OOO agosto | 2016 | Cedasb

Comunicar Quando??? JÁ ! ! ! CEDASB participa do Encontro Nacional de Comunicação Popular

Aconteceu em Jaboatão dos Guararapes-PE, nos dias 25 e 26 de Agosto, o Encontro Nacional de Comunicação Popular realizado pela AsaCom/ASA Brasil. O evento contou com a participação de comunicadoras e comunicadores populares que compõe à Rede ASA, dos diversos estados do nordeste e norte de minas gerais. O CEDASB, juntamente com outras representações do MOC, ARCAS e ASAMIL representaram o estado da Bahia no evento.

No principiar do encontro, todas as representações presentes, ao ritmo de um baião de acolhida foram convidadas a se apresentarem a e a dizerem qual (is) a (s) “bandeira(s) de luta” que trouxeram dos diversos estados ali representados, como motivação e atitude de fortalecimento da rede de comunicação. Pela agroecologia, pelo direito das mulheres, educação contextualizada para convivência com o Semiárido, pelas sementes da fartura e da paixão, juventude e pelos direitos das comunidades tradicionais, pela democratização e direito à comunicação, pelo acesso à terra e à água de qualidade (beber e produzir), pelo “Semiárido Vivo, Nenhum Direito a Menos”, pelo combate permanente ao uso de agrotóxicos e pelos direitos LGBTs, contra o Golpe e pela democracia; foram algumas das principais bandeiras de lutas “gritadas” e postas ao centro do ambiente e das discussões que nortearam todo o encontro.

No primeiro dia de encontro (25), aconteceram três importantes momentos de reflexões, debates, discussão em grupo, construção e reconstrução de conhecimento, no que se refere à comunicação popular e pelo direito à comunicação. Reflexões e debates que abordaram a comunicação como estratégia de luta, a partir dos relatos de experiências exitosas de comunicação popular, como o Brasil de Fato e o Coletivo de Comunicação Terral. Com a exibição do vídeo “O Semiárido contado por sua gente”, promoveu-se um debate interativo e mostrou a importância de se inserir nas diversas atividades das ASAs estaduais, temáticas e ações diretas que promovam a comunicação popular e comunitária. Como afirmou Elka, comunicadora popular AsaCom:

“A comunicação popular em nossas ASAs estaduais deve ser parte integrante e fundamental em todo processo de convivência. O/a comunicador/a deve se sentir e precisa ser percebido como agente que é parte da roda de discussões e debates, pautando a comunicação como elemento necessário e fortalecendo/reavivando a comunicação como direito”.

Ainda no primeiro dia foram divididos grupos de debates que discutiram e socializaram coletivamente, as principais atividades e experiências que promovem a comunicação popular nas ASAs dos estados. Assim como, foi feito um levantamento das principais dificuldades encontradas pelos/as comunicadores/as, frente às diversas realidades das entidades ligadas à rede ASA. Tendo em vista, construir e elaborar coletivamente ações que promovam na prática, o processo de disseminação do direito à comunicação na amplitude das comunidades do Semiárido.

No segundo dia de encontro (26), a partir do relato da experiência do último Enconasa realizado em Januária – MG, as atividades se direcionaram para apresentação de como estão os preparativos para o IXº Enconasa, do lançamento de sua marca oficial e alguns encaminhamentos práticos, no que se refere ao processo de comunicação do evento, que acontecerá em Novembro desse ano em Mossoró-RN. Com a mística de encerramento, as representações de cada estado, ao som do baião “O Enconasa Potiguar” foram convidados e motivados à retornarem aos estados e comunidades de trabalho, com a alegria do encontro realizado e na grande expectativa do IX Enconasa: “Povos e Territórios – resistindo e transformando o Semiárido” em terras potiguar.

O ENCONSA POTIGUAR

O Enconasa vem chegando e eu tou vendo

De resistência e convivência vai falar

A rede ASA vai fazendo o movimento

Pro Semiárido a vida melhorar!

Tu vens, tu vens,

O Enconsa potiguar!

Tu vens tu vens,

Pode vir pode chegar!

Mossoró e regiões se preparando

Pra receber gente de todo lugar

A luta, a força e a esperança semeando

Pro semiárido a vida melhorar!

Acesse o link e saiba mais sobre o que é o ENCONASA:

 http://www.asabrasil.org.br/enconasa/o-que-e-o-enconasa

Texto e Imagens: Comunicação CEDASB

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CASA DE SEMENTES COMO CASA DA DIVERSIDADE, QUE ACOLHE A TODAS E TODOS

O PROJETO SEMENTES DO SEMIÁRIDO, CEDASB/ASA inaugura mais uma casa de sementes na região de Maracás Sudoeste Baiano, na comunidade de Gavião, terça 23 de Agosto.

A Casa de sementes recebeu o nome MARIA DE LURDES NOVAIS. O nome é por causa da mãe de dona Madalena, guardiã da casa de sementes. A homenagem da comunidade é reconhecida pelo histórico de dona Maria na comunidade, na labuta da roça dona Maria pegou um tempo muito difícil, onde era bem comum as mulheres saírem retiradas de léguas em busca de água para beber, molhar as plantações e dá de beber os bichos. “Minha mãe saía léguas com a lata na cabeça pra pegar água na cacimba”, disse dona Madalena.

Para a mística a comunidade cantou e refletiu sobre três elementos ÁGUA, TERRA e as SEMENTES, elementos fundamentais para a convivência com o semiárido e princípio da vida. A TERRA está concentrada nas mãos de poucos, enquanto muitos querem para plantar e não a tem, muito sangue derramado na luta pela terra, pouca reforma agrária e o povo ainda continua andante em busca da tão sonhada terra prometida. Já a ÁGUA, simboliza o quanto passamos, nos últimos tempos, por uma das maiores crises hídricas. Crise da qual só o agronegócio é responsável por 60% do consumo no país, de acordo com dados. Com isso, refletimos sobre uma crise que afeta diretamente as populações e comunidades. As SEMENTES por sua vez representam a ameaça das empresas com as sementes transgênicas; uma ameaça à soberania das comunidades, ameaça às sementes crioulas que os povos têm como patrimônio, riqueza cultural, resistência e soberania alimentar. As casas de sementes são então, uma forma de resistir nesse patrimônio que é prioritariamente das comunidades e do povo.

Quem também esteve presente na inauguração da Casa de sementes MARIA DE LURDES NOVAIS foi Nívea Silva do BAHIATER, membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maracás e Iala Serra Queiroz, do Instituto Sócio Ambiental CUIDARE, que representou a secretaria de agricultura de Maracás. Iala destacou a importância da casa de sementes como espaço das/os guardiãs/ões se relacionarem de forma mais harmoniosa com as questões ambientais e convivência com o semiárido, e completou dizendo que, “a secretaria tá de portas abertas para as agricultoras e agricultores, guardiãs e guardiões que estão dentro deste processo de luta agroecológica e das sementes crioulas”.

Chegado o momento de abrir a casa, as bênçãos do povo da comunidade, as cantorias e os versos de agradecimento deram um sabor bem típico e cultural à abertura da casa de sementes. Lá todos puderam de forma alegre e festejante louvar a vida das/os guardiãs/ões da casa de sementes. CASA DE SEMENTES COMO CASA DA DIVERSIDADE QUE ACOLHE A TODAS E TODOS.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB

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Projeto de Lei de Convivência com o Semiárido é aprovado pela Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira (23), o Projeto de Lei que institui a Política e o Sistema Estadual de Convivência com o Semiárido, que vai trazer avanços significativos em diversas áreas, permitindo às pessoas desta região conviver de uma forma mais digna com os períodos de estiagem no estado.

Para atingir os objetivos, as ações serão adotadas de forma transversal, integrando diversas áreas de governo na busca conjunta por soluções das necessidades do semiárido baiano, que ocupa 70% do território do estado.

Segundo o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, as ações integradas são o grande diferencial da lei e vão permitir obter avanços. “O que o Plano traz de maior beneficio é a sistematização de uma política de transversalidade, levando em conta vários aspectos, e não se prendendo a uma situação ou outra a ser resolvida. Isso é muito importante porque, ao fazer isso, você tem condições de dar um tratamento sistêmico a vários problemas ao mesmo tempo”.

Com a aprovação do Projeto de Lei, a aplicação de recursos será priorizada para o semiárido, buscando garantir acesso à água e à terra, desenvolvimento econômico da região, através da assistência técnica e organização das cadeias produtivas.

A nova lei visa ainda criar e incrementar linhas de financiamento e ações de apoio para implantação de cooperativas e associações, além de adequar tecnologias de acesso à água para consumo humano, animal e produção apropriados à região semiárida.

Para contribuir para o desenvolvimento econômico do estado, a lei propõe estimular a geração de energia eólica, solar e por meio de biomassa. Na política de acesso à terra, o objetivo é fazer um planejamento agrário, compatibilizando o uso e ocupação da terra e da água com o regime climático, condições do solo e biodiversidade. Será ainda fomentado o desenvolvimento de pesquisas, tecnologias, práticas e inovações.

Fonte/informação: Casa Civil-BA          Imagens: Cedasb Comunicação

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Dona Chica, Agricultora da comunidade Mumbuca, Encruzilhada BA

“Oh dona (o) da casa eu ouvi sua voz…”

“Oh dona (o) da casa eu ouvi sua voz…” Assim o CEDASB começou o Projeto Sementes do Semiárido com essa cantiga do Terno de Reis no município de Belo Campo/ BA. E como o princípio era OUVIR, todos os que estavam presentes escutaram as vozes das agricultoras e agricultores do semiárido, dos parceiros e parceiras, da equipe técnica e dos monitores que realizaram as capacitações.

Ouvindo suas histórias, crenças, sentimentos, prosas, versos, experiências com foco no resgate das sementes CRIOULAS, da paixão, do amor e, principalmente, ouvindo sobre o resgate do sentimento da PERTENÇA, agricultoras e agricultores deixaram transparecer antes, durante e depois das capacitações que “A semente crioula pertence a nós agricultores”; “A semente Crioula faz parte da história da minha família”; “A semente Crioula é NOSSA”; “Eu não posso deixar essa semente desaparecer”.

Sensações como as descritas acima foram, inclusive, sentidas pela equipe técnica e, deste modo, Camila, Liomar, Helena Paula, Marcos, Ricardo e Terêncio também puderam, ampliar, multiplicar e dividir saberes com a comunidade.

Em contrapartida, os sentimentos de repúdio pelas sementes transgênicas e híbridas, dos seus malefícios e ameaças à vida de cada um de nós foram mencionados. A abordagem deste assunto serviu para que os resgates aos mutirões, organização, troca de saberes entre todos da comunidade ressurgissem com mais força.

O CEDASB finaliza o trabalho do Projeto Sementes do Semiárido com suas metas compridas. Ao longo de sua execução, foram realizadas capacitações, intercâmbios, 24 construções e 12 apoios a Casas/Bancos, distribuídos em 12 municípios. Contamos com a colaboração de todos: agricultores, monitores e de todos da Família CEDASB, desde as coordenações, a comunicação e as equipes dos diversos projetos executados pela instituição. Todos abraçaram o “Sementes”.

Logo, é importante ressaltar que o Projeto Sementes do Semiárido não se encerra. Mesmo agora, neste momento de incertezas, de incoerências políticas, sabemos que o resgate das sementes crioulas, veio para fortalecer e demonstrar que a Convivência com o Semiárido é construída com olhar nas suas particularidades e não “combatida” como largamente foi e vem sendo defendida pelo DNOCS.

Assim, mesmo lacrimejando é com a certeza de que nada será como antes, que será melhor,  é que deixamos nosso abraço de agradecimento a todos que caminharam conosco e que permanecerão na defesa das Sementes da Vida.
Semear sempre, temer jamais!

Por: Helena Paula Moraes

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Encontro Territorial do Projeto Cisterna nas Escolas

O que são 52 mil litros de água numa cisterna da escola? Água de boa qualidade, que vai servir para a merenda e também para beber. Mas será que é só isso? Não!

Os 52 mil litros de água numa cisterna da Escola são para garantir o pleno funcionamento do espaço de aprendizagem e para possibilitar um bom debate sobre educação do campo. Educação esta que deve ser contextualizada a fim de garantir aos educandos não somente o conhecimento pragmático, mas também a valorização e ressignificação de sua cultura, seus costumes. Além disso, a conversa sobre educação rural tenciona mexer numa ferida antiga, a grade curricular que, organizada de modo generalizado, nem sempre leva em consideração as intemperanças climáticas de cada região e as tradições locais.

Foi por esses motivos que em 11 de agosto, aconteceu em Vitória da Conquista/ BA, o Encontro Territorial do Projeto Cisternas nas Escolas, organizado pelo CEDASB e que contou com a participação de Olga Gotardo, aluna em Educação do Campo pela UFRB, da banda Remela de Gato e de professores, pedagogos, secretários de educação e demais profissionais ligados à área educacional dos municípios de Vitória da Conquista, Anagé, Belo Campo e Tremedal.

Ariosvaldo, tesoureiro do CEDASB e professor do campo na rede municipal de Anagé falou da importância desses espaços de discussão “é em ambiente como esses que, em conjunto, podemos discutir sobre a melhoria da educação no campo e mais ainda, podemos agir para a melhoria dessa educação. O primeiro passo é pensar no melhor modo de adequar os conteúdos e os dias letivos à realidade de quem mora no zona rural”. Quem também reforçou os argumentos do professor Ariosvaldo foi Olga Gotardo, aluna de Licenciatura em Educação do Campo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB, em Amargosa na Bahia; ela foi categórica ao afirmar que “eu sou uma dos que o êxodo rural não expulsou”. Relembrando sua trajetória até aquele momento, Olga questionou sobre empoderamento dos povos camponeses e o que isso significa em termos políticos, econômicos e sociais. Além disso, fez uma ressalva interessante “Se a gente sai do campo para estudar não é porque viver no campo seja ruim. Na verdade, a maioria das pessoas que vivem na zona rural e saem para estudar tem o objetivo de poder voltar e trazer esses conhecimentos para o benefício da comunidade. Ou seja, se eu escolho ser educadora, posso ser uma educadora em minha comunidade. Se sou médica, também posso clinicar na minha comunidade e assim por diante. É preconceito as pessoas afirmarem que viver no campo só para quem é agricultor. Um filho de agricultores pode ser o que quiser e ainda cuidar da sua terra, sem, contudo, precisar sair dela”. E o início de tudo isso começa na escola, espaço de reflexão.

O Projeto Cisternas nas Escolas que no CEDASB teve sua primeira ação em 2010 atendeu municípios como Vitória da Conquista, Planalto e Caetanos. Na sua segunda fase, em 2015, o projeto em apenas um ano de execução construiu 84 cisternas nas escolas, distribuídas nos municípios de Tremedal, Anagé, Belo Campo, Caetanos e Vitória da Conquista. Somado a isso, o Projeto promoveu capacitações em GRHE para  84 merendeiras e 125 professores do campo. Dado esse avanço, espera-se que, com o contrato de número 041/2016, com previsão para seis meses, que o Projeto Cisterna nas Escolas atue em 44 escolas da zona rural.

Por: Equipe de Comunicação CEDASB.

 

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Comunidade de Bom Sucesso/Anagé-BA: Mais uma Casa Crioula de Sementes da Resistência foi inaugurada

Na última quarta feira (10), na comunidade de Bom Sucesso (Anagé-BA) a Casa de Sementes Crioulas Manoel Rodrigues, nome escolhido pela comunidade, foi inaugurada com muita festa, devoção e alegria.  O acontecimento foi mais ou menos assim:

 

Já no principiar do dia,

O povo logo se ajuntou.

Foi festa na Comunidade de Bom Sucesso

Dia de alegria, gratidão e amor.

 

O motivo dessa festança,

Nem é preciso aprofundar.

Foi a inauguração da Casa de Sementes

celebração que marcou a história daquele lugar.

 

Foi festa de inauguração,

A vizinhança logo se achegou.

Escolheram celebrar uma Missa

Como sinal de bênção e louvor!

 

No beiral da Casa de Sementes,

O povo levantou um barracão.

Foi o local de rezar a Santa Missa

Em agradecimento e louvação

 

Debaixo do barracão coube todo mundo,

O povo da comunidade local

E toda a turma da vizinhança.

Agricultoras e agricultores reunidos,

Destacando a marcante presença das crianças.

 

Antes da Missa começar,

O povo lembrou as suas lutas e romarias.

Entoaram músicas de luta e caminhada,

Relembrando os tempos de dores e alegrias.

 

Teve gente falando da Semente Crioula

Reafirmando sua importância.

Convivência com o Semiárido,

Foi proza de distância.

Falaram de organização comunitária,

Em todas as instâncias.

 

Nas horas de Deus amém,

A Missa começou!

Leu-se o Evangelho do Semeador,

E o padre logo explicou:

“Que todos devemos ser ‘solos férteis’,

Terra boa onde possa trabalhar, Deus, nosso Divino Agricultor!”

 

Na hora do ofertório,

Formou-se uma procissão.

Homens e mulheres trazendo suas sementes,

Ofertaram ao altar como gesto de doação.

 

Trouxeram sementes variadas,

As “Sementes da Paixão”, ou como queiram chamar.

Ao som de uma música ritmada,

Embalavam as Sementes originárias daquele lugar.

 

Na parte derradeira da Missa,

De novo, o povo seguiu em procissão.

Agora rumo à nova Casa de Sementes,

Caminhando pra sua oficial inauguração.

 

O padre puxou um bendito de bênção,

E a água, princípio da vida abençoou

Cantando uma toada de alegria,

À nova Casa de Sementes o povo adentrou.

 

Num teve muito arrodeio,

E o povo foi logo dizendo:

“Essa é Casa de Sementes Crioula,

Ideia que outra foi plantada, e agora estamos colhendo”.

 

Essa Casa é sinal de bênção divina,

Pra toda nossa comunidade.

É símbolo de resistência,

É sinal de caridade!

É lugar da partilha,

Que fortalece nossa raiz e mostra nossa identidade!

 

Já concluindo toda a festança,

Foi feito o teste de trangenia.

Era preciso confirmar a pureza das sementes,

E as escolhidas foram as sementes de milho de dona Maria.

 

O resultado não demorou a aparecer,

O riscado no papel ficou bem transparente.

Confirmaram que as sementes de dona Maria,

de fato eram “Sementes da Gente”

 

A Casa de Sementes não é só estrutural

É cultura, alegria e tradição.

É coisa de comunidade unida

É festa, resistência e transformação.

 

É resgate de história é bendito de louvação,

É grito pela vida, SEM TEMER jamais!

É mão-contrária às sementes envenenadas,

Mulheres e homens unidos,

peregrinos de uma mesma estrada.

 

“A casa de sementes foi feita em mutirão,

o ‘barro’ veio da lagoa e a água do ribeirão”.

Cantou o Padre Vasco com muita veneração,

Verso que deu rima e encerrou a celebração.

 

Encerro também por aqui, o meu falatório

Nossa gratidão à comunidade local

E “ó Deus salve o oratório”!

Viva a comunidade do Bom Sucesso,

Viva nosso Sertão e seus principais “atores”!

Salve, salve o Cedasb e toda sua equipe,

E um viva de coração ‘pras’ nossas lavradoras e lavradores!

 

Texto/versos: Heber (Comunicador Cedasb)         Imagens: Comunicação Cedasb

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CASA DE SEMENTES É CASA DE EDUCAÇÃO. SEMENTES COMO INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

“Hoje é a primeira vez que eu aqui vim vadiar, hoje é a primeira vez que eu aqui vim vadiar, para o ano se Deus quiser eu aqui há de tornar, para o ano se Deus quiser eu aqui há de tornar. Ô dono da casa eu ouvi a sua voz, ô dono da casa eu ouvi a sua voz, nessa casa tem goteira ela vai pingar em nós, nessa casa tem goteira ela vai pingar em nós. Ô dona da casa eu ouvi a sua voz, ô dona da casa eu ouvi a sua voz, dar um pulo na cozinha vai fazer café pra nós, dar um pulo na cozinha vai fazer café pra nós”. (canto de reisado – Letra: Gudinho, da comunidade de bela vista).

No dia 05/08, Sexta Feira, foi inaugurada mais (02) duas casas de sementes do projeto SEMENTES DO SEMIÁRIDO, gestado pelo Cedasb/Asa na comunidade Roçado Grande na região Poções/BA e na comunidade de Jatobá região de Belo Campo/BA.

Casa de sementes é uma festa, a cultura local de cada lugar ou comunidade sendo resgatada. Os versos sendo jogados na roda, as guardiãs os guardiões entoando as chulas, as cantorias e brincadeiras de roda e cirandas.

Logo pela manhã na comunidade de Roçado Grande, região de poções/BA, a inauguração se deu com uma celebração voltada à reflexão do Evangelho da vida e às sementes. Vendo as sementes como o princípio de todas as coisas, a fé da comunidade inspirou no nome que também é do Padroeiro da comunidade, sendo então chamada de casa de sementes CORAÇÃO DE JESUS. Em seguida, animadores e coordenação do projeto colocaram seus anseios em relação ao futuro junto às politicas de convivência com o semiárido, o que conquistamos e o que está em jogo com o governo interino. Renato, coordenador do P1+2, em sua fala destacou as conquistas que o semiárido vivenciou nos últimos 15 anos, e o quanto agora vivemos sobre forte ameaça de regressão de direitos. Ele ainda acrescentou “o povo do campo e do semiárido levou um golpe, golpe nas politicas públicas que conquistamos”.

No cair da noite a batida do tambor e do pandeiro se deu na comunidade de Jatobá, Belo Campo/BA, na inauguração da casa de sementes CRIOULAS-JATOBÁ. Lá ouve uma janta comunitária de agradecimentos a todos e todas os/as guardiões e guardiãs das sementes que contribuíram para a construção da casa. Em seguida, partimos em romaria na direção a casa, num momento místico cantando os cantos da nossa gente, dos lutadores e das lutadoras do nosso semiárido. No local Helena Paula, coordenadora do projeto, agradeceu a todos e todas pelo momento lindo e se emocionou com a determinação do povo da comunidade “vocês são merecedores por tudo que ofereceram pra nós aqui hoje, suas alegrias seus cantos e tudo o que de belo têm. Sabemos que nosso futuro é incerto, mas, a casa de sementes é uma conquista de vocês e todos juntos devem zelar por ela e acolher a todos e todas da região, pois ela é também uma casa que acolhimento”, Completou Helena Paula.

Em meio à discussão sobre as sementes crioulas, biodiversidade e as sementes da vida, o seu Osmar, um dos guardiões das sementes na comunidade, para não perder a alegria, disse assim; “já que as sementes crioulas produzem sempre, eu quero me casar com uma mulher crioula” (risos).

Muitas foram as casas de sementes inauguradas na região Sudoeste da Bahia, mas, cada uma teve uma característica própria em sua forma de inaugurar, algumas com uma pitada ligando fé e vida, outras com devoção popular e as tradições culturais enraizada na vida do povo.

Mesmo assim, em cada uma delas o resgate foi lindo. Heranças do povo do semiárido e resquícios de uma gente que soube guardar os saberes e os seus sabores. Agora, através da casa de sementes, as comunidades estão dando um novo vigor à identidade local, cultural, fazendo dessas belezas uma fonte de sabedoria. “sementes também é educação” como disse Cipó, guardião das sementes da comunidade.

Vimos acima o canto Ô DONA DA CASA (Chula) de seu Gudinho da comunidade de Bela Vista que faz parte da casa de sementes Crioulas-Jatobá comunidade de Jatobá. Ele pensava que o projeto ia ser apenas uma casa de guardar sementes e pronto, acabava ali, mas, depois das capacitações entendeu que, junto com a casa e as sementes vinham cultura, fé e as tradições, tudo junto num processo de dialogo, convivência e resgate. “a casa de sementes fez o povo se reunir, cantar, dançar, jogar versos, celebrar a vida, pois, semente também é vida, vocês não acham?” indagou seu Gudinho.

Por: Equipe de Comunicação.

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Casa de Sementes Santa Fé: “Semente é vida, se perdermos a Semente, perderemos também a Vida”

No dia 30/07 foram inauguradas mais duas casas de sementes (PROJETO SEMENTES DO SEMIÁRIDO, GESTADO PELO CEDASB/ASA) na região de Planalto/BA. Comunidade quilombola de Cinzento e comunidade Vereda Nova.

O Cinzento assim como as sementes da resistência, resiste. A história das sementes tem um pouco dessa luta de resistência das comunidades; as populações tradicionais sempre tiveram como prática ancestral passada de geração pra geração, de manter a sua semente, de manter a sua diversidade, biodiversidade e a sua fé. Casa de sementes SANTA FÉ é nome dado pelo/a os/as guardiões e guardiãs das sementes e essa designação traz um pouco das suas origens da comunidade, de quando chegaram ali.

A abertura da celebração mística, o maculelê trouxe o canto, a batida, as raízes e o gingado do povo de santo (Terreiro), saudando seus ancestrais e reverenciando Nossa Senhora da Conceição. O Reisado trouxe a devoção popular, a reza, os santos sendo lembrados e a história do povo e suas caminhadas. No momento da celebração da benção da casa, dona Delci Pereira, guardiã das sementes na comunidade, agradeceu a todos/as, “eu, de coração, agradeço ao Cedasb/Asa que vem nos dando esse apoio. Agradeço a Terêncio, animador técnico que nos acompanhou em cada etapa da construção da casa”. Ela ainda completa dizendo; “a casa é uma riqueza pra nós, semente é a vida, se perde as sementes perdemos também a vida, porque elas contam a nossa historia”.

Logo após este momento de sabedoria das guardiãs e os guardiões, a equipe de animadores realizou o teste de transgenia, onde foi identificada que as sementes da comunidade são crioulas.

O Cinzento traz um fio de esperança na angústia do povo preto resistente, é uma resistência que eles, todos os dias, têm que provar e lutar. Não seria diferente a historia dessas comunidades que, refugiados, se esconderam nos recantos dos cantos desse nosso imenso Brasil cultural de contradições. Eles resistiram até os dias de hoje com sua identidade.

Suas origens se confundem com um Brasil que sempre priorizou uma classe e que esqueceu outra. “somos povos sementes de uma nova nação”. Quando um negro quilombola fala, ele não fala com tom de saudades, não fala com um tom de festa, apesar de, naquele momento de inauguração da casa de sementes ter sido de festa e celebração.

Eles trazem algo de forte no seu falar, no seu cantar e até mesmo no seu silenciar. Eles falam com um tom de muita tristeza, mas também com um olhar não mais olhando para o chão, mas um olhar pra o alto e para frente, é luta sempre! Cinzento resiste!

Já em Vereda Nova a inauguração aconteceu no cair da noite, ouve um momento de oração pela casa, os agradecimentos ao Cedasb e finalizando com o teste de transgenia.

Por: Equipe de Comunicação.

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Comunidade Poço da Pedra em Manoel Vitorino inaugura Banco de Sementes Criômelhor

A propriedade e o direito às sementes sempre foi e será de cada agricultor e agricultora que por gerações cultivaram e mantiveram preservada sua diversidade. E não podia ser diferente, pois, as sementes são belas, resistentes, com grande poder de multiplicação. São também divinas porque brotam do solo e como obra de Deus mantém vivo todos os seres vivos e, inclusive, toda história cultural da humanidade.

É reconhecendo a importância das sementes que na última sexta-feira, dia 29 de julho, a comunidade de Poço da Pedra em Manoel Vitorino- BA esteve em festa. Festa de inauguração da casa de sementes Criômelhor. E, sendo festa, não podia faltar o famoso banquete sertanejo, mística de abertura e música da banda Remela de Gato que colocou o povo todo para balançar o esqueleto. Houve também teste de transgenia e um proseado sobre convivência com o semiárido, de cuidados com as tecnologias sociais, de princípios de agroecologia e de igualdade no direito de viver.

Quem puxou a conversa foi Cristiano, colaborador no ISFA e técnico agrícola. “A gente sabe que a casa de sementes é um espaço de armazenamento e de troca de sementes. Mas não é só isso; ela também é espaço para questões políticas, ambientais, econômicas e sociais”. Desse modo, como bem lembrou Climério, secretário executivo do CEDASB “uma comunidade desorganizada é fácil de ser desarticulada. Contudo, quando a gente se organiza em comunidade a gente passa a compreender melhor nossos direitos e a lutar para garantir que esses direitos sejam assegurados”. A menção de Cristiano e Clímério é pertinente uma vez que os Bancos de Sementes são uma das formas de garantir e proporcionar a autonomia, e o bem- estar das famílias camponesas.

Logo, é através da semente, esse elemento sagrado que, como bem atestou Olga, cooperada na casa de sementes, membro na comissão municipal, estudante em educação no campo e agricultora que “nos autoafirmaremos, pois o dia de hoje é de resgate. Resgate da nossa identidade, da nossa vida. Ela é ainda a continuidade de tudo o que é bom e próspero”.

Por: Equipe de Comunicação.

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NUPEBEM promove feira semanal de comercialização de produtos Orgânicos em Vitória da Conquista

Quem nunca sentiu aquele cheirinho de coentro verde “tirado da hora”, ainda com aquele orvalho da madrugada. Ou então, aquela alface serenada que ainda é preciso tirar um punhado de terra viva entre suas folhas sadias e brilhosas, cheias de saúde e vida. Mel da florada de aroeira e Jataí, aipim descascado, cebolinha verde e abacate, sabonetes naturais, própolis e beterrabas, cenoura e couve, húmus, cidreira, hortelãzinho e limão do mato. Tudo isso e mais um pouco é comercializado na FEIRA SEM VENENO promovida pelo Núcleo de Permacultura do Bem (NUPEBEM).

A feira é denominada PONTO DE ENCONTRO, e é realizada na Praça Guadalajara, ou 62936_924440487624268_7790267527183316666_npraça da “Escola da Normal”, no bairro Recreio (Vitória da Conquista/BA). O Ponto de Encontro acontece todos os Domingos a partir das 9h da manhã e reúne uma diversidade de produtos cultivados de forma natural, sem utilizar uma gota de veneno. É um verdadeiro ponto de encontro, de troca de saberes e experiências entre as pessoas. Enquanto se compra alface e cenoura é possível ensinar e aprender sobre a importância de uma alimentação sadia e sem veneno. Aprender sobre as abelhas e sobre os inúmeros benefícios do mel produzido por elas, sem falar, das ervas medicinais e sua rica funcionalidade fitoterápicas que substituem comprimidos e pílulas farmacêuticas.

13260060_1011766935558289_4326985137337050393_nMais do que comercializar, a proposta do Ponto de Encontro é disseminar e resgatar os princípios de agroecologia, tendo como ponto de partida uma produção de alimentar saudável, pois comer, e comer bem é verdadeiramente um ato político. Toda produção comercializada na Feira Ponto de Encontro é produzida no Sitío Sul (Km 19, anel viário – Vit. da Conquista), produção essa, cultivada a partir dos princípios agroflorestais/agroecológico respeitando o tempo e o espaço de cada cultura em sintonia com a natureza. Além da produção cultivada no Sítio Sul e comercializada no Ponto de Encontro, uma das propostas é agregar a produção de outros agricultores/as da região que queiram comercializar seus produtos no Ponto de Encontro, tendo em vista ampliar a variedade de produtos a ser comercializada, motivar estes agricultores/as a este ganho rentável e resgatar a produção e comercialização de alimentos orgânicos e saudáveis.

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Sítio Sul, local onde é cultivado os produtos comercializados no Ponto de Encontro

Não tem quem passe lá no Ponto de Encontro e não sinta o “cheiro de saúde” e não se encante com a diversidade de cores dos produtos lá comercializados. Vivemos em uma realidade de uma alimentação contaminada pelo veneno que adoece, atrofia e mata, pulverizado em nome de um progresso que nos mata pela boca e nos tornam escravos de uma agricultura que gera morte: para as águas, a terra mãe e as pessoas que nela e dela vivem. A feira Ponto de Encontro do NUPEBEM nasce como alternativa e resgate de amor à mãe terra e tudo o que nela, que se desvela no cultivo e comercialização de produtos sustentáveis e puramente saudáveis, mostrando que É POSSÍVEL SIM, produzir com qualidade e saúde, amor, harmonia e diversidade. Pois, agroecologia é vida, e vida boa é a que é orgânica e natural, fazendo com que tudo e todos sejam sadios e cheios de vida.

Imagens: Comunicação Cedasb e NUPEBEM            Texto – Comunicação Cedasb

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Sabonetes naturais

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