta

 A convivência com o Semiárido nos ensinou a força da resistência e da resiliência, nos ensinou que nossos sonhos e nossas lutas mudam o mundo. Somos muitas e muitos e contamos, ao longo de nossa história, com o fundamental apoio de agências de cooperação, governos e instituições públicas e privadas. Nossa diversidade nos fortalece e somos  desafiadas  e desafiados a criar convergências  que   potencializem nossas forças na afirmação da democracia e dos direitos. Somos desafiadas e desafiados a inovar e ampliar nossa capacidade de lutar. É imperativo que fortaleçamos nossas raízes, em cada comunidade, defendendo nossos territórios, nossos direitos, nossas políticas, nossas conquistas.

Somos herdeiras e herdeiros das lutas de Canudos, do Quilombo dos Palmares, de Caldeirão, de Pau de Colher. Somos herdeiras e herdeiros de Ibiapina, de Margarida Alves, do Conselheiro, de Pe. Cícero, do Beato Zé Lourenço, de Nísia Floresta, de Zumbi e Dandara de Palmares, de Josué de Castro. Somos o povo do Semiárido e em nossos territórios resistimos e lutamos, transformando desafios em conquistas!

Pela manutenção das políticas de convivência com o Semiárido

 Repudiamos as novas formas de dominação, inspiradas na velha prática do coronelismo sertanejo, que tem o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) como símbolo e que excluem as populações e fortalecem a política do combate à seca.

Exigimos a continuidade de investimentos em programas e políticas, como o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), Sementes do Semiárido, Cisternas nas Escolas, PAA, PNAE, Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Seguro Safra, Pronaf, Aposentadoria Rural, que possibilitaram a saída do Brasil do Mapa da Fome e, sobretudo, garantiram uma vida digna as mais de 23 milhões de pessoas que hoje vivem no Semiárido.

Assumimos a luta pela Reforma Agrária junto a diversos movimentos e organizações populares, na perspectiva da democratização dos territórios (onde povos são encurralados pelo monopólio da terra por fazendeiros e grupos ligados ao agro- hidronegócio) e na perspectiva de acesso pleno à terra de tamanho adequado às realidades Semiáridas.

Cobramos que o atual governo honre os contratos pré-estabelecidos, a exemplo daqueles firmados com a ASA para a execução do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido, no qual ainda são devidos recursos na ordem de R$ 70 milhões.

Para avançarmos na construção de um Semiárido Vivo e de uma sociedade mais justa e igualitária

 Assumimos o fortalecimento da luta em defesa da democratização da comunicação junto a outras redes e fóruns, além de fazermos incidência política sobre o tema, especialmente no que se refere à regulamentação da mídia. Também queremos avançar na formação das comunicadoras e comunicadores populares nos territórios  do Semiárido e no apoio aos meios de comunicação populares.

Assumimos priorizar a participação das juventudes com suas pautas, debates e anseios nos fóruns microrregionais, estaduais e nacional, contribuindo com a unificação das lutas no campo e na cidade pela garantia de direitos. Damos todo  nosso apoio àqueles e àquelas que estão, nesse momento, ocupando escolas e Universidades em repúdio à “PEC da Morte”.

Assumimos a luta por escolas no campo, que valorizem os saberes do campo e que garantam a interação com a comunidade onde se encontram.  Colocamo-nos contrários ao processo criminoso de fechamento das escolas, da reforma do ensino e de uma pretensa escola sem partido. A favor de uma Educação Pública e de qualidade, lutaremos pelas condições adequadas e necessárias para que professoras e estudantes possam vivenciar um processo educativo adequado às necessidades e potencialidades da região, em especial com acesso à água para consumo humano, não interrompendo o ano letivo em períodos de estiagem prolongada.

Assumimos o compromisso com o fortalecimento da auto-organização das mulheres do campo, entendendo que o empoderamento das mulheres só é possível através da criação de espaços formativos, grupos e organização da luta feminista. Afirmamos a necessidade urgente da ASA em assumir como política a equidade de gênero dentro das instâncias e espaços organizativos e decisórios da rede. Não existe convivência com o Semiárido sem o enfrentamento da cultura do estupro e da violência contra as mulheres nas suas várias dimensões, abrangendo a violência física, violência psicológica, violência patrimonial. É preciso incidir politicamente para a ampliação da Lei Maria da Penha para o campo. Vamos lutar pela desconstrução da cultura do machismo e afirmar os princípios feministas, fortalecendo ações dos movimentos de mulheres e a Marcha das Margaridas e das Mulheres Negras. Sem feminismo não há convivência com o Semiárido!

Seguimos unidos na luta por um modelo de desenvolvimento que fortaleça uma  nação soberana e democrática e reafirmamos nosso compromisso com a soberania dos povos.

É NO SEMIÁRIDO QUE A VIDA PULSA, É NO SEMIÁRIDO QUE O POVO RESISTE!!!!

Acontece em Vit. da Conquista o Encontro da bacia do Rio Pardo e seus afluentes

Desde ontem (30) acontece no espaço do Vocacionário em Vitória da Conquista-BA, o encontro da bacia do Rio Pardo e seus afluentes, com o tema: “Os (des) caminhos do
Rio Pardo e seus afluentes: águas de Ontem e de Hoje”. Reunindo diversas lideranças de movimentos sociais, representações de comunidades e dos diversos municípios (BA e MG) por onde o rio e seus afluentes passam.

Pela manhã de ontem houve um resgate histórico das lutas dos movimentos sociais pela vida do rio e seus objetivos. Posteriormente foi apresentado um painel político, tratando da realidade política ambiental nacional e o contexto hídrico e socioeconômico da bacia do rio pardo. Apresentaram o painel: Centro de Agricultura Alternativa (CAA/MG), o Centro de Estudos e Ação Social Nacional, (CEAS) e o Instituto Federal Baiano (IFBA).

 À tarde foram apresentados o projeto de segurança hídrica do território sudoeste (Rio Catolé), abordando o papel do Ministério Público no que se refere à questão ambiental e o comitê gestor da bacia hidrográfica. Facilitado pela Drª. Karina Gomes Cherubini, promotora de justiça regional de meio ambiente Vitoria da Conquista.  logo após depois aconteceu a apresentação dos problemas e experiências ambientais nas bacias dos afluentes do rio pardo: rio Jundiá, Córrego do Nado, rio verruga, São Pedro, Bonito em Maiquinique, Água Fria em Barra Nova, Tapera em Vila do Café e o rio Catolé em Itapetinga. Na parte da noite, o CEAS lançou uma cartilha informativa seguida de apresentações culturais com uma confraternização entre os participantes do encontro.

Hoje (01), o encontro continua com o desenvolvimento de importantes ações, tendo em vista, a tomada de importantes encaminhamentos e propostas a serem trabalhadas e gestadas nas diversas regiões onde o Rio Pardo e seus afluentes passam.

Texto e imagens – Comunicação CEDASB

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As Sementes como Resgate da Identidade – Inauguração da Casa de Sementes Crioulas da Comunidade de Água Doce

Quando começamos a descer a serra da Água Doce logo de longe avistamos uma fumaça, era um sinal de que ali ia ter uma festa, lembrávamos que estávamos no mês de Novembro, mês que é intitulado de Novembro Negro, mês da Consciência Negra.

A festa de fato ia acontecer. Os protagonistas…

Era fato ser um local muito longe, um local escondido, um local muito difícil de se chegar, por uma questão estratégica de localidade. Assim são os quilombos que lá nos recantos desse imenso Brasil nasceram com muita luta, resistência e suas formas de celebrar a vida.

Era uma estratégia dos escravizados que fugiam para os recantos, em áreas de difícil acesso para não serem achados pelos os senhores de escravos e os capitães do mato. O Quilombo fica sempre distante e é um lugar que nos remete a luta, a resistência, alegria e convivência…

Ao chegar à comunidade de quilombo de Água Doce, o cenário era poético, um cenário que nos remetia a nossa ancestralidade, a identidade do nosso povo que fugido vieram parar ali. Era um grito que ainda ecoava no ar, um grito que ainda resistia. Um grito que muitas vezes era um misto de alegria e dor.

Existia um olhar de alegria na face envelhecida da senhora, que permanecendo lá no canto encostada a uma parede, parecia rezar no seu silencio observador. SABEDORIA. Uma sabedoria das mulheres, as descobridoras das sementes.

Era uma alegria no canto da batida do pandeiro de seu Nicanor que cantando fez o canto entoar, e não era mais a tristeza do passado, era a alegria de uma liberdade, uma liberdade que hoje é cantada e ouvida.

Vimos em cada batida, o santo, a crença, a cultura, a dança e nós lá no meio, era o Coco, o Samba de Roda, a Ciranda, o Reisado… E de repente a poesia da jovem quilombola Carolina de Jesus invadiu a sala e sua voz declamando era um acalanto suavizando, misturando as batucadas do tambor.

Ela dizia assim:

“Quilombos um conjunto de aldeias onde os escravos iam esconder, Palmares era o mais famoso, homens negros querendo vencer e os brancos tentando destruir um povo que queria crescer”…

Nessa mística de encanto e canto que foi inaugurado mais uma casa de sementes no dia 26 Sábado, a Casa de Sementes Quilombola Pereira, uma realização do projeto Sementes do Semiárido, executado pelo o Cedasb e ASA.

Texto e imagens – Comunicação CEDASB

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Encontro sobre a bacia do Rio Pardo – Os (des) caminhos do Rio Pardo e seus afluentes: águas de ontem e de hoje

Este encontro, que acontecerá no dia 30 Novembro e 1º de Dezembro 2016 discutirá os problemas ambientais relacionados à produção, qualidade e sustentabilidade da água consumida nas cidades do sudoeste baiano que dependem do Rio Pardo e seus afluentes.

Clique e confira o vídeo de apresentação

 

Palestra – Agricultura Sintrópica na Caatinga

Já faz parte da caminhada do CEDASB a realização ou participação nos diversos espaços de formação continuada no que se refere à Convivência com o Semiárido. O CETEP-UESB promoveu uma palestra sobre Agricultura Sintrópica na Caatinga para estudantes e pesquisadores, tendo como facilitador o Professor Nelson, que é representante da Petrobras e agricultor experimentador.
Na oportunidade, membros da equipe técnica do CEDASB, juntamente com outros estudantes e pesquisadores da área da agroecologia participaram da palestra sobre Agricultura Sintrópica na Caatinga. E assim, puderam agregar informações afins e ampliar os conhecimentos sobre esses conceitos e experiências trazidas pelo professor Nelson.
CONFIRAM ALGUNS DOS MELHORES MOMENTOS DA PALESTRA…

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