OOO março | 2017 | Cedasb

ATER/SEAD – CEDASB realiza Oficinas de Associativismo e Dia de Campo em comunidades dos municípios de Aracatu e Liv. de N. Senhora

Dando prosseguimento às diversas atividades de formação para a transição agroecológica e desenvolvimento social comunitário. A ATER/CEDASB realizou no mês de Março 2017, em comunidades assistidas pelo projeto situadas nos municípios de Aracatu e Livramento de Nossa Senhora, oficinas de associativismo e um dia de campo com agricultores e agricultoras das referidas localidades.

A temática principal abordada no Dia de Campo realizado em Tamboril (Aracatu-BA) tratou do cultivo e produção do tomate agroecológico. E reuniu 11 agricultores/as da localidade, que além de trocarem experiência sobre o tema principal, ainda puderam aprender um pouco mais sobre outras práticas que se fundamentam nos princípios da Agroecologia, dentre as quais: curva de nível, compostagem, produção e importância de biofertlizantes e defensivos naturais.

Nas comunidades de Baraúna (Aracatu-BA) e Jatobá (Liv. de N. Senhor-BA) aconteceram oficinas com a temática que trabalhou sobre o Associativismo. As atividades contaram com a participação de 30 agricultores/as em cada oficina. Dentre os quais representantes dos segmentos constitutivos (diretoria e sócios/as) das diversas associações existentes e atuantes em cada localidade. Segundo Daniel, técnico da ATER/CEDASB, “a oficina de associativismo, é de grande importância para as comunidades, principalmente para o fortalecimento da mesma. O curso proporcionou diálogo entre as famílias participantes, fazendo-as descobrir a importância da associação para a comunidade, aproximando as pessoas da localidade e proporcionando o fortalecendo do coletivo”.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Texto e imagem – equipe de ATER e Comunicação CEDASB.

Dia de Campo na Comunidade de Tamboril – Aracatu-BA

Oficina de Associativismo na Comunidade de Jatobá – Liv. de N. Senhora-BA

Oficina de Associativismo em Barauna – Aracatu-BA

ATER AGROECOLÓGICO/SEAD (CEDASB) realiza “Dias de Campo” com agricultores/as de comunidades de Encruzilhada e Cândido Sales

 

Além da troca de saberes, discussões e produção de conhecimento coletiva, o projeto ATER AGROECOLÓGICO realiza atividades coletivas de cunho prático-produtivo chamada de “Dias de Campo”. O Dia de Campo implica na realização de uma atividade temática que reúne agricultores/as de uma determinada região com o objetivo de trabalhar na prática uma determina técnica ou prática produtiva, seja esta de cultivo vegetal ou de manejo animal.

Sendo assim, nas comunidades assistidas pela ATER AGROECOLÓGICA dos municípios de Cândido Sales e Encruzilhada durante o mês de Fevereiro e Março de 2017 foram realizados uma variedade de Dias de Campo reunindo agricultores e agricultoras assistidos pela ATER AGROECOLÓGICA/CEDASB das respectivas localidades.

Em Cândido Sales, os dias de campo aconteceram nas comunidades de Lagoa Grande, Mumbuca e Bomba. Em Lagoa Grande, a atividade foi realizada na propriedade do agricultor Marcos, um dos assistidos pela ATER, e o tema trabalhado na atividade tratou da Silagem. Desde o cultivo, corte do material, preparo e armazenamento. Contou com a participação de cinco agricultores da localidade e três técnicos da ATER/CEDASB. Já no Dia de Campo realizado nas comunidades de Mumbuca e do Bomba, o tema da vez foi sobre a produção de Biofertilizantes. Em Mumbuca a atividade foi realizada na propriedade dos agricultores Wilson e Marialva e contou com a participação de onze agricultores/as da comunidade local e da comunidade do Papagaio. O enfoque principal da atividade foi o preparo do BioGeo, um poderoso biofertilizante na produção e cultivo vegetal. A atividade se norteou quanto ao preparo do biofertilizante, a partir de materiais encontrados nas próprias localidades dos agricultores/as participantes da atividade. Na comunidade do Bomba o tema trabalhado com os agricultores/as também foi sobre a produção de biofertilizantes com destaque para o preparo do BioGeo. A atividade aconteceu na propriedade do agricultor Miceno e contou com a participação de seis agricultores/as e dois técnicos da ATER/CEDASB. Seu Gilberto, um dos agricultores participantes e assistidos pela ATER destacou a importância de atividades dessa qualidade realizada pela Ater, como questão que faz despertar a consciência da permanência e valorização da mulher o homem do campo. “Essa atividade aqui valoriza o agricultor, e serve de tomada de consciência pra que não precise sair do lugar da gente, fazendo com que o homem e a mulher da roça não precisem sair daqui”, afirmou seu Gilberto.

No município de Encruzilhada, as atividades do Dia de Campo aconteceram nas comunidades de Lagoa de Inocêncio e Lagoa de Domingão. E abordou temas de relevância e de grande importância escolhidos pelos próprios agricultores/as durantes as reuniões de resgate e construção do conhecimento. Em Lagoa de Inocêncio, a atividade foi realizada na propriedade de dona Hilta e seu Márcio. Trabalhou o plantio de palma, cultivo de hortaliças e conservação de solos. Contou com a participação de técnicos da ATER/Cedasb e de agricultores/as da localidade assistidos pela Ater, bem como, outros agricultores/as interessados nos saberes resgatados e do conhecimento compartilhado na atividade. No momento da avaliação coletiva da atividade, a agricultora Viviane agradeceu ao ATER/Cedasb, pela intermediação da assistente social do projeto no seu processo de recebimento do auxilio doença. Na comunidade de Lagoa de Domingão, a atividade aconteceu na propriedade do agricultor Euzito e contou com a participação de agricultores/as da comunidade local e das comunidades vizinhas: Brejo e Sobrado. O tema trabalhado tratou do preparo da Silagem e sua importância na perspectiva do processo de produção de alimentação alternativa para a criação. Assim como destaca o próprio Euzito:

“O processo da silagem é um técnica que fortalece nossa resistência aqui no Sertão. Com isso, a gente aprende desde o cultivo, o corte do material, como preparar e armazenar, pra na hora do aperto e da falta do alimento, a gente utilizar e não deixar a criação passar aperto”.

Assim, os Dias de Campo realizados nas diversas comunidades de Encruzilhada e Cândido Sales foram realizados com pleno sucesso. Sucesso esse, resultado do empenho de todos os envolvidos: agricultores/as e equipe de ATER/Cedasb. Que se dedicaram a preparar cada atividade com amor e responsabilidade, e aos agricultores e agricultoras, que trouxeram suas experiências e boas práticas, que somadas às diversas formas de saberes, chegaram a resultados que agregaram conhecimento no que se refere à produção e desenvolvimento social a todos os envolvidos nesse processo.

O Projeto de ATER AGROECOLÓGICO é uma realização do CEDASB em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD)

Texto e Imagens – Equipe de ATER (SEAD) e Comunicação/Cedasb

Dia de Campo na Comunidade Lagoa de Domingão – Encruzilhada-BA

 

Dia de campo em Lagoa de Inocêncio – Encruzilhada-BA

 

Dia de campo na comunidade de Bomba – Cândido Sales-BA

 

Dia de campo em Lagoa Grande – Cândido Sales – BA

Comunidade de Mumbuca – Cândido Sales-BA

… E lá vão Elas…

E lá vão Elas…

As mulheres do Olho D’água, com baldes amparados por uma “rudia” de pano envolto na cabeça, sustentando um peso desmedido de desumanidade dos governantes. Situação que outrora eram lembranças de tempos passados agora é rotina de um recente presente “duído”.

“… De sede ninguém pode morrer, ao menos um balde d’água pra tomar e fazer o de comer. Tudo por um pouco d’água: poeira e pó, sol e distancia, ‘quintura’ e dor, dor no corpo e na alma… tudo por um pouco d’água”.

Quando se centraliza um bem que é direito de todos/as dá nisso aí… Quando se abandona políticas públicas que ajudam na convivência com a seca, dá nisso aí… O grito de Dom José Rodrigues ainda é atual: “o problema não é a seca, são as cercas”. Água é vida, é saúde promove a dignidade e liberdade. Mas sua centralização faz das pessoas escravas, acorrentadas por uma necessidade que lhes são negadas e encurraladas, deixam de viver e passam a buscarem a sobrevivência.

E lá vão elas… Pois, quem quiser levante cedo e vai buscar “aculá”, porque aqui o pote já secou e a cisterna que antes guardava água da chuva, agora nem água da “pipa” guarda mais… “Levaram” nosso direito à agua cristalina e jogaram num tanque só, água mesmo, só depois daquela cerca, mas nosso Senhor não desampara ninguém. Quem desampara são os governantes soberbos e cheios de desculpas esfarrapadas, que não sabem o que é ter que andar léguas e léguas para buscar uma lata d’água pra fazer quase tudo e passar o dia.

Queria eu escrever, e isso não passasse de uma simples crônica ou poesia fora de uma realidade. Mas aí estão Elas: as mulheres do Salobro, região de Vitória da Conquista-BA, numa caminhada que mais parece uma penitência em busca de um pouco d’água. E lá vão elas… Amanhã cedo elas cumprirão sua sina novamente, pois o pote irá secar e independente do pó, do “quinturão”, da dor na coluna, da distancia e da humilhação (por não ter algo que lhes é de direito), terão de ir e voltar!

Imagens – Terêncio e Milena (técnicos de ATER/Cedasb), registro em: 03 de Março de 2017, comunidade Olho D’água da Serra, região também conhecida como Salobro, município de Vitória da Conquista-BA.

Texto: Heber, Comunicação CEDASB.

Cisternas nas Escolas – água que educa e promove cidadania no Semiárido

Água que mata a sede e purifica.

Água que faz brotar a semente da vida.

Água que educa e promove cidadania,

Água cristalina que liberta e faz florescer a dignidade.

Água dos céus, projeto divino guardada no coração das cisternas.

O vídeo mostra alguns depoimentos e experiências desenvolvidos a partir das ações do projeto cisternas nas Escolas executado pelo CEDASB/ASA.