OOO novembro | 2017 | Cedasb

ATER Bahiater do CEDASB entrega DAP’s a agricultores/as acompanhados/as pela Assistência Técnica

No último dia 24 de novembro 2017, a equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural do CEDASB juntamente com o Coordenador do Bahiater, Roque Guimarães estiveram na comunidade de Olho D’Água da Serra no município de Vitória da Conquista para realizar a entrega de DAP’s aos agricultores e agricultoras acompanhadas pela assistência técnica na comunidade. Essa ação foi resultado da renovação de 42 DAPs feitas pelo Bahiater em parceria com o CEDASB. Na ocasião, o coordenador do Bahiater Roque ressaltou a importância dos agricultores manterem a DAP atualizada a fim de garantir acesso às políticas públicas como o PRONAF, o Garantia Safra e a Assistência técnica. Ressaltou também, a importância da assistência técnica oferecida pelo CEDASB, por meio da chamada pública do Governo do estado, que tem apresentado resultados significativos para as comunidades.

O presidente da Associação da comunidade, Adelmário Ribeiro falou da satisfação em receber a visita do coordenador do Bahiater na comunidade, enfatizou a necessidade da continuidade da assistência técnica e relatou que, a assistência técnica que tem sido oferecida pelo CEDASB tem correspondido às expectativas da comunidade, bem como, facilitado o acesso às informações tanto para a melhoria na produção de forma agroecológica, como para o acesso às demais políticas públicas direcionadas aos agricultores.

Para o Técnico em Agropecuária Terêncio Rodrigues e o Engenheiro Agrônomo Washington Moreira, que fazem o acompanhamento das famílias na região, a parceria entre o CEDASB e o Bahiater na renovação e emissão de DAP’s tem fortalecido o trabalho do ATER e viabilizado o acesso dos agricultores às políticas públicas destinadas à agricultura familiar. Para eles, a parceria tem também contribuído para desburocratizar o acesso a DAP, contribuindo com o trabalho da assistência técnica e para facilitando a vida dos agricultores.

Texto e imagens: Equipe de ATER do CEDASB

PROJETO CISTERNAS NAS ESCOLAS REALIZA OFICINAS EM EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO NO MUNICÍPIO DE PLANALTO/BA

A inclusão de Planalto no Projeto Cisternas nas Escolas nos rendeu grande alegria. Cinco escolas do campo desse município pode se beneficiar com a tecnologia social – a cisterna, e todas as ações a ela agregadas. Dentre essas ações o curso de GRHE com as merendeiras, e a Oficina em ECSA que foi realizada com os educadores e educadoras das escolas do campo, tanto das escolas recentemente beneficiadas, como também, das escolas contempladas com o projeto piloto do Cisternas nas Escolas em 2010.

Para alguns rememorar o aprendizado construído desde 2010, e para outros, se inserir no processo de (re) significação do semiárido em que vive, a partir de uma análise crítica de construção dessa região.  Hoje, 01 de novembro de 2017, todas as cisternas encontram-se finalizadas, bem como a Oficina em ECSA com os educadores e educadoras da rede.

Agradecemos o empenho da secretária de Educação Adriana, da Secretaria das Escolas do campo nas pessoas de Matilde e Anália, e todas professoras que se dedicaram às formações. A vocês nosso carinho!!!! Continuemos na luta pela consolidação de uma educação que seja contextualizada, e que seja para a convivência com nosso lindo semiárido.

Texto – Eliane Almeida – Coordenadora do Projeto Cisternas nas Escolas

Imagens – Equipe Cisternas nas Escolas

 

CISTERNAS NAS ESCOLAS-CEDASB FINALIZA OFICINAS COM EDUCADORAS/ES DOS MUNICÍPIOS DE MIRANTE E BOM JESUS DA SERRA

Compartilhar experiências exitosas, reflexão e debate (formação) e a celebração de uma caminhada de muitas desconstruções e reconstruções de conceitos marcaram positivamente a última oficina em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido, com os/as educadores/as dos municípios de Mirante e Bom Jesus da Serra. Foi um momento especial e de uma profunda mística, que gerou um sentimento de pertença e fortalecimento da identidade com o semiárido. A começar pelo local do encontro, realizado no espaço da agroindústria de beneficiamento do Umbu localizada na comunidade do Espírito Santo, Mirante. Agroindústria essa, coordenada pelas mulheres da comunidade local, que mostram na prática sua capacidade de zelar e gestar as atividades de produção que acabam por ser sua fonte de renda e subsistência. Experiência essa, que foi apresentada aos educadores/as por dona Lourdes, uma das coordenadoras da agroindústria e presidenta da associação local.

No 3º e último módulo a realização dos “prazeres de casa” foi marcante e revelou sua grande viabilidade no processo de difusão e disseminação da educação contextualizada na perspectiva da convivência com o Semiárido. Os resultados apresentados foram de grande relevância e mostrou a real compreensão dos educadores/as envolvidos/as que puderam ‘experienciar’ que o Semiárido é uma grande “sala de aula” e que tudo no seu entorno é instrumento e elemento pedagógico: sua gente, sua fauna, flora, cores e sabores. Uma fala da professora Lúcia, durante a realização da atividade resumiu o sentimento de se pensar, refletir e debater educação contextualizada para a convivência com o semiárido, “discutir sobre educação contextualizada da forma que estamos a discutir, significa apropriar-se de tudo que existe e constitui o nosso semiárido, pois é isso que nos dá essa profunda identidade de pertença que motiva a pensar e construir essa educação contextualizada para a convivência com o nosso sertão”, afirmou profª Lúcia.

As tradições e costumes das comunidades são elementos de grande valor na formação da identidade e da cultura do povo do Semiárido. E o encerramento não poderia deixar de acontecer apresentações dos costumes e tradições da região do Espírito Santo. O sanfoneiro ‘Vadim’ e sua turma e a “pila do milho” fechou com chave de ouro o 3º módulo com os/as educadores/as. No pátio da agroindústria foi se achegando o povo do lugar e foi se ajuntando com os/as educadores/as e a folia começou em volta de um velho pilão, com a troca de versos rimados tirados de veneta os foliões pilavam e cantavam as alegrias e lutas do dia a dia. Na emenda da folia, ‘Vadim’ Sanfoneiro, no ritmo roceiro da zabumba, pandeiro e triangulo chamou o ritmo do forró rasta-pé e colocou o povo pra ‘ciscar’ no forró. A alegria “tomou de conta” e o sentimento de missão cumprida e de continuidade da luta foram a certeza de um plantio em terreno fértil, sempre na expectativa de uma farta colheita. É como diz a coordenadora Eliane: “Fica a saudade do convívio, e a certeza que a luta está apenas começando…”

Por,

Equipe Cisternas nas Escolas-CEDASB

 

Mais imagens do 3º módulo….

“Edivera, a chuva das águas chegou!”

Aí a chuva das águas vai se achegando, ora no ‘morrer da tarde’, ora na “boca da noite”. E quando o dia amanhece é aquele esparramo de alegria, tudo florido, a sabiá puxa a cantoria no pé de quiabento junto com o restante da passarada e aquilo que parecia adormecido ou até mesmo “morto” ressuscita “ligerim” com as águas do céus! É preciso viver por aqui pelas bandas de cá, pra poder ver e sentir esse acordar da natureza!
Bem que dona cigarra tava avisando dias atras, naquela “quinturona”, dum calor abafado que chegava dá uma giriza na gente! Bem que dona Lió falava do varandal sobre uns raios de sol por entre umas barras de nuvens, que pra ela e sua sabedoria dizia de forma firme: “logo, logo chega a chuva das águas”!
“Edivera”, olha as chuvas das águas chegando aqui pelos lados de cá das caatingas e da mata. Matando a sede que mata e revelando o verde da vida. Os bichos do mato gritam nas serras e a gente escuta cá nos boqueirões baixadas, como se agradecessem a Deus pelas águas choradas em nosso sertão. E o povão dando e recebendo as noticias das quebradas do sertão: “e aí cumade, choveu aí? ahh cumpade, choveu que chega os tanque e cisternas sangrou” ! ! !
Ó Deus e divindades guardiãs da natureza, que essa nossa alegria pela caída da chuva que é o sangue da terra e gera vida, seja uma prece de agradecimento por dádiva tão graciosa! A natureza se alegra e nós, seres criados e ajuntados a essa criação nos alegramos e te pedimos todas as graças e Bênçãos dos céus!

Texto e imagens – comunicação CEDASB

PROJETO CISTERNAS NAS ESCOLAS-CEDASB FINALIZA OFICINAS COM EDUCADORAS/ES DOS MUNICÍPIOS DE ANAGÉ E VITÓRIA DA CONQUISTA.

O Projeto Cisternas nas Escolas finda a Oficina de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido com os educadores/as dos municípios de Vitória da Conquista e Anagé, com louvor e sensação de dever cumprido. O segundo módulo, teve início com a apresentação dos “prazeres de casa” desenvolvidos pelos professores/as, que é a realização de alguma atividade pré-determinada e de cunho contextualizado diretamente com os alunos/as fora das quatro paredes da escola ou mesmo em sala de aula. Assim sendo, foi discutido sobre o rebatimento da mudança pedagógica de abordagem de temas atinentes à região semiárida, e o quanto essa mudança agrega no trabalho dos educadores/as.

Foi debatida a essência da ECCSA (Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido), abordando as vertentes pedagógicas que culminam numa educação transformadora, debruçando e bebendo da fonte do saber da Profª. Adelaide Pereira da Silva, integrante da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab), a partir da leitura e discussão do seu texto intitulado: “O conceito de educação contextualizada na perspectiva do pensamento complexo – um começo de conversa”. A ressignificação acontece quando o re/conhecimento se consolida, e essa assertiva se materializa no terceiro módulo, onde juntos pudemos vivenciar, por meio de um intercâmbio, um semiárido que pouco é visibilizado pela mídia: o semiárido das possibilidades!!!! Na visita à Comunidade de Bom Jesus de Cima, no município de Bom Jesus da Serra, foi possível os educadores/as observarem, analisarem, conectarem, e re/significar seus olhares sobre a Caatinga, a catingueira/o, o conhecimento, o saber popular e sobre o trabalho comunitário realizado na contramão da lógica capitalista de reprodução da vida. Foram momentos de formação densa e de um grande aproveitamento no processo de debate e aprofundamento dos professores/as que participaram desses momentos.

Por fim, a equipe, na pessoa da Coordenadora Eliane Almeida, expressa a grande satisfação e gratidão da vivencia e realização de cada passo do projeto: “Nós da equipe do Cisternas nas Escolas do CEDASB, agradecemos cada um e cada uma que mergulharam nessa história conosco, que deram significado e significância ao nosso trabalho. MUITO OBRIGADA!!! Fica a saudade do convívio, e a certeza que a luta está apenas começando”.

Texto/imagens – Equipe Cisternas nas Escolas

 

IIº Módulo

 

IIIº Módulo